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Mais da metade dos casos de demência na América Latina pode ser evitada; veja como

Mais da metade dos casos de demência na América Latina pode ser prevenida com o controle de fatores de risco já conhecidos, segundo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), publicado na revista científica The Lancet Global Health. A pesquisa estima que 54% dos casos da doença na região estão associados a fatores potencialmente modificáveis, percentual superior à média mundial, estimada em cerca de 40%.

O levantamento analisou dados de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Honduras, México e Peru e identificou 12 fatores relacionados ao desenvolvimento de demência: hipertensão, perda auditiva, obesidade, sedentarismo, diabetes, tabagismo, depressão, consumo excessivo de álcool, poluição do ar, traumatismos cranianos, isolamento social e baixa escolaridade.

Escolaridade e hipertensão como principais fatores no Brasil

Entre os fatores avaliados, a baixa escolaridade foi um dos mais relevantes. Segundo os pesquisadores, pessoas que permaneceram menos de oito anos na escola apresentam maior risco de desenvolver demência, já que o aprendizado contribui para a formação da chamada reserva cognitiva. No Brasil, a eliminação desse fator poderia reduzir os casos da doença em 7,7%.

A hipertensão arterial é apontada como uma das principais prioridades para a prevenção. O estudo indica que controlar a pressão alta poderia reduzir em 7,6% os casos no Brasil, já que a doença compromete a circulação sanguínea no cérebro, favorece a morte de neurônios e aumenta o risco de acidente vascular cerebral, um dos fatores associados ao desenvolvimento da demência vascular.


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Saúde auditiva e prevenção precoce

A pesquisa também reforça a importância da saúde auditiva. De acordo com os autores, corrigir a perda de audição poderia evitar 6,8% dos casos de demência entre brasileiros. Medidas como evitar exposição prolongada a ruídos intensos, reduzir o volume dos fones de ouvido e tratar precocemente problemas auditivos são apontadas como estratégias eficazes.

Os pesquisadores destacam que a prevenção deve começar muito antes do aparecimento dos primeiros sintomas, já que fatores como educação, atividade física, alimentação e controle da pressão arterial influenciam a saúde cerebral ao longo de décadas.

Segundo as projeções do estudo, uma redução de apenas 15% na prevalência dos 12 fatores de risco teria evitado cerca de 784 mil casos de demência no Brasil em 2019 e poderia representar aproximadamente 2,4 milhões de casos a menos até 2050.

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Mais da metade dos casos de demência na América Latina pode ser prevenida com o controle de fatores de risco já conhecidos, segundo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), publicado na revista científica The Lancet Global Health. A pesquisa estima que 54% dos casos da doença na região estão associados a fatores potencialmente modificáveis, percentual superior à média mundial, estimada em cerca de 40%.

O levantamento analisou dados de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Honduras, México e Peru e identificou 12 fatores relacionados ao desenvolvimento de demência: hipertensão, perda auditiva, obesidade, sedentarismo, diabetes, tabagismo, depressão, consumo excessivo de álcool, poluição do ar, traumatismos cranianos, isolamento social e baixa escolaridade.

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