Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Álcool x pós-treino: entenda o que acontece com o corpo depois da “resenha”

Treino intenso, roupa suada e depois… mesa de bar com os amigos. A resenha pós-futebol ou pós-academia faz parte da rotina de muita gente. Mas a dúvida aparece rápido: beber depois do treino joga fora todo o esforço?

A resposta não é tão extrema. O álcool não anula completamente o treino, mas pode atrasar (e muito) a evolução, principalmente quando o consumo é frequente ou acontece logo após a atividade física.

O músculo cresce na recuperação, não durante o treino

Durante exercícios de força, como musculação, o corpo cria microlesões nas fibras musculares. É no período de recuperação que ele reconstrói essas fibras, deixando-as mais fortes e, com o tempo, maiores.

Esse processo é chamado de síntese proteica muscular, essencial para a hipertrofia. Estudos apontam que o consumo de álcool após o exercício reduz essa síntese, mesmo quando a pessoa consome proteína no pós-treino. Na prática, o organismo encontra mais dificuldade para transformar o estímulo do treino em ganho muscular.

Parte do problema é que o álcool pode interferir em vias importantes de sinalização do corpo, como a mTOR, um dos principais “gatilhos” da construção de massa muscular.


Leia mais

Bares do Parque 10 são autuados por venda de bebidas alcoólicas para adolescentes

Atleta morre durante treino de corrida no Passeio do Mindu, em Manaus


E, na prática, o que o álcool pós-treino causa?

1) Recuperação mais lenta e mais dor muscular: segundo o educador físico Anderson Téu, da rede Academia Gaviões 24h, o momento da ingestão faz diferença. Logo após o treino, o corpo está focado em regenerar as fibras. Beber nesse intervalo pode reduzir a eficiência da reconstrução, o resultado pode ser mais dor muscular, recuperação demorada e evolução mais lenta.

2) Desidratação e queda de rendimento: o álcool tem efeito diurético e aumenta a eliminação de líquidos pela urina. Isso favorece a desidratação, que prejudica o funcionamento e a recuperação dos músculos. O resultado costuma ser mais fadiga, dor de cabeça e até queda no desempenho no treino seguinte, se não houver reposição adequada de água.

3) Sono pior e recuperação incompleta: mesmo dormindo muitas horas após beber, o sono tende a ser menos reparador. O álcool atrapalha fases profundas do descanso, que são importantes para a liberação de hormônios ligados à recuperação, como o hormônio do crescimento (GH). Dormir mal com frequência afeta disposição, força e resultados.

4) Impacto hormonal e na composição corporal: o consumo excessivo pode afetar hormônios importantes para quem treina, como a testosterona, relacionada à força e à hipertrofia. Além disso, o corpo prioriza metabolizar o álcool, e a queima de gordura fica em segundo plano. Com o hábito frequente, o acúmulo de gordura tende a ficar mais fácil.

5) “Calorias vazias” que atrapalham a meta: o álcool tem cerca de 7 kcal por grama, quase o mesmo valor energético da gordura. A diferença é que não entrega nutrientes úteis como proteínas, vitaminas e minerais. Somado a petiscos e refeições mais calóricas, pode virar um obstáculo para quem busca definição e controle de peso.

Existe um jeito “menos pior” de beber depois do treino?

Para quem não é atleta profissional e quer equilíbrio, algumas atitudes ajudam a reduzir os danos:

  • Intercale bebida com água: um copo de bebida e um copo de água.
  • Coma antes de beber: evite álcool de estômago vazio, principalmente após treino pesado. Faça antes uma refeição com proteínas e carboidratos.
  • Evite beber logo após treinos muito intensos: quanto mais pesado o treino, maior a demanda de recuperação. Se for beber, espere algumas horas ou deixe para outro dia.
  • Controle a frequência: o maior problema, segundo o especialista, não é um episódio isolado, é o hábito frequente, que vira um freio constante na evolução.

Então, álcool pós-treino anula os resultados?

Não apaga totalmente o seu esforço. Mas pode atrasar a recuperação muscular, piorar o sono, aumentar a desidratação e atrapalhar a composição corporal. Na prática, isso significa resultados mais lentos.

Para quem treina por saúde e estética, o segredo é equilíbrio. Quanto mais ambicioso for o objetivo físico, menor deve ser o espaço do álcool na rotina.

Resumo rápido pra não esquecer

O corpo precisa no pós-treino: água, proteínas, carboidratos de qualidade e sono profundo.
O álcool em excesso entrega: desidratação, recuperação lenta, sono ruim e calorias vazias.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Treino intenso, roupa suada e depois… mesa de bar com os amigos. A resenha pós-futebol ou pós-academia faz parte da rotina de muita gente. Mas a dúvida aparece rápido: beber depois do treino joga fora todo o esforço?

A resposta não é tão extrema. O álcool não anula completamente o treino, mas pode atrasar (e muito) a evolução, principalmente quando o consumo é frequente ou acontece logo após a atividade física.

O músculo cresce na recuperação, não durante o treino

Durante exercícios de força, como musculação, o corpo cria microlesões nas fibras musculares. É no período de recuperação que ele reconstrói essas fibras, deixando-as mais fortes e, com o tempo, maiores.

Esse processo é chamado de síntese proteica muscular, essencial para a hipertrofia. Estudos apontam que o consumo de álcool após o exercício reduz essa síntese, mesmo quando a pessoa consome proteína no pós-treino. Na prática, o organismo encontra mais dificuldade para transformar o estímulo do treino em ganho muscular.

Parte do problema é que o álcool pode interferir em vias importantes de sinalização do corpo, como a mTOR, um dos principais “gatilhos” da construção de massa muscular.


