O candidato a deputado estadual pelo Podemos, coronel Vinícius Almeida, ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, negou ter cometido irregularidades após ser alvo de busca e apreensão pela Políci Federal nesta quinta-feira (1º/10). No vídeo, ele disse nunca ter cometido crime e classificou o processo como “eleitoral” e “político”.
Segundo Almeida, a operação foi determinada pela Justiça Eleitoral, e não pela Justiça Criminal. O então secretário de Segurança se afastou do cargo março para concorrer ao cargo ao pleito deste ano.
Em sua defesa, disse ter 32 anos de serviço público e nunca ter sido acusado de nenhum crime. “Não seria agora nas eleições que eu sujaria as minhas mãos de lama”, declarou.
Ele também elogiou a atuação “cortês” da Polícia Federal e disse acreditar na Justiça Eleitoral, instância na qual, segundo ele, será provado que não há irregularidade. Afirmou ainda que ações desse tipo o motivam a continuar trabalhando e, a três dias da eleição, pediu votos.
“Agora eu quero te dizer, por último, um fato importante, se estão batendo é porque a gente está crescendo e eu vou continuar trabalhando. Não é isso que vai parar, muito pelo contrário, esse tipo de ação nos motiva. Faltam apenas três dias para a eleição e se estão batendo é porque nós iremos ganhar a eleição. E aqui eu quero aproveitar para pedir o teu voto”, acrescentou.
Operação e investigação
A Polícia Federal (PF) cumpre quatro mandados de busca e apreensão, um deles na casa do ex-secretário. A investigação apura a suspeita de uso da estrutura da SSP-AM em atividades relacionadas à campanha eleitoral.
Na residência, a PF apreendeu R$ 100 mil em espécie, placas de identificação de viaturas da SSP-AM, veículos, materiais de campanha, celulares e um computador.
Com a ação, servidores foram dispensados e deixaram o prédio da SSP-AM. Os atendimentos ao público, como a emissão de carteira de identidade, foram suspensos temporariamente.
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Dinheiro apreendido e atuação do MPAM
A assessoria de Almeida informou à imprensa que os R$ 100 mil são uma reserva financeira pessoal, destinada a uma viagem programada há mais de um ano. Segundo a assessoria, o valor foi declarado no Imposto de Renda.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) informou que o pedido de busca e apreensão foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do próprio MPAM. Segundo o órgão, sua atuação se limitou à organização e ao apoio na execução da operação, realizada pela PF sob a condução do Ministério Público Eleitoral.
A investigação busca esclarecer se a estrutura pública foi utilizada para fins eleitorais e identificar os responsáveis.
