O eleitor do Amazonas terá uma tarefa extra nas urnas em 2026. No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, serão seis escolhas, uma a mais do que nas eleições gerais de 2022. Além de deputado federal, deputado estadual, governador e presidente, o eleitor votará em dois candidatos ao Senado.
A sequência definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. Para concluir a votação, o eleitor digitará até 19 algarismos, considerando os números dos seis candidatos, fora a tecla confirma.
Em 2022, quando estavam em disputa cinco cargos, o tempo médio entre o início e o fim da votação na urna foi de 61,81 segundos. Como 2026 terá uma escolha adicional, uma projeção proporcional aponta para aproximadamente 74 segundos, ou 1 minuto e 14 segundos por eleitor, da habilitação na mesa apuradora até o recebimento do recibo de votação.
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O que a projeção representa
Trata-se de uma estimativa matemática, não uma previsão oficial do TSE. O tempo real pode variar conforme o comportamento do eleitor e as condições de cada seção. Se o eleitor levar a “cola”, prática recomendada pelas autoridades da Justiça Eleitoral, a votação tende a ficar dentro dessa estimativa.
Já quem escolhe os candidatos na hora, hipótese prevista pelo TSE, que disponibiliza um caderno com os nomes de todos os concorrentes, precisa de mais tempo. O mesmo vale para quem erra um número e precisa teclar “cancela” antes de retomar a votação. Ao digitar o número desejado, o eleitor ainda visualiza a foto do candidato na tela antes de apertar a tecla confirma.
O Amazonas tem 2.801.182 eleitores aptos a votar na base de 2026. Se todos levassem, em média, 1 minuto e 14 segundos para concluir o voto, o tempo acumulado chegaria a aproximadamente 57,7 mil horas, o equivalente a cerca de 2.405 dias ou 6,6 anos de votação individual. O número é apenas ilustrativo, já que os votos são registrados simultaneamente em milhares de urnas espalhadas pelo Estado.
Fila e tempo de espera
Outro número curioso: quem chegar à seção e encontrar nove pessoas à frente pode fazer sua própria conta. Se cada eleitor consumir os 74 segundos projetados, o décimo da fila teria uma espera teórica de cerca de 11 minutos e oito segundos antes de chegar à urna.
A espera, porém, não funciona como fila de supermercado. A habilitação e a votação ocorrem em etapas que podem se sobrepor, já que o mesário pode iniciar o atendimento do próximo eleitor enquanto o anterior ainda está diante da urna. Por isso, o tempo observado na prática pode ser menor ou maior que a simples multiplicação do tempo médio. Em 2022, o TSE registrou média de 84,80 segundos ao somar habilitação e votação, o que confirma esse efeito de sobreposição.
Há ainda um detalhe que pode fazer diferença em 2026: o eleitor terá dois votos para o Senado, e os candidatos escolhidos precisam ser diferentes entre si, o que impede repetir o mesmo nome nas duas indicações.
Assim, quem chegar à seção já sabendo em quem votar deve passar pouco mais de um minuto diante da urna. Para quem ainda precisa procurar números, conferir nomes ou corrigir a digitação, a conta tende a crescer.
