Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Burnout digital: redes sociais geram desgaste emocional entre jovens, aponta pesquisa

Um estudo realizado no Reino Unido revelou que quase metade dos jovens entre 16 e 21 anos gostaria de crescer em um mundo sem internet e redes sociais. Apesar disso, a maioria afirma continuar fortemente conectada às plataformas digitais no dia a dia. A pesquisa, conduzida pela British Standards Institution com 1.293 jovens, aponta que 47% dos entrevistados prefeririam viver sem acesso constante à internet, incluindo redes como Instagram e TikTok.

O levantamento mostra um crescente desgaste digital (ou burnout digital) entre integrantes da chamada Geração Z, considerada a primeira a crescer totalmente inserida no ambiente online. Segundo o estudo, muitos jovens reconhecem os impactos negativos do excesso de tempo conectado, mas encontram dificuldade para se afastar das redes sociais, que continuam sendo centrais para comunicação, entretenimento, estudos e vida social.

A pesquisa também identificou apoio significativo à criação de limites para o uso digital, como um “toque de recolher” nas redes sociais após as 22h.

Especialistas apontam que o aumento do tempo online após a pandemia reforçou ainda mais a dependência digital. Mesmo conscientes dos efeitos sobre a saúde mental, muitos usuários seguem mantendo uso intenso das plataformas.

Vanessa Abitbol, psicóloga e fundadora da clínica Neurallis, explica como esse período limitou a convivência dos jogos até chegarem ao ponto de saturação das redes. Segundo a especialista, os jovens perderam escola, perderam convívio, perderam os rituais que estruturam a adolescência e o que sobrou foi à tela. As redes sociais viraram ao mesmo tempo a praça, o shopping, a festa, o grupo de amigos.

“Hoje é raro um atendimento com jovem entre 16 e 21 anos em que as redes sociais não apareçam em algum momento. Às vezes como tema central, às vezes como pano de fundo de uma ansiedade maior. Eles chegam exaustos, mas não conseguem parar. Chegam sabendo que algo está errado, mas sem vocabulário para nomear”, explica Vanessa.

Entre os principais fatores citados estão a pressão constante por comparação social, exposição da rotina e necessidade de validação online. Para muitos jovens, as redes deixaram de funcionar apenas como ferramentas de comunicação e passaram a atuar como espaços permanentes de exibição pessoal.


Leia mais

Estar sozinho nem sempre é solidão; entenda o conceito de solitude

Quiet cracking: burnout silencioso pode afetar profissionais mesmo com alta produtividade


“Eu diria que a pandemia foi um divisor de águas que a gente ainda está processando os estragos”, reflete a especialista

Estudos sobre comportamento digital associam esse cenário ao crescimento de ansiedade, esgotamento emocional e sensação de inadequação, principalmente entre adolescentes e jovens adultos.

O resultado revela um paradoxo crescente: enquanto parte da geração mais conectada da história demonstra desejo de reduzir o uso das redes sociais, a dependência dessas plataformas continua dificultando o afastamento do ambiente digital.

“O burnout de redes sociais não é só cansaço de ver conteúdo. É o esgotamento de performar uma vida o tempo todo. Esses jovens acordam e já estão sendo avaliados em, likes, visualizações, comentários. Eles postam e ficam monitorando a reação. Eles se comparam com corpos, viagens, relacionamentos e produtividades que muitas vezes nem são reais. E quando tentam se desconectar, sentem que estão perdendo algo, que vão ficar pra trás. É uma armadilha sofisticada” explica a doutora.

Especialistas acreditam que esse problema ainda tende a crescer nos próximos anos. Segundo a doutora Vanessa, a geração Z cresceu dentro de um paradoxo cruel, uma vez que se trata da geração mais conectada da história e, ao mesmo tempo, uma das mais solitárias.

