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Além das fraturas: médico alerta para consequências de quedas de idosos

As quedas são a principal causa externa de mortes entre idosos no Brasil e representam um dos maiores desafios para a saúde pública. Apesar da gravidade do problema, muitos casos poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida. O alerta é do clínico-geral da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), doutor Noaldo Lucena.

À Rede Onda Digital, o médico explica que o rápido envelhecimento da população brasileira exige uma mudança na forma como a sociedade encara a terceira idade. Para ele, muitas pessoas acreditam, de forma equivocada, que envelhecer significa abandonar atividades físicas e levar uma vida mais sedentária, o que acaba aumentando o risco de quedas.

“Um terço da população acima de 65 anos vai sofrer um episódio de queda. Quando a pessoa apresenta uma ou duas quedas no período de um ano, ela já é considerada um caidor crônico, o que aumenta muito o risco de perder a independência e desenvolver problemas graves de saúde”, explicou.

Doenças e medicamentos aumentam o risco

De acordo com Noaldo Lucena, diversos fatores contribuem para a ocorrência de quedas. Entre os principais estão doenças crônicas, perda de força muscular, alterações cognitivas e o uso simultâneo de vários medicamentos, situação conhecida como polifarmácia.

O especialista destaca que pessoas com diabetes, hipertensão, arritmias e doenças neurodegenerativas merecem atenção especial. Além disso, medicamentos psicotrópicos, especialmente os benzodiazepínicos, podem favorecer episódios de queda e devem ser utilizados somente com indicação e acompanhamento médico.

Outro problema apontado pelo médico é a falta de acessibilidade nas cidades brasileiras.

“Infelizmente, nossas calçadas e espaços públicos não oferecem condições adequadas para pessoas com dificuldades de locomoção ou deficiência visual. Isso aumenta significativamente o risco de acidentes”, afirmou.

Por isso, ele recomenda que idosos realizem avaliações geriátricas periódicas com equipes especializadas, permitindo identificar fatores de risco e elaborar um plano individualizado de prevenção.

Consequências vão além das fraturas

Embora as fraturas, principalmente de fêmur, sejam as lesões mais conhecidas, as consequências de uma queda podem ser ainda mais graves.

Segundo o clínico, um acidente pode provocar traumatismos cranianos, perda de mobilidade permanente e comprometimento da cognição. Em casos mais graves, a queda pode desencadear complicações neurológicas, afetando funções como fala, alimentação e qualidade de vida.

“Prevenir essas quedas é absolutamente importante e fundamental”, reforçou.

O que fazer após uma queda

Para reduzir os riscos, Noaldo Lucena afirma que o primeiro passo é a atenção constante da família.

“Amor e atenção são a chave de todas as coisas. Quem ama, cuida. Ao perceber qualquer alteração importante no comportamento, na mobilidade ou no equilíbrio do idoso, procure uma equipe especializada para fazer uma avaliação”, orientou.

Caso a queda aconteça, a recomendação é não tentar levantar ou movimentar o idoso, principalmente se ele estiver desacordado ou confuso.

“O correto é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e aguardar a chegada da equipe. Movimentar a vítima pode agravar lesões que ainda não foram identificadas”, alertou.

Para o especialista, a prevenção continua sendo a melhor estratégia para preservar a autonomia, a qualidade de vida e a segurança da população idosa.

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As quedas são a principal causa externa de mortes entre idosos no Brasil e representam um dos maiores desafios para a saúde pública. Apesar da gravidade do problema, muitos casos poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida. O alerta é do clínico-geral da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), doutor Noaldo Lucena.

À Rede Onda Digital, o médico explica que o rápido envelhecimento da população brasileira exige uma mudança na forma como a sociedade encara a terceira idade. Para ele, muitas pessoas acreditam, de forma equivocada, que envelhecer significa abandonar atividades físicas e levar uma vida mais sedentária, o que acaba aumentando o risco de quedas.

“Um terço da população acima de 65 anos vai sofrer um episódio de queda. Quando a pessoa apresenta uma ou duas quedas no período de um ano, ela já é considerada um caidor crônico, o que aumenta muito o risco de perder a independência e desenvolver problemas graves de saúde”, explicou.

Doenças e medicamentos aumentam o risco

De acordo com Noaldo Lucena, diversos fatores contribuem para a ocorrência de quedas. Entre os principais estão doenças crônicas, perda de força muscular, alterações cognitivas e o uso simultâneo de vários medicamentos, situação conhecida como polifarmácia.

O especialista destaca que pessoas com diabetes, hipertensão, arritmias e doenças neurodegenerativas merecem atenção especial. Além disso, medicamentos psicotrópicos, especialmente os benzodiazepínicos, podem favorecer episódios de queda e devem ser utilizados somente com indicação e acompanhamento médico.

Outro problema apontado pelo médico é a falta de acessibilidade nas cidades brasileiras.

“Infelizmente, nossas calçadas e espaços públicos não oferecem condições adequadas para pessoas com dificuldades de locomoção ou deficiência visual. Isso aumenta significativamente o risco de acidentes”, afirmou.

Por isso, ele recomenda que idosos realizem avaliações geriátricas periódicas com equipes especializadas, permitindo identificar fatores de risco e elaborar um plano individualizado de prevenção.

Consequências vão além das fraturas

Embora as fraturas, principalmente de fêmur, sejam as lesões mais conhecidas, as consequências de uma queda podem ser ainda mais graves.

Segundo o clínico, um acidente pode provocar traumatismos cranianos, perda de mobilidade permanente e comprometimento da cognição. Em casos mais graves, a queda pode desencadear complicações neurológicas, afetando funções como fala, alimentação e qualidade de vida.

“Prevenir essas quedas é absolutamente importante e fundamental”, reforçou.

O que fazer após uma queda

Para reduzir os riscos, Noaldo Lucena afirma que o primeiro passo é a atenção constante da família.

“Amor e atenção são a chave de todas as coisas. Quem ama, cuida. Ao perceber qualquer alteração importante no comportamento, na mobilidade ou no equilíbrio do idoso, procure uma equipe especializada para fazer uma avaliação”, orientou.

Caso a queda aconteça, a recomendação é não tentar levantar ou movimentar o idoso, principalmente se ele estiver desacordado ou confuso.

“O correto é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e aguardar a chegada da equipe. Movimentar a vítima pode agravar lesões que ainda não foram identificadas”, alertou.

Para o especialista, a prevenção continua sendo a melhor estratégia para preservar a autonomia, a qualidade de vida e a segurança da população idosa.

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