Leia mais

Bares do Parque 10 são autuados por venda de bebidas alcoólicas para adolescentes

Atleta morre durante treino de corrida no Passeio do Mindu, em Manaus


E, na prática, o que o álcool pós-treino causa?

1) Recuperação mais lenta e mais dor muscular: segundo o educador físico Anderson Téu, da rede Academia Gaviões 24h, o momento da ingestão faz diferença. Logo após o treino, o corpo está focado em regenerar as fibras. Beber nesse intervalo pode reduzir a eficiência da reconstrução, o resultado pode ser mais dor muscular, recuperação demorada e evolução mais lenta.

2) Desidratação e queda de rendimento: o álcool tem efeito diurético e aumenta a eliminação de líquidos pela urina. Isso favorece a desidratação, que prejudica o funcionamento e a recuperação dos músculos. O resultado costuma ser mais fadiga, dor de cabeça e até queda no desempenho no treino seguinte, se não houver reposição adequada de água.

3) Sono pior e recuperação incompleta: mesmo dormindo muitas horas após beber, o sono tende a ser menos reparador. O álcool atrapalha fases profundas do descanso, que são importantes para a liberação de hormônios ligados à recuperação, como o hormônio do crescimento (GH). Dormir mal com frequência afeta disposição, força e resultados.

4) Impacto hormonal e na composição corporal: o consumo excessivo pode afetar hormônios importantes para quem treina, como a testosterona, relacionada à força e à hipertrofia. Além disso, o corpo prioriza metabolizar o álcool, e a queima de gordura fica em segundo plano. Com o hábito frequente, o acúmulo de gordura tende a ficar mais fácil.

5) “Calorias vazias” que atrapalham a meta: o álcool tem cerca de 7 kcal por grama, quase o mesmo valor energético da gordura. A diferença é que não entrega nutrientes úteis como proteínas, vitaminas e minerais. Somado a petiscos e refeições mais calóricas, pode virar um obstáculo para quem busca definição e controle de peso.

Existe um jeito “menos pior” de beber depois do treino?

Para quem não é atleta profissional e quer equilíbrio, algumas atitudes ajudam a reduzir os danos:

  • Intercale bebida com água: um copo de bebida e um copo de água.
  • Coma antes de beber: evite álcool de estômago vazio, principalmente após treino pesado. Faça antes uma refeição com proteínas e carboidratos.
  • Evite beber logo após treinos muito intensos: quanto mais pesado o treino, maior a demanda de recuperação. Se for beber, espere algumas horas ou deixe para outro dia.
  • Controle a frequência: o maior problema, segundo o especialista, não é um episódio isolado, é o hábito frequente, que vira um freio constante na evolução.

Então, álcool pós-treino anula os resultados?

Não apaga totalmente o seu esforço. Mas pode atrasar a recuperação muscular, piorar o sono, aumentar a desidratação e atrapalhar a composição corporal. Na prática, isso significa resultados mais lentos.

Para quem treina por saúde e estética, o segredo é equilíbrio. Quanto mais ambicioso for o objetivo físico, menor deve ser o espaço do álcool na rotina.

Resumo rápido pra não esquecer

O corpo precisa no pós-treino: água, proteínas, carboidratos de qualidade e sono profundo.
O álcool em excesso entrega: desidratação, recuperação lenta, sono ruim e calorias vazias.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Estalos no joelho nem sempre indicam lesão; saiba quando procurar ajuda

O joelho pode estalar ao subir escadas, agachar ou levantar de uma cadeira. Para muitas pessoas, o barulho desperta o receio de que a...

Estudo define qual o melhor horário para tomar café, sem prejudicar o coração e o sono

Um estudo observacional com mais de 40 mil adultos americanos, publicado no European Heart Journal, indica qual o melhor horário para consumir café sem...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Pílula, injeção ou DIU: como escolher o anticoncepcional certo?

Escolher um método contraceptivo exige mais do que considerar a praticidade ou seguir a indicação de amigos e familiares. Pílula, injeção, adesivo, anel vaginal,...

Câncer de mama em cadelas e gatas: saiba como identificar sintomas

As campanhas de identificação precoce do câncer de mama também chama a atenção para a saúde dos animais de estimação. Cães e gatos podem...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Cientistas americanos criam pílula anticoncepcional masculina

Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina para ser tomada antes das relações sexuais. O método ainda não foi...

Sono e atividade física: Hélida Tavares destaca hábitos para melhorar produtividade

A rotina de empresários e profissionais que ocupam cargos de liderança exige concentração, tomada de decisões e disposição para lidar com diferentes demandas. Para...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Estalos no joelho nem sempre indicam lesão; saiba quando procurar ajuda

O joelho pode estalar ao subir escadas, agachar ou levantar de uma cadeira. Para muitas pessoas, o barulho desperta o receio de que a...

Estudo define qual o melhor horário para tomar café, sem prejudicar o coração e o sono

Um estudo observacional com mais de 40 mil adultos americanos, publicado no European Heart Journal, indica qual o melhor horário para consumir café sem...

Pílula, injeção ou DIU: como escolher o anticoncepcional certo?

Escolher um método contraceptivo exige mais do que considerar a praticidade ou seguir a indicação de amigos e familiares. Pílula, injeção, adesivo, anel vaginal,...

Câncer de mama em cadelas e gatas: saiba como identificar sintomas

As campanhas de identificação precoce do câncer de mama também chama a atenção para a saúde dos animais de estimação. Cães e gatos podem...

Cientistas americanos criam pílula anticoncepcional masculina

Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina para ser tomada antes das relações sexuais. O método ainda não foi...

Sono e atividade física: Hélida Tavares destaca hábitos para melhorar produtividade

A rotina de empresários e profissionais que ocupam cargos de liderança exige concentração, tomada de decisões e disposição para lidar com diferentes demandas. Para...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]