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É só meme ou é tradição? Entenda o Dia Nacional da Ressaca

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É só meme ou é tradição? Entenda o Dia Nacional da Ressaca
(Foto: Reprodução/Freepik)

Não há uma lei, um decreto ou portaria reconhecendo, mas todo ‘bebum” que fica chato, valente e tem toda razão sabe que hoje (28/2) no informal calendário etílico brasileiro, é o “Dia Nacional da Ressaca“, uma efeméride popular que lembra os efeitos danosos do abuso de álcool no dia anterior.

Dia da Ressaca em imagem criada por IA
(Arte: IA)

 

A data pode não ser oficial e nem constar do calendário cívico, mas ganhou popularidade por cair geralmente logo após o período de Carnaval, quando muita gente exagera no consumo de bebidas alcoólicas. Com isso, virou uma espécie de “data simbólica”, usada principalmente em tom bem-humorado pela imprensa, por marcas e nas redes sociais.

A ressaca é o conjunto de sintomas que aparece horas após o consumo excessivo de álcool, geralmente quando a concentração da substância no sangue começa a cair. O etanol provoca desidratação, irrita o estômago, interfere no sono e leva à formação de acetaldeído, composto tóxico produzido no fígado durante a metabolização da bebida.


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Recuperação é demorada

Os sinais mais comuns da ressaca incluem dor de cabeça, boca seca, náusea, tontura, cansaço, sensibilidade à luz e dificuldade de concentração. O organismo pode levar até 24 horas para se recuperar, dependendo da quantidade ingerida e das características de cada pessoa.

Não existe cura imediata. Hidratação, alimentação leve, repouso e analgésicos utilizados com orientação são as medidas mais adotadas. A estratégia mais usada pelos “bebuns” de todo o mundo é conhecida pela expressão “um gole para melhorar ou rebater”, apenas adia o problema.

Para evitar a ressaca, especialistas recomendam não exagerar na quantidade, beber devagar, intercalar com água e não consumir álcool de estômago vazio.

A diferença entre quem sofre mais e quem aparenta resistência envolve fatores como genética, sexo biológico, peso corporal, velocidade de ingestão e frequência de consumo. Algumas pessoas metabolizam o álcool de forma mais eficiente, enquanto outras acumulam mais rapidamente as substâncias responsáveis pelo mal-estar.

Em todos os casos, o fígado trabalha no mesmo ritmo e há uma certeza: a conta chega para todos, ainda que em horários diferentes.