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Dia Internacional do Livro: brasileiros compraram mais livros em 2025, impulsionados pelas redes sociais

Neste dia 23 de abril, é celebrado o Dia Internacional do Livro, data instituída pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, as Ciências e a Cultura) com o objetivo de estimular a reflexão sobre a leitura, a indústria de livros e a propriedade intelectual.

Dados mais recentes apontam que o brasileiro está comprando mais livros: segundo a pesquisa Panorama do Consumo de Livros, 18% da população com 18 anos ou mais comprou ao menos um livro nos últimos 12 meses. O resultado representa uma alta de 2 pontos percentuais em relação a 2024 e cerca de 3 milhões de novos consumidores.

O levantamento é da Câmara Brasileira do Livro, com realização da Nielsen BookData, e indica que o crescimento é puxado principalmente por novos perfis de leitores e pelo peso das redes sociais nesse movimento.

Segundo a pesquisa, as mulheres são maioria entre os consumidores, com destaque para mulheres pretas e pardas, que representam 30% de quem compra livros e metade do público feminino. Dentro desse grupo, as da classe C formam hoje o maior segmento do país. No geral, pessoas pretas e pardas somam 49% dos consumidores, e o avanço também aparece entre os mais jovens. As faixas de 18 a 34 anos cresceram juntas 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A pesquisa ouviu 16 mil pessoas com mais de 18 anos em todas as regiões do país e diferentes classes sociais. As entrevistas foram feitas entre 13 e 19 de outubro de 2025, com margem de erro de 0,8% e nível de confiança de 95%.

A presença dos jovens demonstra o peso das redes sociais nesse processo: muitos perfis viraram porta de entrada para novos leitores, com indicações, resenhas e comunidades que estimulam o interesse por livros, principalmente entre o público mais jovem. Livros de ficção (literatura “young adult”, para os jovens adultos) e livros de colorir com finalidade terapêutica são os maiores sucessos de vendas.

Mesmo assim, mais de 35 milhões de pessoas afirmaram à pesquisa que os preços dos livros as desmotivaram para comprá-los no ano passado.


Leia mais:

Livros de colorir Bobbie Goods lideram lista dos 10 mais vendidos no Brasil em 2025

Banda Carrapicho vira patrimônio cultural do Amazonas


Qual o desafio do mercado?

A Onda Digital falou com Bruna Chagas, jornalista e especialista em marketing digital e literário, para comentar a questão. Segundo ela, “a resposta não está apenas no produto ‘livro’, mas na experiência e na comunidade”.

Jornalista Bruma Chagas (Foto: Arquivo pessoal).

Os dados mais recentes mostram um cenário positivo para o mercado editorial brasileiro, mesmo diante da concorrência das plataformas digitais e do consumo em telas. O desempenho acima do esperado em 2025 reforça essa tendência.

“As redes sociais se consolidaram como principal canal de influência na compra de livros, especialmente entre os jovens. Hoje, mais da metade dos consumidores afirma que decide a compra a partir do que vê nessas plataformas”, explica.

Esse movimento ajuda a explicar o crescimento recente do setor, impulsionado por novos perfis de leitores, mudanças no comportamento de consumo e também pela valorização de espaços físicos, como as livrarias.

Apesar do avanço, o principal desafio agora é manter o engajamento desse público.

“O setor fechou 2025 com resultados acima do esperado. Em um contexto dominado por telas, é um desempenho que surpreende e merece ser comemorado”, avalia a especialista.

A expectativa é que o mercado consiga transformar esse interesse recente em hábito contínuo de leitura nos próximos anos.

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Neste dia 23 de abril, é celebrado o Dia Internacional do Livro, data instituída pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, as Ciências e a Cultura) com o objetivo de estimular a reflexão sobre a leitura, a indústria de livros e a propriedade intelectual.

Dados mais recentes apontam que o brasileiro está comprando mais livros: segundo a pesquisa Panorama do Consumo de Livros, 18% da população com 18 anos ou mais comprou ao menos um livro nos últimos 12 meses. O resultado representa uma alta de 2 pontos percentuais em relação a 2024 e cerca de 3 milhões de novos consumidores.

O levantamento é da Câmara Brasileira do Livro, com realização da Nielsen BookData, e indica que o crescimento é puxado principalmente por novos perfis de leitores e pelo peso das redes sociais nesse movimento.

Segundo a pesquisa, as mulheres são maioria entre os consumidores, com destaque para mulheres pretas e pardas, que representam 30% de quem compra livros e metade do público feminino. Dentro desse grupo, as da classe C formam hoje o maior segmento do país. No geral, pessoas pretas e pardas somam 49% dos consumidores, e o avanço também aparece entre os mais jovens. As faixas de 18 a 34 anos cresceram juntas 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A pesquisa ouviu 16 mil pessoas com mais de 18 anos em todas as regiões do país e diferentes classes sociais. As entrevistas foram feitas entre 13 e 19 de outubro de 2025, com margem de erro de 0,8% e nível de confiança de 95%.

A presença dos jovens demonstra o peso das redes sociais nesse processo: muitos perfis viraram porta de entrada para novos leitores, com indicações, resenhas e comunidades que estimulam o interesse por livros, principalmente entre o público mais jovem. Livros de ficção (literatura “young adult”, para os jovens adultos) e livros de colorir com finalidade terapêutica são os maiores sucessos de vendas.

Mesmo assim, mais de 35 milhões de pessoas afirmaram à pesquisa que os preços dos livros as desmotivaram para comprá-los no ano passado.


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Jornalista Bruma Chagas (Foto: Arquivo pessoal).

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“As redes sociais se consolidaram como principal canal de influência na compra de livros, especialmente entre os jovens. Hoje, mais da metade dos consumidores afirma que decide a compra a partir do que vê nessas plataformas”, explica.

Esse movimento ajuda a explicar o crescimento recente do setor, impulsionado por novos perfis de leitores, mudanças no comportamento de consumo e também pela valorização de espaços físicos, como as livrarias.

Apesar do avanço, o principal desafio agora é manter o engajamento desse público.

“O setor fechou 2025 com resultados acima do esperado. Em um contexto dominado por telas, é um desempenho que surpreende e merece ser comemorado”, avalia a especialista.

A expectativa é que o mercado consiga transformar esse interesse recente em hábito contínuo de leitura nos próximos anos.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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