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Débora Mafra defende reserva de 50% das cadeiras do Parlamento para mulheres

A delegada Débora Mafra candidata ao cargo de deputada federal pelo Partido Social Democrático (PSD), defendeu, em entrevista ao Onda News, nesta segunda-feira (17/8), uma mudança na legislação eleitoral para garantir que 50% das cadeiras dos parlamentos brasileiros sejam ocupadas por mulheres. A proposta, segundo ela, seria uma das primeiras iniciativas caso seja eleita nas eleições de 2026.

A ideia apresentada por Débora é estabelecer uma divisão efetiva das vagas entre homens e mulheres nas casas legislativas, incluindo Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.

“Eu tenho um voto comigo mesmo, que é mudar a cara do Congresso, no sentido de que nas próximas eleições já comece a ter vagas, 50% para homens e 50% para mulheres em todo o Parlamento do Brasil”, afirmou.

Proposta busca garantir cadeiras independentemente da votação

Durante a entrevista, Débora explicou que a proposta vai além da atual regra de participação feminina nas candidaturas. Atualmente, os partidos e federações precisam cumprir uma cota mínima de candidaturas de mulheres, mas, na avaliação da delegada, isso não tem resultado em uma presença proporcional feminina nos parlamentos.

Ela defende que parte das vagas seja destinada efetivamente às mulheres, independentemente da quantidade de votos obtida individualmente por cada candidata.

“Na Assembleia Legislativa são 24 deputados, 12 serão mulheres, independente da quantidade de votos que elas vão ter, dando para elas a vez de elas chegarem até lá”, explicou.

Segundo Débora, o mecanismo poderia ser estruturado de maneira semelhante à lógica do sistema proporcional, levando em consideração a distribuição das cadeiras entre partidos, mas criando uma garantia específica para a representação feminina.

Amazonas está há duas legislaturas sem eleger deputada federal

A delegada também chamou atenção para a baixa presença feminina na bancada do Amazonas na Câmara dos Deputados. Segundo ela, o Estado não elegeu nenhuma deputada federal nas duas últimas legislaturas e caminha para uma terceira legislatura sem representação feminina entre os deputados federais eleitos pelo Estado.

Para Débora, o cenário demonstra que apenas ampliar a quantidade de mulheres candidatas não é suficiente para garantir que elas ocupem espaços de poder.

“Eu queria que o povo do Amazonas visse isso e que a gente conseguisse colocar uma mulher lá e, se for eu, vai ser um dos primeiros atos meu fazer um projeto de lei para mudar a lei eleitoral”, declarou.


Saiba mais: 

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Preconceito e cultura política

Na entrevista, Débora afirmou que a dificuldade de eleger mulheres também está relacionada a fatores culturais e ao comportamento do eleitorado.

Ela citou situações em que eleitores, inclusive mulheres, afirmam preferir votar em candidatos homens. Na avaliação da delegada, a tradição política e a influência de lideranças masculinas também contribuem para a manutenção desse cenário.

“Muitos não votam em mulher, até mulheres muitas vezes falam: eu não voto em outra mulher”, afirmou.

Para Débora, a presença reduzida de mulheres nos parlamentos também cria um ciclo em que poucas políticas conseguem chegar aos espaços de decisão para demonstrar sua capacidade de atuação.

“É muito mais fácil você verificar dentro do Brasil homens políticos que fizeram alguma coisa do que mulheres. Por quê? Porque a mulher não tem chance de chegar até lá para demonstrar que tem capacidade”, disse.

A delegada defende que uma maior participação feminina no Legislativo poderia, na avaliação dela, ampliar a diversidade das decisões políticas e permitir que mulheres tenham maior influência na elaboração de leis e políticas públicas no Amazonas, em Manaus e no restante do país.

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A delegada Débora Mafra candidata ao cargo de deputada federal pelo Partido Social Democrático (PSD), defendeu, em entrevista ao Onda News, nesta segunda-feira (17/8), uma mudança na legislação eleitoral para garantir que 50% das cadeiras dos parlamentos brasileiros sejam ocupadas por mulheres. A proposta, segundo ela, seria uma das primeiras iniciativas caso seja eleita nas eleições de 2026.

A ideia apresentada por Débora é estabelecer uma divisão efetiva das vagas entre homens e mulheres nas casas legislativas, incluindo Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.

“Eu tenho um voto comigo mesmo, que é mudar a cara do Congresso, no sentido de que nas próximas eleições já comece a ter vagas, 50% para homens e 50% para mulheres em todo o Parlamento do Brasil”, afirmou.

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Durante a entrevista, Débora explicou que a proposta vai além da atual regra de participação feminina nas candidaturas. Atualmente, os partidos e federações precisam cumprir uma cota mínima de candidaturas de mulheres, mas, na avaliação da delegada, isso não tem resultado em uma presença proporcional feminina nos parlamentos.

Ela defende que parte das vagas seja destinada efetivamente às mulheres, independentemente da quantidade de votos obtida individualmente por cada candidata.

“Na Assembleia Legislativa são 24 deputados, 12 serão mulheres, independente da quantidade de votos que elas vão ter, dando para elas a vez de elas chegarem até lá”, explicou.

Segundo Débora, o mecanismo poderia ser estruturado de maneira semelhante à lógica do sistema proporcional, levando em consideração a distribuição das cadeiras entre partidos, mas criando uma garantia específica para a representação feminina.

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Para Débora, o cenário demonstra que apenas ampliar a quantidade de mulheres candidatas não é suficiente para garantir que elas ocupem espaços de poder.

“Eu queria que o povo do Amazonas visse isso e que a gente conseguisse colocar uma mulher lá e, se for eu, vai ser um dos primeiros atos meu fazer um projeto de lei para mudar a lei eleitoral”, declarou.


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