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CPM 22: Os 30 anos do punk/hardcore que mudou o rock nacional nos anos 2000

No dia 22 de agosto, a banda CPM 22 anunciou sua turnê comemorativa de 30 anos. Mais que uma celebração, a marca representa uma nova fase no rock nacional e o legado da geração que consolidou a MTV no Brasil.

Formada em 1995 pelo guitarrista Wally, o CPM 22 nasceu inspirado no punk rock e hardcore americano, influenciado por bandas americanas como Screeching Weasel, Bad Religion, Misfits, Face to Face, junto com o punk raiz do Ramones.

(Foto: primeira formação do CPM 22 – Wally, Badauí, Japinha, Luciano e Portoga)

O nome CPM 22 surgiu de uma brincadeira entre Wally e Badauí: “Crucificados Podres Hasta la Muerte”. Mais tarde, a coincidência com a caixa postal 1022 usada para contato com fãs consolidou a sigla.

Nos anos 90, a banda ganhou nova formação com Luciano Garcia (guitarra), Portoga (baixo) e Japinha (bateria), lançando de forma independente o primeiro disco, “Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum”.

Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum, primeiro disco do CPM 22

O CPM 22 ganhou notoriedade ao misturar o punk/hardcore americano com letras em português, abordando temas como crises existenciais e relacionamentos. A proposta chamou a atenção do produtor musical Rick Bonádio, que viu na banda a oportunidade de lançar o selo Arsenal Music em parceria com a Sony.

Antes mesmo de assinar contrato, o grupo já se destacava no cenário underground com seu primeiro disco independente. O clipe da canção “O Mundo Dá Voltas” entrou na programação da MTV sem apoio de gravadora e rendeu ao CPM 22 o prêmio de Banda Revelação em 2000.


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No início dos anos 2000, o rock nacional passava por mudanças: o Charlie Brown Jr enfrentava rupturas internas, os Raimundos perdiam espaço e a MTV buscava novos nomes para renovar a cena. Nesse cenário, o CPM 22 surgiu como aposta certeira.

Em 2001, já com contrato assinado, a banda lançou o disco “CPM 22”, que trouxe sucessos como “Regina Let’s Go” e “Tarde de Outubro”. O álbum também reaproveitou faixas do trabalho independente, entre elas “O Mundo Dá Voltas” e “Anteontem”.

O terceiro disco da banda consolidou seu sucesso

Em 2002, o CPM 22 se consolidou com o álbum “Chegou a Hora de Recomeçar”, que trouxe hits como “Dias Atrás” e “Não Sei Viver sem Ter Você”. No mesmo período, lançaram o primeiro DVD e fizeram turnê nacional.

A primeira baixa veio em 2005, com a saída do baixista Portoga. Substituído por Fernando Sanches, a banda gravou “Felicidade Instantânea”, que emplacou “Um Minuto para o Fim do Mundo”. A turnê rendeu o MTV Ao Vivo (2006), mas também marcou o início das crises internas.

CPM 22 no auge em 2025

Em 2007, já com a decisão de romper com o selo Arsenal, a CPM lança o disco “Cidade Cinza”, mais pesado, mas com letras mais maduras. Logo após o lançamento do disco, o guitarrista Wally diz que precisa tirar férias da banda. Já com problemas na gravadora, o CPM decide sair em turnê sem Wally. Em 2008, o guitarrista e fundador deixa o grupo. Detalhes de sua saída nunca foram esclarecidos pelos membros da banda, que sempre teve a política de não comentar brigas internas na imprensa.

Após deixar a Arsenal, o CPM 22 ficou um período fora da mídia, apenas fazendo shows. Em 2009 eles iniciaram as gravações de um novo álbum, que a exemplo do primeiro disco, seria gravado de forma independente. Assim, em 2011 veio “Depois de um Longo Inverno” o disco mais experimental do grupo.

Com apenas um guitarrista, o CPM apostou em sons menos voltados ao punk, flertando com o Ska e o Raggae. Ainda que trouxesse algumas músicas com a pegada do punk/hardcore, a banda investiu em divulgar sons diferentes, como foi a música “Vida ou Morte”, a qual fez muitos fãs compararem o som do CPM 22 com o Paralamas do Sucesso. O disco dividiu os fãsm que sentiram falta das músicas mais diretas e pesadas.

CPM 22 na gravação do DVD acústico, de 2013

O CPM voltou a mídia em 2013 com o lançamento de um CD/DVD Acústico. Já de volta a uma grande gravadora, a Universal Music, a banda se uniu ao guitarrista do Deadfish, Phill Fargnoli, e ao ex-baixista do Charlie Brown Jr, Heitor Gomes, e revisitou grandes sucessos de sua carreira em arranjos mais com violões e pianos.

