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Entenda como a fibromialgia afeta a qualidade de vida

A fibromialgia é uma síndrome crônica que provoca dores generalizadas pelo corpo, fadiga e outros sintomas que comprometem a qualidade de vida dos pacientes. Apesar de afetar milhões de pessoas, a doença ainda é cercada por desinformação, principalmente porque não pode ser identificada por exames laboratoriais ou de imagem.

Segundo o médico reumatologista Antonio Luiz Boechat, em entrevista ao programa Conexão Onda, a fibromialgia não é uma doença rara e pode atingir cerca de 5% da população. Ainda assim, muitos pacientes convivem com o sofrimento sem receber um diagnóstico adequado.

“O paciente sente que tem um problema que não é reconhecido. As pessoas escutam ele se queixar de dor, mas ninguém enxerga essa dor porque ela não aparece em exame”, explicou o especialista.

Diagnóstico depende da avaliação clínica

Ao contrário de doenças como diabetes ou infecções, a fibromialgia não possui exame específico capaz de confirmar o diagnóstico. De acordo com Boechat, a identificação da síndrome é feita por meio da avaliação clínica, do exame físico e da exclusão de outras doenças que apresentam sintomas semelhantes.

“O diagnóstico é feito mediante uma conversa clínica, um exame físico e, principalmente, descartando outras doenças que causam sintomas parecidos”, afirmou.

Essa dificuldade faz com que muitos pacientes passem anos procurando respostas antes de obter um diagnóstico.

Embora seja conhecida pelas dores musculares intensas, a fibromialgia não é considerada uma doença inflamatória. Segundo o reumatologista, o problema está na forma como o cérebro processa os estímulos dolorosos.

Ele explica que o organismo perde parte da capacidade de regular a percepção da dor, fazendo com que estímulos simples sejam interpretados como extremamente dolorosos.

“Qualquer toque ou aumento de sensibilidade pode ser registrado de forma desproporcional. Algumas pessoas sentem dor até com o contato do lençol ou ao receber um abraço”, destacou.


Leia mais

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Sintomas vão além da dor

Além das dores constantes, a síndrome pode provocar outros sintomas que impactam a rotina dos pacientes, entre eles:

  • fadiga intensa;
  • sono não reparador;
  • dificuldade de concentração, conhecida como “brain fog” (névoa mental);
  • ansiedade e depressão;
  • enxaqueca;
  • síndrome do intestino irritável;
  • dores menstruais intensas, com associação a endometriose em alguns casos.

Segundo Boechat, por isso o tratamento não deve focar apenas no alívio da dor.

“É preciso olhar o paciente como um todo, entender todas as manifestações da doença e tratar cada uma delas”, ressaltou.

Estresse pode desencadear a síndrome

As causas da fibromialgia ainda não são totalmente conhecidas. Estudos apontam predisposição genética, mas fatores emocionais e situações marcantes da vida também podem desencadear o surgimento dos sintomas.

Perdas familiares, dificuldades financeiras, problemas no trabalho e períodos prolongados de estresse estão entre os fatores que podem contribuir para o aparecimento da síndrome em pessoas predispostas.

Exercício físico faz parte do tratamento

O especialista destaca que o tratamento da fibromialgia é baseado em três pilares principais, medicamentos, acompanhamento psicológico e prática regular de exercícios físicos.

Segundo ele, muitos pacientes acreditam que precisam esperar a dor desaparecer para começar a se exercitar, mas ocorre o contrário.

“O exercício físico é transformador. As pessoas não acreditam que ele faz parte do tratamento, mas ele melhora significativamente a qualidade de vida do paciente”, afirmou.

O acompanhamento com um médico reumatologista é o mais indicado, aliado à terapia cognitivo-comportamental e à atividade física orientada.

Apesar dos avanços na compreensão da fibromialgia, pacientes ainda enfrentam dificuldades para obter diagnóstico e acolhimento. Para o especialista, ampliar o conhecimento da população sobre a doença é importante para reduzir o preconceito e garantir que pacientes tenham acesso ao tratamento o mais cedo possível.

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A fibromialgia é uma síndrome crônica que provoca dores generalizadas pelo corpo, fadiga e outros sintomas que comprometem a qualidade de vida dos pacientes. Apesar de afetar milhões de pessoas, a doença ainda é cercada por desinformação, principalmente porque não pode ser identificada por exames laboratoriais ou de imagem.

Segundo o médico reumatologista Antonio Luiz Boechat, em entrevista ao programa Conexão Onda, a fibromialgia não é uma doença rara e pode atingir cerca de 5% da população. Ainda assim, muitos pacientes convivem com o sofrimento sem receber um diagnóstico adequado.

“O paciente sente que tem um problema que não é reconhecido. As pessoas escutam ele se queixar de dor, mas ninguém enxerga essa dor porque ela não aparece em exame”, explicou o especialista.

Diagnóstico depende da avaliação clínica

Ao contrário de doenças como diabetes ou infecções, a fibromialgia não possui exame específico capaz de confirmar o diagnóstico. De acordo com Boechat, a identificação da síndrome é feita por meio da avaliação clínica, do exame físico e da exclusão de outras doenças que apresentam sintomas semelhantes.

“O diagnóstico é feito mediante uma conversa clínica, um exame físico e, principalmente, descartando outras doenças que causam sintomas parecidos”, afirmou.

Essa dificuldade faz com que muitos pacientes passem anos procurando respostas antes de obter um diagnóstico.

Embora seja conhecida pelas dores musculares intensas, a fibromialgia não é considerada uma doença inflamatória. Segundo o reumatologista, o problema está na forma como o cérebro processa os estímulos dolorosos.

Ele explica que o organismo perde parte da capacidade de regular a percepção da dor, fazendo com que estímulos simples sejam interpretados como extremamente dolorosos.

“Qualquer toque ou aumento de sensibilidade pode ser registrado de forma desproporcional. Algumas pessoas sentem dor até com o contato do lençol ou ao receber um abraço”, destacou.


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  • enxaqueca;
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  • dores menstruais intensas, com associação a endometriose em alguns casos.

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