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Estudo aponta que adoçante de produtos diet pode prejudicar coração e cérebro

O aspartame, adoçante artificial comum em produtos “diet”, “light” e “zero açúcar”, como refrigerantes e gomas de mascar, voltou ao centro do debate após um estudo com camundongos indicar possíveis impactos negativos no coração e no cérebro, mesmo em doses consideradas baixas. O trabalho foi conduzido por pesquisadores na Espanha e publicado em 12 de dezembro de 2025 na revista científica Biomedicine & Pharmacotherapy.

Segundo o estudo, os animais receberam uma quantidade equivalente a cerca de 1/6 do limite de ingestão diária aceitável usado como referência por organismos internacionais (a ADI de 40 mg/kg de peso corporal/dia, citada por entidades como a OMS/JECFA e a EFSA).

O que os pesquisadores observaram

Ao longo do experimento, os camundongos que consumiram aspartame apresentaram redução de gordura corporal (na faixa de aproximadamente 10% a 20%, conforme descrito nas análises divulgadas), mas os autores relataram efeitos colaterais ligados ao sistema cardiovascular e ao desempenho cognitivo.

Entre os achados, o estudo descreve sinais compatíveis com hipertrofia cardíaca leve (alterações estruturais no coração) e pior desempenho em testes de memória e aprendizagem usados para avaliar cognição em animais.


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No artigo, os pesquisadores argumentam que a exposição prolongada a adoçantes artificiais pode afetar o funcionamento de órgãos mesmo em baixas doses e sugerem que as recomendações de consumo sejam reavaliadas.

O que isso significa para humanos

Especialistas ressaltam que resultados em animais não comprovam automaticamente o mesmo efeito em pessoas, mas servem como alerta para novas investigações. Órgãos internacionais seguem mantendo, até o momento, a referência de ingestão diária aceitável para o aspartame e afirmam que a proteção se baseia em revisões amplas de evidências disponíveis.

Enquanto novos estudos avançam, a recomendação prática é moderação no consumo de ultraprocessados “zero/diet”, atenção ao rótulo (principalmente para quem consome vários itens no mesmo dia) e orientação médica em casos específicos. Um ponto importante: pessoas com fenilcetonúria (PKU) devem evitar aspartame por causa da fenilalanina.

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Segundo o estudo, os animais receberam uma quantidade equivalente a cerca de 1/6 do limite de ingestão diária aceitável usado como referência por organismos internacionais (a ADI de 40 mg/kg de peso corporal/dia, citada por entidades como a OMS/JECFA e a EFSA).

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