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Afinal, cerveja zero álcool tem álcool? Entenda o que realmente existe nas versões

Em dias quentes, com churrasco e amigos reunidos, a cerveja gelada costuma ser presença garantida. Mas quem está dirigindo, tomando medicamentos ou simplesmente quer evitar bebidas alcoólicas costuma recorrer às versões chamadas de “zero álcool”. A dúvida que surge é direta e comum entre os consumidores: afinal, cerveja zero álcool realmente não tem álcool?

Traços mínimos podem existir

Apesar do nome sugerir ausência total, muitas cervejas rotuladas como 0.0 podem conter pequenas quantidades de álcool. Isso acontece porque o álcool é um resultado natural do processo de fermentação da cerveja.

Em média, algumas dessas bebidas apresentam cerca de 0,03% de teor alcoólico, um valor considerado extremamente baixo. Pela legislação brasileira, bebidas com até 0,5% de álcool podem ser classificadas e comercializadas como “sem álcool”.

Na prática, essa quantidade é considerada insignificante e não provoca embriaguez nem altera as funções motoras do consumidor.

Análise do Inmetro: cervejas sem álcool podem ter até 0,5% de teor alcoólico

Um estudo realizado pelo Inmetro analisou cervejas comercializadas como “sem álcool” para verificar o teor alcoólico real e possíveis efeitos no teste do bafômetro. As análises laboratoriais foram feitas pelo Centro de Tecnologia SENAI/RJ Alimentos e Bebidas, enquanto os testes com consumidores e etilômetro foram conduzidos por laboratórios do próprio Inmetro.

A pesquisa começou com um levantamento de mercado em cinco estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, identificando 15 marcas de cerveja sem álcool. Para os ensaios, foram selecionadas 10 marcas, sendo 6 nacionais e 4 importadas.

Nos testes laboratoriais, que utilizaram o equipamento Alcolyzer Plus Beer e metodologia da European Brewery Convention, foi verificado se o teor alcoólico correspondia ao informado no rótulo. O resultado mostrou que todas as marcas analisadas estavam dentro do limite permitido pela legislação, que autoriza até 0,5% de álcool por volume para bebidas rotuladas como “sem álcool”.

Também foi realizado um teste com voluntários, que ingeriram 700 ml de cerveja sem álcool (com teor entre 0,0% e 0,4%) e depois fizeram o teste do bafômetro. As medições feitas 15 e 30 minutos após o consumo indicaram 0,0 mg/l de álcool em todos os casos, mostrando que a ingestão moderada desse tipo de bebida não alterou o resultado do etilômetro.

O estudo conclui que as cervejas analisadas seguem a regulamentação brasileira e que o consumo moderado de cerveja sem álcool não gera impacto no teste do bafômetro, embora ainda exista dúvida entre consumidores sobre a presença de pequenas quantidades de álcool nesse tipo de produto.


Saiba mais: 

Período de chuvas aumenta aparição de piolhos-de-cobra dentro das casas

Alguns tipos de panela podem liberar substâncias perigosas; entenda


Como a cerveja sem álcool é produzida

Existem dois principais métodos usados pela indústria para produzir cerveja sem álcool.

No primeiro, chamado fermentação interrompida, o mosto, mistura de malte e lúpulo, permanece por pouco tempo no tanque de fermentação. Isso permite que o líquido adquira aroma e sabor característicos da cerveja, mas gere uma quantidade mínima de álcool.

No segundo processo, conhecido como desalcoolização, a cerveja é produzida normalmente e, ao final da fabricação, o álcool é removido por tecnologias como evaporação a vácuo ou filtragem especial.

Esse método costuma preservar melhor o sabor original da bebida.

Benefícios e limitações

Entre os pontos positivos, a cerveja sem álcool pode apresentar menos calorias, além de conter vitaminas do complexo B presentes na cevada e no malte. Também permite que o consumidor mantenha o hábito social de beber cerveja sem os efeitos da embriaguez.

Por outro lado, ela não é totalmente livre de calorias e pode custar mais caro do que outras bebidas. Além disso, embora o teor alcoólico seja mínimo, a presença de traços ainda gera debate entre consumidores que precisam evitar completamente o álcool.

No fim das contas, a resposta para a pergunta que muitos fazem é simples: cerveja zero álcool pode ter álcool, mas em quantidades tão pequenas que são consideradas irrelevantes pela legislação e pelos efeitos no organismo.

 

 

 

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Em dias quentes, com churrasco e amigos reunidos, a cerveja gelada costuma ser presença garantida. Mas quem está dirigindo, tomando medicamentos ou simplesmente quer evitar bebidas alcoólicas costuma recorrer às versões chamadas de “zero álcool”. A dúvida que surge é direta e comum entre os consumidores: afinal, cerveja zero álcool realmente não tem álcool?

Traços mínimos podem existir

Apesar do nome sugerir ausência total, muitas cervejas rotuladas como 0.0 podem conter pequenas quantidades de álcool. Isso acontece porque o álcool é um resultado natural do processo de fermentação da cerveja.

Em média, algumas dessas bebidas apresentam cerca de 0,03% de teor alcoólico, um valor considerado extremamente baixo. Pela legislação brasileira, bebidas com até 0,5% de álcool podem ser classificadas e comercializadas como “sem álcool”.

Na prática, essa quantidade é considerada insignificante e não provoca embriaguez nem altera as funções motoras do consumidor.

Análise do Inmetro: cervejas sem álcool podem ter até 0,5% de teor alcoólico

Um estudo realizado pelo Inmetro analisou cervejas comercializadas como “sem álcool” para verificar o teor alcoólico real e possíveis efeitos no teste do bafômetro. As análises laboratoriais foram feitas pelo Centro de Tecnologia SENAI/RJ Alimentos e Bebidas, enquanto os testes com consumidores e etilômetro foram conduzidos por laboratórios do próprio Inmetro.

A pesquisa começou com um levantamento de mercado em cinco estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, identificando 15 marcas de cerveja sem álcool. Para os ensaios, foram selecionadas 10 marcas, sendo 6 nacionais e 4 importadas.

Nos testes laboratoriais, que utilizaram o equipamento Alcolyzer Plus Beer e metodologia da European Brewery Convention, foi verificado se o teor alcoólico correspondia ao informado no rótulo. O resultado mostrou que todas as marcas analisadas estavam dentro do limite permitido pela legislação, que autoriza até 0,5% de álcool por volume para bebidas rotuladas como “sem álcool”.

Também foi realizado um teste com voluntários, que ingeriram 700 ml de cerveja sem álcool (com teor entre 0,0% e 0,4%) e depois fizeram o teste do bafômetro. As medições feitas 15 e 30 minutos após o consumo indicaram 0,0 mg/l de álcool em todos os casos, mostrando que a ingestão moderada desse tipo de bebida não alterou o resultado do etilômetro.

O estudo conclui que as cervejas analisadas seguem a regulamentação brasileira e que o consumo moderado de cerveja sem álcool não gera impacto no teste do bafômetro, embora ainda exista dúvida entre consumidores sobre a presença de pequenas quantidades de álcool nesse tipo de produto.


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No primeiro, chamado fermentação interrompida, o mosto, mistura de malte e lúpulo, permanece por pouco tempo no tanque de fermentação. Isso permite que o líquido adquira aroma e sabor característicos da cerveja, mas gere uma quantidade mínima de álcool.

No segundo processo, conhecido como desalcoolização, a cerveja é produzida normalmente e, ao final da fabricação, o álcool é removido por tecnologias como evaporação a vácuo ou filtragem especial.

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