O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutiu, na terça-feira (13/10), as condições climáticas e os desafios provocados pela estiagem na Região Norte. A reunião reuniu presidentes e representantes de 24 tribunais regionais eleitorais (TREs) para alinhar estratégias e preparar a organização do segundo turno.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, alertou que fenômenos climáticos podem comprometer o deslocamento dos eleitores até as seções eleitorais. Na Região Norte, a preocupação está ligada principalmente à estiagem, que pode dificultar a navegação pelos rios e provocar interrupções nas vias de acesso.
O ministro também chamou a atenção para os riscos de chuvas intensas e cheias na Região Sul e defendeu planejamento antecipado diante das dificuldades específicas de cada região.
“É fundamental que os tribunais identifiquem antecipadamente os locais de maior risco e estejam preparados para adotar, com rapidez, as providências necessárias”, afirmou Nunes Marques.
Estiagem exige atenção na Região Norte
Na Região Norte, o transporte fluvial é essencial para o deslocamento de moradores de comunidades e localidades distantes dos centros urbanos.
Com a redução do nível dos rios durante a estiagem, o acesso a determinadas áreas pode se tornar mais difícil. Isso exige atenção da Justiça Eleitoral à logística de transporte e à organização dos locais de votação.
Nesse cenário, o presidente do TSE orientou os tribunais regionais a avaliar os pontos de maior vulnerabilidade e adotar medidas preventivas, para que as condições meteorológicas não prejudiquem o exercício do voto.
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TSE também cobra melhorias na organização do segundo turno
Além das questões climáticas, a reunião avaliou os resultados do primeiro turno e identificou pontos que precisam ser aprimorados na próxima etapa da votação.
“O 1º turno exigiu grande capacidade de organização, planejamento e resposta. Os resultados alcançados refletem o empenho de todos”, declarou o ministro.
Nunes Marques também reforçou a importância de preparar mesários e demais profissionais envolvidos no processo eleitoral, garantir a acessibilidade dos locais de votação e assegurar atendimento adequado aos eleitores que necessitem de apoio.
Sigilo do voto é outra preocupação
Outro tema abordado foi o cumprimento das regras que proíbem o uso de aparelhos eletrônicos e equipamentos capazes de registrar imagens ou comprometer o sigilo do voto na cabine de votação.
“A proteção da liberdade e do segredo do voto é uma responsabilidade central da Justiça Eleitoral”, ressaltou o presidente do TSE.
O ministro defendeu uma atuação técnica, organizada, acessível e imparcial, com atenção à identificação das seções eleitorais e à resolução rápida de eventuais problemas durante a votação.
A reunião contou ainda com a participação do diretor-geral do TSE, Daniel Santos Rocha, e do secretário-geral da Presidência, Murilo Nolêto.
