Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Pets idosos: quando cães e gatos entram na terceira idade?

“A Cuca viveu 13 anos comigo e, nesse tempo, deixou de ser apenas uma cadela. Ela fazia parte da família e era tratada como gente”, diz a jornalista Glauci Alencar, que conviveu com mais de uma década com sua pet. A história reflete o forte vínculo entre tutores e animais, que, com o avanço da medicina veterinária, vivem mais e também enfrentam novos desafios na velhice, incluindo doenças e a despedida.

“A história dela começou de uma forma muito especial. A mãe da Cuca engravidou já com certa idade e teve muita dificuldade durante o parto. Um dos filhotes era muito grande, e ela já não tinha forças para conseguir parir sozinha. Eu precisei ajudar no parto. No fim, nasceram sete filhotes. E, entre todos eles, eu me apeguei logo à Cuca. Ela era o filhote mais gordinho da ninhada e, de alguma forma, chamou minha atenção desde o começo. Foi assim que começou a nossa história”, contou Glauci.

Cuca (Foto: Arquivo pessoal).

Porém, para todo dono de pet, um dia chega o momento da despedida.

“A gente só descobriu que ela tinha problemas renais quando a doença já estava em um estágio muito avançado”, disse Glauci. “Os problemas eram graves e, naquele momento, o tratamento já era paliativo. O que podíamos fazer era cuidar dela, aliviar o sofrimento e tentar proporcionar o máximo de conforto possível”.

“Foram 13 anos de convivência, de brincadeiras, de rotina e de muito carinho. E existe ainda uma coincidência que sempre me marcou: a mãe dela também viveu 13 anos e morreu de forma natural”.

Cuca (Foto: Arquivo pessoal).

Leia mais:

Pets no divórcio: nova lei muda as regras da guarda de animais no Brasil

Dia dos Protetores de Animais pode ser 4 de outubro no Amazonas


Pets como membros da família

Hoje em dia, tratar gatos e cães como membros da família já não é mais a exceção nos lares brasileiros, é a regra.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet), a expectativa é de que os brasileiros gastarão em 2026 mais de R$ 80 bilhões com produtos para seus pets. Isso inclui não só gastos com alimentação e saúde, mas principalmente com o bem-estar e a longevidade dos animais.

Afinal, assim como vem acontecendo com os seres humanos, os avanços da medicina e da tecnologia estão possibilitando aos pets viverem por mais tempo.

Então fica a pergunta: as pessoas estão preparadas para cuidarem dos seus animais quando eles ficarem idosos? A Onda Digital conversou com Amanda Corocher, médica veterinária especializada em felinos domésticos, sobre longevidade e cuidados que se deve ter com os animais nessa fase da vida.

Veterinária Amanda Corocher (Foto: Arquivo pessoal)

Qual a expectativa, em geral, de anos de vida para cães e gatos?

A idade em que um animal entra na fase considerada idosa varia de acordo com a espécie e, principalmente, com o porte. De acordo com Amanda Corocher, cães de pequeno porte podem ultrapassar os 16 anos e alguns chegam aos 20.

“Cães de pequeno porte podem viver até 16 anos ou mais (cheguei a ter pacientes de 20). Já cães de grande porte dificilmente passam dos 12 anos de idade. Gatos, por sua vez, se domiciliados e com boa assistência veterinária, podem chegar aos 18 anos”, comentou a veterinaria.

Raça ou tamanho do animal influencia? Cães de pequeno porte, por exemplo, vivem mais que os grandes?

O porte também influencia o processo de envelhecimento. A veterinária afirma que cães de raças menores tendem a viver mais, enquanto os de grande porte envelhecem mais rapidamente.

“Cânceres têm sido mais frequentemente encontrados em pacientes idosos de médio e grande porte, devido ao aumento da longevidade dos pets nos últimos anos”, completou.

Quais as principais doenças que atingem animais idosos, e como prevenir?

Com o avanço da idade, cães e gatos ficam mais suscetíveis a diferentes problemas de saúde. Segundo a veterinária, as doenças osteoarticulares estão entre as mais comuns a partir dos sete anos.

“Tanto para cães quanto para gatos, as doenças osteoarticulares são bem comuns a partir dos 7 anos de vida. Apesar de serem degenerativas e irreversíveis, têm tratamento para controle da dor e melhora da qualidade de vida”, disse.

