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Hanseníase no Amazonas: Em meio a Covid, uma doença que passa despercebida

Numa época em que só se fala de Covid, há outra enfermidade que não deve passar despercebida das populações manauara e amazonense: a hanseníase, que experimentou um aumento de casos em 2021, em relação ao ano anterior. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), em 2021 foram registrados 100 novos casos de hanseníase, uma alta de 42% em relação aos 70 novos casos de 2020.

Esses números, de acordo com a SEMSA, provavelmente devem ser subestimados, pois a pandemia de Covid-19 deve ter provocado subnotificação de diagnósticos. E os dados da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (FUHAM) apontam mais 240 casos nos demais municípios do Amazonas.

Em virtude disso, a FUHAM promoveu ações todo este início de ano ligadas à prevenção e ao diagnóstico da doença, na sua iniciativa do Janeiro Roxo. “Nos 62 municípios estamos fazendo ações de combate à doença, levando informações para comunidade, fazendo o treinamento dos ACSs, médicos, enfermeiros, e a Fundação Alfredo da Matta vem dando apoio”, explicou José Yranir do Nascimento, chefe do Departamento de Controle de Doenças e Epidemiologia da FUHAM.

Por todo o mês de janeiro, municípios realizaram campanhas de conscientização da importância do diagnóstico e do tratamento precoce da hanseníase. Em Manaus, bairros com a maior incidência da doença foram visitados.

Trata-se de uma doença silenciosa, que é transmitida pelas vias aéreas superiores por meio de tosse ou espirro, ou pelo convívio próximo com pessoa infectada sem tratamento. E é muito importante começar a tratar logo a hanseníase, devido ao fato de ela demorar de 2 a 7 anos para se manifestar, após a contaminação.

A intensificação das ações de combate à hanseníase estão inseridas no Projeto Apeli – Ação para Eliminação da Hanseníase. Segundo o idealizador do projeto, Ronaldo Derzy Amazonas, diretor presidente da Fundação Alfredo da Matta, é intenção da iniciativa “no prazo de quatro anos, reduzir a carga de hanseníase e consiste em enviar a todos os sessenta e um municípios do estado equipes capacitadas para buscar casos novos, diagnosticar, tratar, acompanhar e avaliar supervisionando as ações implementadas. Também tem a missão de levar atendimento médico social, psicológico, farmacêutico e fisioterápico com consultas, cirurgias, medicamentos, prevenção de incapacidades e encaminhamentos gerais em dermatologia sanitária”.

Com informações do G1 e do site da FUAM.

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Numa época em que só se fala de Covid, há outra enfermidade que não deve passar despercebida das populações manauara e amazonense: a hanseníase, que experimentou um aumento de casos em 2021, em relação ao ano anterior. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), em 2021 foram registrados 100 novos casos de hanseníase, uma alta de 42% em relação aos 70 novos casos de 2020.

Esses números, de acordo com a SEMSA, provavelmente devem ser subestimados, pois a pandemia de Covid-19 deve ter provocado subnotificação de diagnósticos. E os dados da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (FUHAM) apontam mais 240 casos nos demais municípios do Amazonas.

Em virtude disso, a FUHAM promoveu ações todo este início de ano ligadas à prevenção e ao diagnóstico da doença, na sua iniciativa do Janeiro Roxo. “Nos 62 municípios estamos fazendo ações de combate à doença, levando informações para comunidade, fazendo o treinamento dos ACSs, médicos, enfermeiros, e a Fundação Alfredo da Matta vem dando apoio”, explicou José Yranir do Nascimento, chefe do Departamento de Controle de Doenças e Epidemiologia da FUHAM.

Por todo o mês de janeiro, municípios realizaram campanhas de conscientização da importância do diagnóstico e do tratamento precoce da hanseníase. Em Manaus, bairros com a maior incidência da doença foram visitados.

Trata-se de uma doença silenciosa, que é transmitida pelas vias aéreas superiores por meio de tosse ou espirro, ou pelo convívio próximo com pessoa infectada sem tratamento. E é muito importante começar a tratar logo a hanseníase, devido ao fato de ela demorar de 2 a 7 anos para se manifestar, após a contaminação.

A intensificação das ações de combate à hanseníase estão inseridas no Projeto Apeli – Ação para Eliminação da Hanseníase. Segundo o idealizador do projeto, Ronaldo Derzy Amazonas, diretor presidente da Fundação Alfredo da Matta, é intenção da iniciativa “no prazo de quatro anos, reduzir a carga de hanseníase e consiste em enviar a todos os sessenta e um municípios do estado equipes capacitadas para buscar casos novos, diagnosticar, tratar, acompanhar e avaliar supervisionando as ações implementadas. Também tem a missão de levar atendimento médico social, psicológico, farmacêutico e fisioterápico com consultas, cirurgias, medicamentos, prevenção de incapacidades e encaminhamentos gerais em dermatologia sanitária”.

Com informações do G1 e do site da FUAM.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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