Home Lifestyle Arsênio em chocolate faz mal? Elemento é identificado em doces populares no Brasil

Arsênio em chocolate faz mal? Elemento é identificado em doces populares no Brasil

0
Arsênio em chocolate faz mal? Elemento é identificado em doces populares no Brasil
(Foto: reprodução)

Um relatório do Florida Department of Health apontou a presença de arsênio em 28 marcas populares de doces vendidas nos Estados Unidos. Entre elas, três produtos bastante consumidos no Brasil também foram identificados com o metal.

Ao todo, 46 itens de 10 fabricantes foram analisados, após compra em lojas físicas e pela internet. As amostras passaram por testes em laboratório certificado, que mediu o arsênio total, sem diferenciar as formas orgânica e inorgânica, esta última considerada mais tóxica e associada a maior risco à saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde.

O arsênio é um elemento natural encontrado na crosta terrestre, mas pode representar ameaça quando ingerido em excesso, principalmente na forma inorgânica. A exposição prolongada está ligada a câncer de pele, pulmão, bexiga e rim, além de alterações cutâneas, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e problemas de desenvolvimento em crianças.

Em casos de ingestão elevada, pode provocar vômitos, dores abdominais intensas, distúrbios neurológicos e até falência de órgãos.


Leia mais

Conheça as PANCs da Amazônia e aprenda a fazer escondidinho com ora-pro-nóbis

Como os ovos de chocolate se tornaram tradição na Páscoa?


Com base nos resultados, o órgão estimou limites considerados seguros de consumo, usando como referência a exposição infantil. Não houve determinação de recall, e o risco varia conforme a quantidade e a frequência de ingestão.

Entre os produtos citados estão Snickers, Kit Kat e Twizzlers, que, segundo o relatório, alcançariam mais rapidamente o limite anual calculado.

A National Confectioners Association contestou o estudo e afirmou que chocolates e balas comercializados no país são seguros. O governo da Flórida informou que a análise busca complementar, e não substituir, os padrões federais de fiscalização.

(Foto: reprodução)

 

(Foto: reprodução)

(*) Com informações do Diário do Litoral