“Doenças renais acometem as duas espécies, mas aparecem mais precocemente em gatos. Já as doenças cardíacas são mais frequentes em cães de pequeno porte e raras em gatos”.

Amanda recomenda a realização de check-ups anuais a partir dos sete anos, além de alimentação adequada e um ambiente adaptado às necessidades de cada espécie.

“A prevenção vem do bom acompanhamento veterinário com check-up anuais a partir dos 7 anos de vida, alimentação super premium e ambiente adequado para cada espécie. Pras doenças osteoarticulares, a prevenção vem de evitar sedentarismo e observar alterações comportamentais para identificar dor ou desconforto. Para as doenças renais, a ingestão abundante de água e alimentos úmidos ajudam a adiar o aparecimento”, disse.

“Doenças cardíacas são mais difíceis de prevenir, mas os check-ups anuais podem ajudar a identificar mais cedo e, assim, estender a vida dos pacientes”, completou.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

“A Cuca viveu 13 anos comigo e, nesse tempo, deixou de ser apenas uma cadela. Ela fazia parte da família e era tratada como gente”, diz a jornalista Glauci Alencar, que conviveu com mais de uma década com sua pet. A história reflete o forte vínculo entre tutores e animais, que, com o avanço da medicina veterinária, vivem mais e também enfrentam novos desafios na velhice, incluindo doenças e a despedida.

“A história dela começou de uma forma muito especial. A mãe da Cuca engravidou já com certa idade e teve muita dificuldade durante o parto. Um dos filhotes era muito grande, e ela já não tinha forças para conseguir parir sozinha. Eu precisei ajudar no parto. No fim, nasceram sete filhotes. E, entre todos eles, eu me apeguei logo à Cuca. Ela era o filhote mais gordinho da ninhada e, de alguma forma, chamou minha atenção desde o começo. Foi assim que começou a nossa história”, contou Glauci.

Cuca (Foto: Arquivo pessoal).

Porém, para todo dono de pet, um dia chega o momento da despedida.

“A gente só descobriu que ela tinha problemas renais quando a doença já estava em um estágio muito avançado”, disse Glauci. “Os problemas eram graves e, naquele momento, o tratamento já era paliativo. O que podíamos fazer era cuidar dela, aliviar o sofrimento e tentar proporcionar o máximo de conforto possível”.

“Foram 13 anos de convivência, de brincadeiras, de rotina e de muito carinho. E existe ainda uma coincidência que sempre me marcou: a mãe dela também viveu 13 anos e morreu de forma natural”.

Cuca (Foto: Arquivo pessoal).

Leia mais:

Pets no divórcio: nova lei muda as regras da guarda de animais no Brasil

Dia dos Protetores de Animais pode ser 4 de outubro no Amazonas


Pets como membros da família

Hoje em dia, tratar gatos e cães como membros da família já não é mais a exceção nos lares brasileiros, é a regra.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet), a expectativa é de que os brasileiros gastarão em 2026 mais de R$ 80 bilhões com produtos para seus pets. Isso inclui não só gastos com alimentação e saúde, mas principalmente com o bem-estar e a longevidade dos animais.

Afinal, assim como vem acontecendo com os seres humanos, os avanços da medicina e da tecnologia estão possibilitando aos pets viverem por mais tempo.

Então fica a pergunta: as pessoas estão preparadas para cuidarem dos seus animais quando eles ficarem idosos? A Onda Digital conversou com Amanda Corocher, médica veterinária especializada em felinos domésticos, sobre longevidade e cuidados que se deve ter com os animais nessa fase da vida.

Veterinária Amanda Corocher (Foto: Arquivo pessoal)

Qual a expectativa, em geral, de anos de vida para cães e gatos?

A idade em que um animal entra na fase considerada idosa varia de acordo com a espécie e, principalmente, com o porte. De acordo com Amanda Corocher, cães de pequeno porte podem ultrapassar os 16 anos e alguns chegam aos 20.

“Cães de pequeno porte podem viver até 16 anos ou mais (cheguei a ter pacientes de 20). Já cães de grande porte dificilmente passam dos 12 anos de idade. Gatos, por sua vez, se domiciliados e com boa assistência veterinária, podem chegar aos 18 anos”, comentou a veterinaria.

