Clariana Barão, Edmilson Costa, Ronaldo Caiado e Rui Costa Pimenta foram os últimos candidatos à Presidência da República a terem os registros divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no sistema DivulgaCandContas no sábado (15/8). Com a inclusão dos quatro nomes, a disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de 2026 passou a reunir 13 candidatos. Todos apresentaram à Justiça Eleitoral as declarações de bens e os respectivos programas de governo.
Clariana Barão (DC)
A advogada Clariana Barão concorre à Presidência pelo Democracia Cristã (DC), número 27, em chapa formada exclusivamente por mulheres, com a advogada Fabiana Torquato como candidata a vice. Natural de Cuiabá, em Mato Grosso, Clariana declarou patrimônio de aproximadamente R$ 1,82 milhão. A relação inclui três casas, um apartamento, uma fração de terreno, um veículo Land Rover Discovery Sport e dinheiro depositado em conta.
Intitulado “Proteger Hoje, Transformar o Amanhã”, o programa de governo coloca a proteção de mulheres e crianças entre as prioridades. A candidata também propõe qualificação profissional e autonomia financeira para mulheres, assistência jurídica às vítimas de violência, apoio aos pequenos negócios, investimentos em infraestrutura e revisão de gastos públicos. Na segurança, o plano prevê monitoramento das fronteiras, combate ao narcotráfico e ampliação do uso de tecnologia no policiamento.
Edmilson Costa (PCB)
O economista e professor Edmilson Costa disputa a Presidência pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), número 21, tendo a professora Cleusa Santos como candidata a vice. Ele declarou patrimônio de R$ 454.485,68, valor cerca de 9,5% inferior aos R$ 502 mil informados em 2014, quando concorreu ao Senado por São Paulo. Os bens apresentados ao TSE são compostos principalmente por imóveis e aplicações financeiras.
O plano do PCB, denominado “Construir o Poder Popular, rumo ao Socialismo”, propõe uma transformação estrutural do Estado e da economia. Entre as principais medidas estão jornada semanal de 30 horas sem redução salarial, fim da escala 6×1, revogação das reformas trabalhista e previdenciária, reforma agrária popular, estatização de setores estratégicos e fim da autonomia do Banco Central. O programa também defende saúde, educação e transporte integralmente públicos, além da criação de conselhos populares e de um Parlamento unicameral.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado concorre pelo Partido Social Democrático (PSD), número 55, ao lado do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Caiado informou possuir R$ 52,56 milhões em bens. O patrimônio inclui aproximadamente R$ 36,2 milhões em imóveis, R$ 10,4 milhões em rebanho, R$ 4,2 milhões em aplicações financeiras, além de participações societárias, depósitos bancários e veículo.
O programa de governo reúne propostas para 26 áreas e tem como pilares segurança pública, equilíbrio fiscal e crescimento econômico. Caiado propõe o fim da reeleição, reforma administrativa, redução de despesas, aumento dos investimentos e endurecimento das leis penais. Na segurança, defende enquadrar facções e milícias como organizações terroristas, construir presídios de segurança máxima e ampliar a integração policial com países vizinhos.
Rui Costa Pimenta (PCO)
O jornalista Rui Costa Pimenta disputa a Presidência pelo Partido da Causa Operária (PCO), número 29, em chapa pura com o professor Antônio Carlos Silva como vice. Presidente nacional da legenda, Pimenta informou ao TSE não possuir bens a declarar. Esta é a quinta candidatura dele ao Palácio do Planalto, após participar das eleições presidenciais de 2002, 2006, 2010 e 2014.
O programa apresentado pelo PCO tem como eixos a reestatização de empresas privatizadas, o combate ao sistema financeiro e a defesa dos direitos trabalhistas. Pimenta propõe salário mínimo calculado conforme as necessidades básicas apontadas pelo Dieese, redução da jornada de trabalho, recuperação dos direitos retirados da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), proibição da terceirização e cancelamento das privatizações. A candidatura também defende maior controle estatal dos setores estratégicos e a adoção de um programa econômico socialista.