Em 2015 o CPM oficializa Phill como guitarrista da banda, e nesse mesmo ano, comemorando 20 anos, fizeram um show no palco mundo do Rock in Rio, gerando um CD/DVD. Em 2017 lançam o seu primeiro disco de músicas inéditas em seis anos, “Suor e Sacrifício”, com letras mais maduras, deixando de lado a face baladeira. Esse disco marcou a volta de Fernando Sanches no baixo, que havia deixado a banda em 2011.

(Foto: CPM 22 em sua formação atuai – Ali Zoher Jr, Daniel Siqueira, Badauí, Phill e Luciano)

Em meio a pandemia, o CPM passou por uma de suas polêmicas mais pesadas. Em 2021, um perfil no Twitter vazou conversas do baterista Japinha com uma fã de 16 anos, em 2012. A conversa, em teor sexual, causou um baque na imagem da banda, que se viu perdendo patrocínios. Como resultado, Japinha foi demitido, dando lugar ao baterista Daniel Siqueira. Fernando Sanches, que a principio não concordou com a condução da banda sobre o caso, também deixou o CPM, dando lugar ao Ali Zaher Jr.

Com essa formação, o grupo fez algumas lives e aproveitou a pandemia para lançar músicas singles, entre elas destacam-se “Escravos” e “Tudo Vale a Pena”, em parceria com Sérgio Brito, dos Titãs. Em 2024, já nessa atual formação, lançaram o disco “Enfrente”, em 2024, que marca o CPM numa voltas as origens, mais rápidos e mais pesado.

Em meio as crises e mudanças no mercado musical, o CPM 22 se manteve relevante, lançando bons discos e músicas que se tornaram patrimônio no rock nacional. A banda foi responsável por todo uma geração de novos nomes do rock nos anos 2000, entre eles Detonautas, Pitty, e posteriormente, responsáveis pela influência do movimento emocore, encabeçado pelas bandas NX Zero, Fresno e ForFun.

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Formada em 1995 pelo guitarrista Wally, o CPM 22 nasceu inspirado no punk rock e hardcore americano, influenciado por bandas americanas como Screeching Weasel, Bad Religion, Misfits, Face to Face, junto com o punk raiz do Ramones.

(Foto: primeira formação do CPM 22 – Wally, Badauí, Japinha, Luciano e Portoga)

O nome CPM 22 surgiu de uma brincadeira entre Wally e Badauí: “Crucificados Podres Hasta la Muerte”. Mais tarde, a coincidência com a caixa postal 1022 usada para contato com fãs consolidou a sigla.

Nos anos 90, a banda ganhou nova formação com Luciano Garcia (guitarra), Portoga (baixo) e Japinha (bateria), lançando de forma independente o primeiro disco, “Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum”.

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O CPM 22 ganhou notoriedade ao misturar o punk/hardcore americano com letras em português, abordando temas como crises existenciais e relacionamentos. A proposta chamou a atenção do produtor musical Rick Bonádio, que viu na banda a oportunidade de lançar o selo Arsenal Music em parceria com a Sony.

Antes mesmo de assinar contrato, o grupo já se destacava no cenário underground com seu primeiro disco independente. O clipe da canção “O Mundo Dá Voltas” entrou na programação da MTV sem apoio de gravadora e rendeu ao CPM 22 o prêmio de Banda Revelação em 2000.


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Em 2001, já com contrato assinado, a banda lançou o disco “CPM 22”, que trouxe sucessos como “Regina Let’s Go” e “Tarde de Outubro”. O álbum também reaproveitou faixas do trabalho independente, entre elas “O Mundo Dá Voltas” e “Anteontem”.

O terceiro disco da banda consolidou seu sucesso

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CPM 22 na gravação do DVD acústico, de 2013

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Em 2015 o CPM oficializa Phill como guitarrista da banda, e nesse mesmo ano, comemorando 20 anos, fizeram um show no palco mundo do Rock in Rio, gerando um CD/DVD. Em 2017 lançam o seu primeiro disco de músicas inéditas em seis anos, “Suor e Sacrifício”, com letras mais maduras, deixando de lado a face baladeira. Esse disco marcou a volta de Fernando Sanches no baixo, que havia deixado a banda em 2011.

(Foto: CPM 22 em sua formação atuai – Ali Zoher Jr, Daniel Siqueira, Badauí, Phill e Luciano)

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