Raça ou tamanho do animal influencia? Cães de pequeno porte, por exemplo, vivem mais que os grandes?

O porte também influencia o processo de envelhecimento. A veterinária afirma que cães de raças menores tendem a viver mais, enquanto os de grande porte envelhecem mais rapidamente.

“Cânceres têm sido mais frequentemente encontrados em pacientes idosos de médio e grande porte, devido ao aumento da longevidade dos pets nos últimos anos”, completou.

Quais as principais doenças que atingem animais idosos, e como prevenir?

Com o avanço da idade, cães e gatos ficam mais suscetíveis a diferentes problemas de saúde. Segundo a veterinária, as doenças osteoarticulares estão entre as mais comuns a partir dos sete anos.

“Tanto para cães quanto para gatos, as doenças osteoarticulares são bem comuns a partir dos 7 anos de vida. Apesar de serem degenerativas e irreversíveis, têm tratamento para controle da dor e melhora da qualidade de vida”, disse.

“Doenças renais acometem as duas espécies, mas aparecem mais precocemente em gatos. Já as doenças cardíacas são mais frequentes em cães de pequeno porte e raras em gatos”.

Amanda recomenda a realização de check-ups anuais a partir dos sete anos, além de alimentação adequada e um ambiente adaptado às necessidades de cada espécie.

“A prevenção vem do bom acompanhamento veterinário com check-up anuais a partir dos 7 anos de vida, alimentação super premium e ambiente adequado para cada espécie. Pras doenças osteoarticulares, a prevenção vem de evitar sedentarismo e observar alterações comportamentais para identificar dor ou desconforto. Para as doenças renais, a ingestão abundante de água e alimentos úmidos ajudam a adiar o aparecimento”, disse.

“Doenças cardíacas são mais difíceis de prevenir, mas os check-ups anuais podem ajudar a identificar mais cedo e, assim, estender a vida dos pacientes”, completou.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Desemprego cai para 5,2% e atinge menor nível da série histórica

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor percentual registrado para o período de julho a...

Tarifa Social: Como atualizar o cadastro para não perder o desconto na conta de luz

Mais de 9 mil famílias do Amazonas que recebem a Tarifa Social de Energia Elétrica precisam atualizar seus dados até 31 de dezembro de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Chuva ameniza calor e ajuda a dispersar fumaça em Manaus nesta sexta-feira

A chuva atingiu diferentes pontos de Manaus na manhã desta sexta-feira (30), amenizou o calor e contribuiu para dispersar a fumaça das queimadas no...

Câncer de mama em cadelas e gatas: saiba como identificar sintomas

As campanhas de identificação precoce do câncer de mama também chama a atenção para a saúde dos animais de estimação. Cães e gatos podem...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Enem 2026: candidatos já podem consultar locais de prova

Os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem consultar os locais onde realizarão as provas, marcadas para os dias 8...

Brasil registra mais de 62 mil mortes por AVC em 2026, aponta levantamento do SUS

Mais de 62 mil pessoas morreram em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil em 2026, segundo dados do sistema Tabnet, do Sistema...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Desemprego cai para 5,2% e atinge menor nível da série histórica

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor percentual registrado para o período de julho a...

Tarifa Social: Como atualizar o cadastro para não perder o desconto na conta de luz

Mais de 9 mil famílias do Amazonas que recebem a Tarifa Social de Energia Elétrica precisam atualizar seus dados até 31 de dezembro de...

Chuva ameniza calor e ajuda a dispersar fumaça em Manaus nesta sexta-feira

A chuva atingiu diferentes pontos de Manaus na manhã desta sexta-feira (30), amenizou o calor e contribuiu para dispersar a fumaça das queimadas no...

Câncer de mama em cadelas e gatas: saiba como identificar sintomas

As campanhas de identificação precoce do câncer de mama também chama a atenção para a saúde dos animais de estimação. Cães e gatos podem...

Enem 2026: candidatos já podem consultar locais de prova

Os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem consultar os locais onde realizarão as provas, marcadas para os dias 8...

Brasil registra mais de 62 mil mortes por AVC em 2026, aponta levantamento do SUS

Mais de 62 mil pessoas morreram em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil em 2026, segundo dados do sistema Tabnet, do Sistema...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]