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Festival Olhar do Norte: vitrine para a diversidade do cinema produzido na Amazônia

Acontece nesta semana a oitava edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte. De 23 a 27 de setembro, o evento exibe filmes da Amazônia Legal ou de cineastas da região e reúne produções de diferentes partes do país em uma programação que ajuda a ampliar o espaço do cinema produzido fora do eixo tradicional do audiovisual brasileiro.

(Foto: Divulgação)

“O festival começou em 2018, o tempo voa”, diz Diego Bauer, cineasta e produtor da Artrupe Produções, responsável pelo festival.

A edição deste ano marca uma nova etapa do evento, que pela primeira vez terá uma mostra competitiva de longas-metragens. Ao todo, são 67 filmes na programação, com quatro sessões por dia, realizadas no Teatro Gebes Medeiros e no Teatro Amazonas. Todas as atividades são gratuitas.

“Essa é uma edição histórica pois teremos a nossa primeira mostra competitiva de longas-metragens. Estamos muito felizes com os filmes que vamos exibir este ano, são 67 ao todo, com 4 sessões por dia, uma no Teatro Gebes Medeiros e 3 no Teatro Amazonas, todas gratuitas”.

A abertura do festival teve como destaque “Feito Pipa”, longa filmado no Ceará e escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. O filme ainda não chegou ao circuito comercial brasileiro, com estreia nacional prevista para 5 de novembro.

(Foto: Paris Filmes/Divulgação)

O Olhar do Norte traz produções de 19 estados e do Distrito Federal, o que amplia a programação para além da produção amazônica e cria um retrato de diferentes realidades do cinema brasileiro. Entre os estados representados, o Amazonas aparece com o maior número de títulos, 14. Pará tem 11, enquanto Mato Grosso e Rondônia aparecem com sete cada.

A presença da produção nortista em festivais de maior alcance também vem crescendo nos últimos anos. O movimento ajuda a dar visibilidade a histórias, paisagens e personagens que nem sempre chegam ao circuito nacional de cinema.

“Cada vez mais os filmes da Região Norte e da Amazônia Legal participam de grandes festivais e eventos de projeção nacional e internacional”, completa Bauer. Segundo ele, o festival busca justamente reunir parte dessa produção e apresentar ao público um panorama do audiovisual da região.

Recentemente, pelo menos dois longas-metragens produzidos na Região Norte tiveram projeção nacional e internacional: “Noites Alienígenas” (2022), rodado no Acre, foi premiado como Melhor Filme no Festival de Gramado e teve sua primeira exibição na Netflix. E “O Último Azul” (2025), filmado no Amazonas, ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim.

Os exemplos mostram que a produção amazônica tem conseguido ultrapassar as fronteiras regionais e alcançar festivais e plataformas de grande visibilidade. O cenário também está relacionado à ampliação de políticas de descentralização de recursos para o audiovisual, que permitiram o surgimento e o fortalecimento de produtores, festivais e realizadores em diferentes estados.


Leia mais:

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Cinema nortista

A Onda Digital conversou com a produtora acreana Karla Martins sobre o audiovisual do Norte do Brasil e as mudanças que ajudaram a ampliar a presença de produções de diferentes regiões no cinema brasileiro.

Karla Martins (Foto: Cleiton Lopes).

Para Karla, a descentralização de recursos contribuiu para que novos territórios passassem a produzir e também a criar seus próprios espaços de exibição.

“O cinema do Brasil vive um momento que começou a ser construído em 2013, com as políticas públicas de descentralização de recursos. Isso estimulou não só quem produzia, mas quem olhava para os territórios em busca de possibilidades de produção. Nessa caminhada, alguns lugares começaram a ter seus festivais e mostras”, diz Karla.

Esse processo também mudou o tipo de história que chega às telas, ao permitir que realizadores contem experiências ligadas às próprias regiões e comunidades. No caso da Amazônia, isso significa colocar em evidência a diversidade existente dentro do próprio território, que reúne diferentes culturas, paisagens e formas de vida.

“Isso fez com que a gente começasse a ver um cinema com mais cara dos diferentes territórios brasileiros, em especial das Amazônias”, continua a produtora.

A relação entre produção e público também aparece na programação do Olhar do Norte. Além das sessões para o público geral, o festival promove atividades voltadas à formação e à aproximação de crianças e adolescentes com o audiovisual.

Além das mostras, o Olhar do Norte também traz oficinas e a programação infantojuvenil, o Olhinho. Depois das sessões presenciais, parte dos filmes também ficará disponível on-line na plataforma Itaú Cultural Play, ampliando o acesso às produções exibidas durante o festival.

A programação do Olhar do Norte é totalmente gratuita e vai até domingo, dia 27, quando acontece a cerimônia de premiação.

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Acontece nesta semana a oitava edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte. De 23 a 27 de setembro, o evento exibe filmes da Amazônia Legal ou de cineastas da região e reúne produções de diferentes partes do país em uma programação que ajuda a ampliar o espaço do cinema produzido fora do eixo tradicional do audiovisual brasileiro.

(Foto: Divulgação)

“O festival começou em 2018, o tempo voa”, diz Diego Bauer, cineasta e produtor da Artrupe Produções, responsável pelo festival.

A edição deste ano marca uma nova etapa do evento, que pela primeira vez terá uma mostra competitiva de longas-metragens. Ao todo, são 67 filmes na programação, com quatro sessões por dia, realizadas no Teatro Gebes Medeiros e no Teatro Amazonas. Todas as atividades são gratuitas.

“Essa é uma edição histórica pois teremos a nossa primeira mostra competitiva de longas-metragens. Estamos muito felizes com os filmes que vamos exibir este ano, são 67 ao todo, com 4 sessões por dia, uma no Teatro Gebes Medeiros e 3 no Teatro Amazonas, todas gratuitas”.

A abertura do festival teve como destaque “Feito Pipa”, longa filmado no Ceará e escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. O filme ainda não chegou ao circuito comercial brasileiro, com estreia nacional prevista para 5 de novembro.

(Foto: Paris Filmes/Divulgação)

O Olhar do Norte traz produções de 19 estados e do Distrito Federal, o que amplia a programação para além da produção amazônica e cria um retrato de diferentes realidades do cinema brasileiro. Entre os estados representados, o Amazonas aparece com o maior número de títulos, 14. Pará tem 11, enquanto Mato Grosso e Rondônia aparecem com sete cada.

A presença da produção nortista em festivais de maior alcance também vem crescendo nos últimos anos. O movimento ajuda a dar visibilidade a histórias, paisagens e personagens que nem sempre chegam ao circuito nacional de cinema.

“Cada vez mais os filmes da Região Norte e da Amazônia Legal participam de grandes festivais e eventos de projeção nacional e internacional”, completa Bauer. Segundo ele, o festival busca justamente reunir parte dessa produção e apresentar ao público um panorama do audiovisual da região.

Recentemente, pelo menos dois longas-metragens produzidos na Região Norte tiveram projeção nacional e internacional: “Noites Alienígenas” (2022), rodado no Acre, foi premiado como Melhor Filme no Festival de Gramado e teve sua primeira exibição na Netflix. E “O Último Azul” (2025), filmado no Amazonas, ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim.

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Além das mostras, o Olhar do Norte também traz oficinas e a programação infantojuvenil, o Olhinho. Depois das sessões presenciais, parte dos filmes também ficará disponível on-line na plataforma Itaú Cultural Play, ampliando o acesso às produções exibidas durante o festival.

A programação do Olhar do Norte é totalmente gratuita e vai até domingo, dia 27, quando acontece a cerimônia de premiação.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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