Os índices de ansiedade, depressão e baixa autoestima nessa faixa etária subiram de forma consistente na última década, e as pesquisas já apontam correlação direta com o uso intensivo de redes sociais. Mas será que esse problema tem solução?

“A condução aqui não é proibicionista. Jamais chegamos dizendo ‘você precisa largar o celular.’ Isso não funciona e ainda gera culpa e revolta . O que fazemos é investigar a função que a rede ocupa na vida daquele jovem. A partir daí, trabalhamos a regulação emocional, construímos fontes alternativas de prazer e conexão, e introduzimos o que chamamos de ‘pausas com intenção’ momentos offline que têm propósito, não punição. É um processo gradual, mas consistente. E funciona.”  Garante.

 

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Um estudo realizado no Reino Unido revelou que quase metade dos jovens entre 16 e 21 anos gostaria de crescer em um mundo sem internet e redes sociais. Apesar disso, a maioria afirma continuar fortemente conectada às plataformas digitais no dia a dia. A pesquisa, conduzida pela British Standards Institution com 1.293 jovens, aponta que 47% dos entrevistados prefeririam viver sem acesso constante à internet, incluindo redes como Instagram e TikTok.

O levantamento mostra um crescente desgaste digital (ou burnout digital) entre integrantes da chamada Geração Z, considerada a primeira a crescer totalmente inserida no ambiente online. Segundo o estudo, muitos jovens reconhecem os impactos negativos do excesso de tempo conectado, mas encontram dificuldade para se afastar das redes sociais, que continuam sendo centrais para comunicação, entretenimento, estudos e vida social.

A pesquisa também identificou apoio significativo à criação de limites para o uso digital, como um “toque de recolher” nas redes sociais após as 22h.

Especialistas apontam que o aumento do tempo online após a pandemia reforçou ainda mais a dependência digital. Mesmo conscientes dos efeitos sobre a saúde mental, muitos usuários seguem mantendo uso intenso das plataformas.

Vanessa Abitbol, psicóloga e fundadora da clínica Neurallis, explica como esse período limitou a convivência dos jogos até chegarem ao ponto de saturação das redes. Segundo a especialista, os jovens perderam escola, perderam convívio, perderam os rituais que estruturam a adolescência e o que sobrou foi à tela. As redes sociais viraram ao mesmo tempo a praça, o shopping, a festa, o grupo de amigos.

“Hoje é raro um atendimento com jovem entre 16 e 21 anos em que as redes sociais não apareçam em algum momento. Às vezes como tema central, às vezes como pano de fundo de uma ansiedade maior. Eles chegam exaustos, mas não conseguem parar. Chegam sabendo que algo está errado, mas sem vocabulário para nomear”, explica Vanessa.

Entre os principais fatores citados estão a pressão constante por comparação social, exposição da rotina e necessidade de validação online. Para muitos jovens, as redes deixaram de funcionar apenas como ferramentas de comunicação e passaram a atuar como espaços permanentes de exibição pessoal.


Leia mais

Estar sozinho nem sempre é solidão; entenda o conceito de solitude

Quiet cracking: burnout silencioso pode afetar profissionais mesmo com alta produtividade


“Eu diria que a pandemia foi um divisor de águas que a gente ainda está processando os estragos”, reflete a especialista

Estudos sobre comportamento digital associam esse cenário ao crescimento de ansiedade, esgotamento emocional e sensação de inadequação, principalmente entre adolescentes e jovens adultos.

O resultado revela um paradoxo crescente: enquanto parte da geração mais conectada da história demonstra desejo de reduzir o uso das redes sociais, a dependência dessas plataformas continua dificultando o afastamento do ambiente digital.

“O burnout de redes sociais não é só cansaço de ver conteúdo. É o esgotamento de performar uma vida o tempo todo. Esses jovens acordam e já estão sendo avaliados em, likes, visualizações, comentários. Eles postam e ficam monitorando a reação. Eles se comparam com corpos, viagens, relacionamentos e produtividades que muitas vezes nem são reais. E quando tentam se desconectar, sentem que estão perdendo algo, que vão ficar pra trás. É uma armadilha sofisticada” explica a doutora.

