Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

TRE mantém inelegibilidade de Pablo Marçal por oito anos

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, nesta sexta-feira (21), os recursos apresentados por Pablo Marçal e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a decisão que tornou o influenciador inelegível por oito anos.

A decisão foi tomada pelo presidente do TRE-SP, desembargador José Antonio Encinas Manfré, que não admitiu os recursos especiais apresentados pelas partes. Com isso, permanece a condenação de Marçal ao pagamento de R$ 420 mil em multa e à inelegibilidade por oito anos, contados a partir das eleições municipais de 2024.

O processo envolve a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024. O influenciador foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação social.

Em julgamento anterior, o TRE-SP afastou as acusações de captação e gastos ilícitos de recursos e de abuso de poder econômico. Segundo o tribunal, não havia provas suficientes de transferência de valores ou entrega de bens que configurassem esses crimes eleitorais.

Apesar disso, os magistrados mantiveram a condenação pelo uso indevido dos meios de comunicação social.

A decisão determinou a inelegibilidade de Marçal por oito anos, contados a partir das eleições de 2024, além do pagamento da multa de R$ 420 mil.

Ministério Público tentou ampliar condenação

O Ministério Público Eleitoral também apresentou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar restabelecer integralmente a condenação definida em primeira instância.

O órgão sustentou que Marçal teria criado uma estrutura para remunerar apoiadores responsáveis pela produção e divulgação de vídeos com cortes de conteúdos relacionados à campanha.

Para o Ministério Público, a estratégia poderia configurar abuso de poder econômico e gastos ilícitos de recursos eleitorais.

O MPE também argumentou que não seria necessária a comprovação individual de cada pagamento para caracterizar o abuso, considerando a estrutura utilizada durante a campanha.


Leia mais

Pablo Marçal diz que declaração de R$ 7,4 bilhões ao TSE está errada

PRTB registra candidatura de Pablo Marçal à Presidência após decisão judicial


Defesa pediu suspensão da inelegibilidade

Os advogados de Marçal também recorreram da decisão. A defesa pediu a suspensão da inelegibilidade e a improcedência das ações.

Segundo os advogados, a condenação teria sido baseada em presunções, sem provas concretas de que Marçal tivesse realizado os pagamentos apontados na acusação.

A defesa também alegou cerceamento do direito de defesa. Entre os argumentos apresentados está a negativa do tribunal em produzir determinadas provas, como informações de plataformas digitais, relatórios de anúncios e dados bancários e fiscais.

Entenda por que os recursos foram rejeitados

Ao analisar os recursos, o presidente do TRE-SP aplicou as Súmulas 24 e 26 do TSE.

No caso do Ministério Público Eleitoral, Manfré avaliou que o recurso exigiria uma nova análise dos fatos e das provas examinadas pelo TRE-SP. Esse tipo de reavaliação não é permitido em recurso especial eleitoral, conforme estabelece a Súmula 24.

A mesma regra foi aplicada ao recurso apresentado pela defesa de Marçal. Segundo a decisão, analisar os argumentos dos advogados também exigiria uma nova avaliação das provas relacionadas à campanha e às publicações nas redes sociais.

Além disso, o recurso da defesa foi barrado pela Súmula 26, que exige a contestação específica dos fundamentos utilizados na decisão questionada.

Com a decisão do TRE-SP, a condenação que prevê oito anos de inelegibilidade e multa de R$ 420 mil permanece válida.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, nesta sexta-feira (21), os recursos apresentados por Pablo Marçal e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a decisão que tornou o influenciador inelegível por oito anos.

A decisão foi tomada pelo presidente do TRE-SP, desembargador José Antonio Encinas Manfré, que não admitiu os recursos especiais apresentados pelas partes. Com isso, permanece a condenação de Marçal ao pagamento de R$ 420 mil em multa e à inelegibilidade por oito anos, contados a partir das eleições municipais de 2024.

O processo envolve a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024. O influenciador foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação social.

Em julgamento anterior, o TRE-SP afastou as acusações de captação e gastos ilícitos de recursos e de abuso de poder econômico. Segundo o tribunal, não havia provas suficientes de transferência de valores ou entrega de bens que configurassem esses crimes eleitorais.

Apesar disso, os magistrados mantiveram a condenação pelo uso indevido dos meios de comunicação social.

