O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, é o terceiro tipo de câncer mais incidente no Brasil e pode permanecer por anos sem apresentar sintomas. Por isso, alterações persistentes no funcionamento do intestino merecem atenção.
Segundo o oncologista Artur Ferreira, da Oncoclínicas, mudanças no hábito intestinal podem funcionar como sinais de alerta. Entre elas estão diarreia, prisão de ventre, afilamento das fezes e presença de sangue.
Quando essas alterações deixam de ser episódios isolados e passam a persistir, a orientação é procurar avaliação médica para identificar a causa.
Mudanças nas fezes podem ser um alerta
A aparência das fezes também pode ajudar a identificar alterações no funcionamento intestinal. Profissionais de saúde utilizam, entre outras referências, a Escala de Bristol, que classifica as fezes em sete tipos.

Os tipos 1 e 2 estão relacionados à prisão de ventre. Os tipos 3 e 4 são considerados mais próximos do padrão esperado, enquanto os tipos 6 e 7 indicam fezes pastosas ou diarreia líquida.
Além das alterações nas fezes, outros sinais podem aparecer, como sensação de evacuação incompleta, dor abdominal, presença de massa no abdome, perda de peso sem explicação, fraqueza e fadiga.
Quem tem maior risco?
Entre os principais fatores associados ao câncer colorretal estão idade, obesidade, sedentarismo, alimentação rica em carne vermelha e pobre em vegetais e fibras, diabetes e tabagismo.
A adoção de hábitos saudáveis pode ajudar a reduzir fatores relacionados ao desenvolvimento da doença.
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Diagnóstico precoce é importante
A investigação pode ser indicada quando existem sintomas, suspeita clínica ou histórico familiar da doença. Entre os exames utilizados está o Teste Imunoquímico Fecal (FIT), capaz de identificar sangue nas fezes.
A colonoscopia é um dos principais exames para investigar alterações no cólon e no reto. Durante o procedimento, também é possível realizar biópsias e retirar pólipos, algumas dessas lesões podem evoluir lentamente para tumores.
No Sistema Único de Saúde (SUS), o FIT passou a ser utilizado como referência para o rastreamento de pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos.
Casos entre adultos jovens chamam atenção
Outro ponto que preocupa especialistas é o aumento dos diagnósticos de câncer colorretal entre adultos mais jovens. Estudos apontam crescimento do risco nessa faixa etária nas últimas décadas.
Por isso, alterações persistentes no funcionamento intestinal não devem ser automaticamente atribuídas a problemas comuns. Fezes mais finas, sangue, mudanças no hábito intestinal ou outros sintomas persistentes devem ser avaliados por um profissional de saúde.
A presença desses sinais não significa, necessariamente, câncer, mas a avaliação médica é importante para descobrir a causa e, se necessário, iniciar uma investigação
