A Direção Nacional de Migrações da Argentina divulgou detalhes da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Segundo o órgão, ele, a esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal, entraram na Argentina na noite de terça-feira (27/10), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.
De acordo com a nota oficial, a família cruzou a fronteira às 22h50 e embarcou às 23h30 em um voo privado da Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador.
A Direção Nacional de Migrações declarou que os quatro apresentaram documentação válida para a viagem e não tinham impedimento legal para entrar no país. Segundo o órgão, a passagem foi registrada pelas autoridades migratórias e ocorreu sem incidentes.
Contexto da fuga de Flávio
A saída ocorre dois dias após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Depois do pleito, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retenção dos passaportes comum e diplomático do senador e o proibiu de deixar o território brasileiro.
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A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Flávio não entregou os documentos à Polícia Federal e teve os passaportes cancelados. A corporação apura as informações sobre a saída do país.
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse a jornalistas que a direção do partido não foi informada da viagem. Segundo ele, recebeu do aliado, na manhã de terça-feira, uma mensagem em que dizia que iria “dar um tempo”.