A decisão determinou a inelegibilidade de Marçal por oito anos, contados a partir das eleições de 2024, além do pagamento da multa de R$ 420 mil.

Ministério Público tentou ampliar condenação

O Ministério Público Eleitoral também apresentou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar restabelecer integralmente a condenação definida em primeira instância.

O órgão sustentou que Marçal teria criado uma estrutura para remunerar apoiadores responsáveis pela produção e divulgação de vídeos com cortes de conteúdos relacionados à campanha.

Para o Ministério Público, a estratégia poderia configurar abuso de poder econômico e gastos ilícitos de recursos eleitorais.

O MPE também argumentou que não seria necessária a comprovação individual de cada pagamento para caracterizar o abuso, considerando a estrutura utilizada durante a campanha.


Leia mais

Pablo Marçal diz que declaração de R$ 7,4 bilhões ao TSE está errada

PRTB registra candidatura de Pablo Marçal à Presidência após decisão judicial


Defesa pediu suspensão da inelegibilidade

Os advogados de Marçal também recorreram da decisão. A defesa pediu a suspensão da inelegibilidade e a improcedência das ações.

Segundo os advogados, a condenação teria sido baseada em presunções, sem provas concretas de que Marçal tivesse realizado os pagamentos apontados na acusação.

A defesa também alegou cerceamento do direito de defesa. Entre os argumentos apresentados está a negativa do tribunal em produzir determinadas provas, como informações de plataformas digitais, relatórios de anúncios e dados bancários e fiscais.

Entenda por que os recursos foram rejeitados

Ao analisar os recursos, o presidente do TRE-SP aplicou as Súmulas 24 e 26 do TSE.

No caso do Ministério Público Eleitoral, Manfré avaliou que o recurso exigiria uma nova análise dos fatos e das provas examinadas pelo TRE-SP. Esse tipo de reavaliação não é permitido em recurso especial eleitoral, conforme estabelece a Súmula 24.

A mesma regra foi aplicada ao recurso apresentado pela defesa de Marçal. Segundo a decisão, analisar os argumentos dos advogados também exigiria uma nova avaliação das provas relacionadas à campanha e às publicações nas redes sociais.

Além disso, o recurso da defesa foi barrado pela Súmula 26, que exige a contestação específica dos fundamentos utilizados na decisão questionada.

Com a decisão do TRE-SP, a condenação que prevê oito anos de inelegibilidade e multa de R$ 420 mil permanece válida.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

TREs têm até quarta-feira (4) para enviar relatórios de auditoria das urnas

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país têm até esta quarta-feira (4/11) para encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os relatórios individuais...

Lula tem vitória reconhecida por 27 partidos; Novo contesta

A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026 foi reconhecida por 27 dos 29 partidos...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Apuração do 2º turno foi a mais rápida da história, diz TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou a apuração mais rápida da história recente da Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições de 2026, mesmo...

MPT registra 3.290 denúncias de assédio eleitoral em 2026; Amazonas tem 34

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 3.290 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026, segundo levantamento feito até as 19h de quarta-feira...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Votos após as 16h aparecem em urnas de 58 municípios do AM

Uma análise dos logs públicos das urnas do segundo turno de 2026 identificou 1.004 votos registrados depois das 17h no horário de Brasília, em...

Augusto Cury parabeniza vitória de Lula e pede governo sem revanchismo

O ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25), governe...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

TREs têm até quarta-feira (4) para enviar relatórios de auditoria das urnas

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país têm até esta quarta-feira (4/11) para encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os relatórios individuais...

Lula tem vitória reconhecida por 27 partidos; Novo contesta

A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026 foi reconhecida por 27 dos 29 partidos...

Apuração do 2º turno foi a mais rápida da história, diz TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou a apuração mais rápida da história recente da Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições de 2026, mesmo...

MPT registra 3.290 denúncias de assédio eleitoral em 2026; Amazonas tem 34

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 3.290 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026, segundo levantamento feito até as 19h de quarta-feira...

Votos após as 16h aparecem em urnas de 58 municípios do AM

Uma análise dos logs públicos das urnas do segundo turno de 2026 identificou 1.004 votos registrados depois das 17h no horário de Brasília, em...

Augusto Cury parabeniza vitória de Lula e pede governo sem revanchismo

O ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25), governe...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]