Especialistas acreditam que esse problema ainda tende a crescer nos próximos anos. Segundo a doutora Vanessa, a geração Z cresceu dentro de um paradoxo cruel, uma vez que se trata da geração mais conectada da história e, ao mesmo tempo, uma das mais solitárias.

Os índices de ansiedade, depressão e baixa autoestima nessa faixa etária subiram de forma consistente na última década, e as pesquisas já apontam correlação direta com o uso intensivo de redes sociais. Mas será que esse problema tem solução?

“A condução aqui não é proibicionista. Jamais chegamos dizendo ‘você precisa largar o celular.’ Isso não funciona e ainda gera culpa e revolta . O que fazemos é investigar a função que a rede ocupa na vida daquele jovem. A partir daí, trabalhamos a regulação emocional, construímos fontes alternativas de prazer e conexão, e introduzimos o que chamamos de ‘pausas com intenção’ momentos offline que têm propósito, não punição. É um processo gradual, mas consistente. E funciona.”  Garante.

 

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

O que é a miastenia gravis, doença descoberta em Alex Escobar

O diagnóstico de miastenia gravis no apresentador Alex Escobar, da TV Globo, chamou a atenção para uma doença autoimune rara que interfere na comunicação...

O que fazer após descobrir uma traição? Psicóloga responde

O fim de um relacionamento após uma traição costuma provocar uma mistura de sentimentos que vai além da tristeza. Culpa, insegurança, perda da autoestima...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Raio X, ultrassom, tomografia e ressonância: entenda as diferenças entre os exames

Exames de imagem, como raio X, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, são utilizados para visualizar estruturas internas do organismo. Os procedimentos auxiliam no...

Baratas em casa: por que elas aparecem mesmo com tudo limpo?

Manter a casa limpa e sem restos de comida nem sempre é suficiente para evitar baratas. Muitas vezes, o que mantém esses insetos circulando...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Entenda como a fibromialgia afeta a qualidade de vida

A fibromialgia é uma síndrome crônica que provoca dores generalizadas pelo corpo, fadiga e outros sintomas que comprometem a qualidade de vida dos pacientes....

Calor extremo afeta o sono, memória, humor e até o coração, alerta estudo

As ondas de calor cada vez mais intensas têm provocado um problema que vai além do desconforto térmico: a perda de sono. Especialistas alertam...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

O que é a miastenia gravis, doença descoberta em Alex Escobar

O diagnóstico de miastenia gravis no apresentador Alex Escobar, da TV Globo, chamou a atenção para uma doença autoimune rara que interfere na comunicação...

O que fazer após descobrir uma traição? Psicóloga responde

O fim de um relacionamento após uma traição costuma provocar uma mistura de sentimentos que vai além da tristeza. Culpa, insegurança, perda da autoestima...

Raio X, ultrassom, tomografia e ressonância: entenda as diferenças entre os exames

Exames de imagem, como raio X, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, são utilizados para visualizar estruturas internas do organismo. Os procedimentos auxiliam no...

Baratas em casa: por que elas aparecem mesmo com tudo limpo?

Manter a casa limpa e sem restos de comida nem sempre é suficiente para evitar baratas. Muitas vezes, o que mantém esses insetos circulando...

Entenda como a fibromialgia afeta a qualidade de vida

A fibromialgia é uma síndrome crônica que provoca dores generalizadas pelo corpo, fadiga e outros sintomas que comprometem a qualidade de vida dos pacientes....

Calor extremo afeta o sono, memória, humor e até o coração, alerta estudo

As ondas de calor cada vez mais intensas têm provocado um problema que vai além do desconforto térmico: a perda de sono. Especialistas alertam...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]