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Shakira no Rio: a estratégia milionária que fez a diva conquistar o Brasil

A cantora Shakira confirmou presença no próximo dia 2 de maio nas areias de Copacabana, no Rio de Janeiro, para um show aberto ao público com expectativa de atrair um milhão de espectadores. O anúncio oficial foi feito nesta quinta-feira (12/2) pela Bonus Track, produtora responsável pelo evento.

A apresentação na orla carioca coloca a colombiana no mesmo patamar de Madonna e Lady Gaga, que também levaram multidões à “maior pista de dança do mundo”. Mas o caminho até conquistar esse espaço no coração dos brasileiros começou há quase três décadas, exigindo muito mais que talento musical.

Nos anos 1990, o Brasil representava um desafio e tanto para artistas estrangeiros. Com 75% do consumo musical voltado à produção nacional, segundo dados da Luminate, poucos conseguiam espaço.

Foi com investimento de US$ 2,8 milhões da Sony Music e um plano meticuloso que Shakira rompeu a bolha. A estratégia, capitaneada pelo então diretor de marketing Luiz Calainho, incluiu desde visitas a lojas de departamento até apresentações em cidades do interior.

Em 1997, a cantora trocou o domingo de Páscoa com a família para participar do Domingo Legal. No programa, sambou, fez dança do ventre e até aprendeu coreografia inspirada no É o Tchan, tudo sob os holofotes da audiência de Gugu Liberato.

A aliança com a Jovem Pan foi decisiva. O acordo previa US$ 1 à emissora para cada disco vendido. Com mais de 1 milhão de cópias comercializadas, a rádio embolsou US$ 1 milhão, cada CD custava cerca de R$ 15, com lucro bruto de US$ 15 milhões.

“Vivíamos em outro planeta”, lembra Calainho, hoje à frente da L21 Corp. “A rentabilidade do CD era estratosférica. Isso não existe mais.”

O show em Copacabana acontece num momento em que a indústria fonográfica se transformou. O streaming responde por 88% dos R$ 3 bilhões movimentados no setor, enquanto CDs e vinis representam meros 0,6%. A estratégia de saturar rádios e programas de TV já não cabe na equação.

“A disposição dos mega-artistas agora é outra. A dinâmica mudou”, avalia o executivo. “A Banheira do Gugu seria completamente inviável hoje.”

Para Shakira, no entanto, o passado de cabelos escuros e disposição para enfrentar banheiras e plateias curiosas rendeu mais que discos vendidos. Construiu uma ponte que, 28 anos depois, a trará de volta, agora sob os refletores de um milhão de fãs.

*Com informações do F5.

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A cantora Shakira confirmou presença no próximo dia 2 de maio nas areias de Copacabana, no Rio de Janeiro, para um show aberto ao público com expectativa de atrair um milhão de espectadores. O anúncio oficial foi feito nesta quinta-feira (12/2) pela Bonus Track, produtora responsável pelo evento.

A apresentação na orla carioca coloca a colombiana no mesmo patamar de Madonna e Lady Gaga, que também levaram multidões à “maior pista de dança do mundo”. Mas o caminho até conquistar esse espaço no coração dos brasileiros começou há quase três décadas, exigindo muito mais que talento musical.

Nos anos 1990, o Brasil representava um desafio e tanto para artistas estrangeiros. Com 75% do consumo musical voltado à produção nacional, segundo dados da Luminate, poucos conseguiam espaço.

Foi com investimento de US$ 2,8 milhões da Sony Music e um plano meticuloso que Shakira rompeu a bolha. A estratégia, capitaneada pelo então diretor de marketing Luiz Calainho, incluiu desde visitas a lojas de departamento até apresentações em cidades do interior.

Em 1997, a cantora trocou o domingo de Páscoa com a família para participar do Domingo Legal. No programa, sambou, fez dança do ventre e até aprendeu coreografia inspirada no É o Tchan, tudo sob os holofotes da audiência de Gugu Liberato.

A aliança com a Jovem Pan foi decisiva. O acordo previa US$ 1 à emissora para cada disco vendido. Com mais de 1 milhão de cópias comercializadas, a rádio embolsou US$ 1 milhão, cada CD custava cerca de R$ 15, com lucro bruto de US$ 15 milhões.

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