O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou nesta terça-feira (6) seu posicionamento sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A declaração foi feita em Brasília, após reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador afirmou ter uma alternativa “melhor”.
“Meu posicionamento é o que já é público, é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária”, disse.
Proposta de jornada flexível
Flávio citou como exemplo mães que não conseguem cumprir uma jornada diária de 8 horas por não terem onde deixar os filhos. Para esses casos, prometeu criar um voucher para garantir vaga em creche privada quando não houver disponibilidade na rede pública. Segundo o candidato, a medida seria combinada à flexibilização da jornada.
“Nossa proposta é dar essa liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade, a sua necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, que não consegue trabalhar mais, vai ter o direito de priorizar outras coisas da sua vida”, afirmou.
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Críticas a Lula e tramitação da PEC
Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela discussão sobre a escala 6×1 durante o segundo turno. Segundo ele, a iniciativa seria oportunista. “O Lula, em 4 anos de governo, não faz. Agora, no meio do 2º turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto para ele”, declarou.
A PEC começou a ser discutida no plenário do Senado nesta terça-feira (6). O texto já foi aprovado pela Câmara em maio e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, além de estabelecer 2 dias de descanso por semana, sem redução salarial.
A proposta precisa passar por 5 sessões de discussão antes da votação em 1º turno no Senado. O intervalo pode ser reduzido caso haja acordo entre os líderes. Para ser aprovada, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em 2 turnos.
