As Forças Armadas mobilizarão 26,5 mil militares para apoiar as eleições deste domingo (4/10), com ações de segurança em 482 municípios de 12 estados. A operação também prevê o transporte de urnas eletrônicas, materiais e equipes da Justiça Eleitoral para regiões de difícil acesso, incluindo comunidades isoladas, terras indígenas e localidades ribeirinhas.
Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (3), a atuação na Garantia da Votação e da Apuração (GVA) abrangerá 8.827 locais de votação. Marinha, Exército e Aeronáutica atuarão em coordenação com os órgãos de segurança pública, conforme as áreas definidas pela Justiça Eleitoral.
Além do patrulhamento e da presença militar para preservar a ordem pública, a operação terá uma frente logística. De acordo com o TSE e o Ministério da Defesa, o apoio alcançará 121 localidades de 44 municípios em oito estados.
Para chegar a áreas onde o transporte convencional é limitado, serão utilizados aviões, helicópteros, embarcações e viaturas militares. A estrutura permitirá levar urnas, equipamentos e equipes eleitorais a comunidades de acesso difícil.
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Presença militar tem limites
A Garantia da Votação e da Apuração depende de requisição da Justiça Eleitoral e de autorização da Presidência da República. A medida busca preservar a ordem pública, assegurar a normalidade dos trabalhos eleitorais e garantir o livre exercício do voto.
A legislação também estabelece limites para a presença de militares perto das seções eleitorais. Segundo o TSE, forças militares não podem permanecer a menos de 200 metros de um local de votação, salvo quando houver requisição da autoridade eleitoral competente.
A atuação das Forças Armadas nas eleições de 2026 foi autorizada pelo Decreto nº 13.073, de julho, e poderá ser ajustada conforme novas demandas apresentadas pela Justiça Eleitoral.
