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Entenda como menstruação irregular pode estar ligada ao peso e à alimentação

O ciclo menstrual normal se inicia no primeiro dia da menstruação, dura entre 3 e 5 dias, e se repete a cada 21 a 35 dias. Esse funcionamento depende do eixo hormonal Hipotálamo-Hipófise-Ovários, que regula a produção dos hormônios GnRH, FSH, LH, estradiol e progesterona.

Segundo a endocrinologista Luciana Lobato, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no Amazonas (SBEM-AM), o peso corporal, mais especificamente a quantidade de gordura, além do gasto e da ingestão de calorias, influencia diretamente esse eixo hormonal.

“O peso corporal, ou mais especificamente, a quantidade de gordura corporal, bem como o gasto e a ingestão de calorias, que podemos chamar de energia, influenciam diretamente os ciclos menstruais”, explica a médica.

Luciana Lobato, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no Amazonas (Foto: Reprodução/Instagram)

Baixo peso e restrição alimentar

Em mulheres com baixo peso, IMC abaixo de 18,5 kg/m², ou mesmo com peso normal mas alimentação insuficiente ou treino muito intenso, o corpo entende que há pouca energia disponível e começa a reduzir funções não essenciais, entre elas a reprodutiva.

“O corpo entende que há pouca energia disponível, e começa a reduzir determinadas funções, entre elas a reprodutiva. Com isso a mulher para de ovular, os ciclos menstruais começam a ficar irregulares, até a parada completa da menstruação, chamada de amenorreia”, detalha Luciana.


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A médica explica ainda que esse processo sofre influência de outros hormônios, como a leptina e a kisspeptina, que sinalizam a quantidade de energia disponível ao corpo, e o cortisol, que aumenta em situações de estresse físico sustentado, como a rotina de treino de uma atleta de alto rendimento.

Excesso de peso

No caso do excesso de gordura corporal, o mecanismo é o oposto. O acúmulo de gordura visceral aumenta a resistência à insulina, gerando hiperinsulinemia, excesso do hormônio circulando na corrente sanguínea.

“Esta, por sua vez, estimula as células dos ovários a produzir os andrógenos androstenediona e testosterona, que são transformados em estradiol dentro das células de gordura. Com isso, cria-se um ambiente com constante excesso de estradiol circulando no sangue, o que interfere na ciclicidade do funcionamento do eixo HHO”, afirma a endocrinologista.

Esse desequilíbrio hormonal pode causar tanto excesso de sangramento durante a menstruação quanto sua parada completa.

É possível reverter

Segundo Lobato, tanto o baixo peso quanto o excesso de peso podem ter seus efeitos revertidos quando o corpo encontra o equilíbrio entre gordura corporal, ingestão e gasto de energia.

“A boa notícia é que ambas as situações podem ser revertidas a partir do momento que o corpo encontre o equilíbrio do peso em relação à quantidade de gordura corporal, ingesta e gasto de energia”, diz a médica.

Quando procurar ajuda

A endocrinologista alerta que mulheres com alterações no padrão do ciclo menstrual devem buscar avaliação médica. Os sinais de atenção incluem: ciclos que se repetem em menos de 21 dias, ciclos acima de 35 dias, ausência de menstruação por meses, ou sangramento por mais de 7 dias.

“Toda mulher que esteja passando por alterações no padrão dos ciclos menstruais […] deve procurar o médico endocrinologista para que seja identificada a causa e iniciado o tratamento adequado”, orienta Luciana.

Segundo ela, o objetivo da avaliação é prevenir complicações mais sérias, como doenças cardiovasculares, fragilidades ósseas (osteopenia e osteoporose) e até câncer, condições também influenciadas por esses hormônios.

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O ciclo menstrual normal se inicia no primeiro dia da menstruação, dura entre 3 e 5 dias, e se repete a cada 21 a 35 dias. Esse funcionamento depende do eixo hormonal Hipotálamo-Hipófise-Ovários, que regula a produção dos hormônios GnRH, FSH, LH, estradiol e progesterona.

Segundo a endocrinologista Luciana Lobato, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no Amazonas (SBEM-AM), o peso corporal, mais especificamente a quantidade de gordura, além do gasto e da ingestão de calorias, influencia diretamente esse eixo hormonal.

“O peso corporal, ou mais especificamente, a quantidade de gordura corporal, bem como o gasto e a ingestão de calorias, que podemos chamar de energia, influenciam diretamente os ciclos menstruais”, explica a médica.

Luciana Lobato, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no Amazonas (Foto: Reprodução/Instagram)

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Em mulheres com baixo peso, IMC abaixo de 18,5 kg/m², ou mesmo com peso normal mas alimentação insuficiente ou treino muito intenso, o corpo entende que há pouca energia disponível e começa a reduzir funções não essenciais, entre elas a reprodutiva.

“O corpo entende que há pouca energia disponível, e começa a reduzir determinadas funções, entre elas a reprodutiva. Com isso a mulher para de ovular, os ciclos menstruais começam a ficar irregulares, até a parada completa da menstruação, chamada de amenorreia”, detalha Luciana.


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Excesso de peso

No caso do excesso de gordura corporal, o mecanismo é o oposto. O acúmulo de gordura visceral aumenta a resistência à insulina, gerando hiperinsulinemia, excesso do hormônio circulando na corrente sanguínea.

“Esta, por sua vez, estimula as células dos ovários a produzir os andrógenos androstenediona e testosterona, que são transformados em estradiol dentro das células de gordura. Com isso, cria-se um ambiente com constante excesso de estradiol circulando no sangue, o que interfere na ciclicidade do funcionamento do eixo HHO”, afirma a endocrinologista.

Esse desequilíbrio hormonal pode causar tanto excesso de sangramento durante a menstruação quanto sua parada completa.

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Segundo Lobato, tanto o baixo peso quanto o excesso de peso podem ter seus efeitos revertidos quando o corpo encontra o equilíbrio entre gordura corporal, ingestão e gasto de energia.

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Quando procurar ajuda

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