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Respirar pela boca pode provocar problemas orais e até alterações na postura

Respirar pelo nariz e se alimentar pela boca são funções fisiológicas essenciais para o desenvolvimento saudável do ser humano. No entanto, quando esse processo é invertido e a respiração passa a ocorrer predominantemente pela boca, podem surgir uma série de prejuízos à saúde. O alerta é da Academia Brasileira de Odontologia.

De acordo com a entidade, a respiração oral provoca aumento da pressão aérea dentro da cavidade bucal, o que interfere diretamente no desenvolvimento da face. Entre as consequências estão o estreitamento e o aprofundamento do palato (céu da boca), além da atresia dos seios maxilares, que são as cavidades ósseas localizadas na região lateral do meio da face.

Por que algumas pessoas respiram pela boca?

Diversos fatores podem levar ao desenvolvimento da respiração oral. As causas mais comuns incluem obstruções das vias aéreas, desvio de septo, pólipos nasais, malformações congênitas e aumento das adenoides.

Um sinal clássico desse quadro é a chamada “face adenoideana”, caracterizada por rosto alongado e estreito, olhos com aparência cansada, olheiras profundas, sulcos acentuados nas bochechas, lábios entreabertos e ressecados, além de narinas estreitas. Em muitos casos, também há assimetrias faciais visíveis.

Impactos na saúde bucal e no corpo

Os efeitos da respiração pela boca não se limitam à estética facial. O desenvolvimento dos dentes e dos maxilares tende a ocorrer de forma inadequada, resultando em maxila estreita ou projetada para frente, mordida aberta anterior e mordida cruzada nos dentes posteriores. Essas alterações comprometem a mastigação e a harmonia do sorriso.

A posição da língua também é afetada. Em vez de repousar corretamente no céu da boca, ela passa a ocupar uma posição inadequada, o que favorece deglutições incorretas e agrava ainda mais os problemas de alinhamento dos dentes e dos ossos faciais.

Além disso, o hábito de respirar pela boca pode impactar todo o corpo. É comum que esses pacientes apresentem alterações posturais, como inclinação da cabeça para trás, ombros projetados para frente, tórax pouco desenvolvido, postura encurvada, abdômen flácido e projetado.

Tratamento exige abordagem multidisciplinar

Segundo a Academia Brasileira de Odontologia, o tratamento deve começar o quanto antes e, geralmente, envolve uma equipe multidisciplinar. Dentistas especializados em ortopedia funcional dos maxilares atuam em conjunto com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, osteopatas e médicos otorrinolaringologistas.

A orientação é clara: quanto mais precoce for o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de corrigir as alterações e evitar complicações futuras no desenvolvimento facial, bucal e postural.

 

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Respirar pelo nariz e se alimentar pela boca são funções fisiológicas essenciais para o desenvolvimento saudável do ser humano. No entanto, quando esse processo é invertido e a respiração passa a ocorrer predominantemente pela boca, podem surgir uma série de prejuízos à saúde. O alerta é da Academia Brasileira de Odontologia.

De acordo com a entidade, a respiração oral provoca aumento da pressão aérea dentro da cavidade bucal, o que interfere diretamente no desenvolvimento da face. Entre as consequências estão o estreitamento e o aprofundamento do palato (céu da boca), além da atresia dos seios maxilares, que são as cavidades ósseas localizadas na região lateral do meio da face.

Por que algumas pessoas respiram pela boca?

Diversos fatores podem levar ao desenvolvimento da respiração oral. As causas mais comuns incluem obstruções das vias aéreas, desvio de septo, pólipos nasais, malformações congênitas e aumento das adenoides.

Um sinal clássico desse quadro é a chamada “face adenoideana”, caracterizada por rosto alongado e estreito, olhos com aparência cansada, olheiras profundas, sulcos acentuados nas bochechas, lábios entreabertos e ressecados, além de narinas estreitas. Em muitos casos, também há assimetrias faciais visíveis.

Impactos na saúde bucal e no corpo

Os efeitos da respiração pela boca não se limitam à estética facial. O desenvolvimento dos dentes e dos maxilares tende a ocorrer de forma inadequada, resultando em maxila estreita ou projetada para frente, mordida aberta anterior e mordida cruzada nos dentes posteriores. Essas alterações comprometem a mastigação e a harmonia do sorriso.

A posição da língua também é afetada. Em vez de repousar corretamente no céu da boca, ela passa a ocupar uma posição inadequada, o que favorece deglutições incorretas e agrava ainda mais os problemas de alinhamento dos dentes e dos ossos faciais.

Além disso, o hábito de respirar pela boca pode impactar todo o corpo. É comum que esses pacientes apresentem alterações posturais, como inclinação da cabeça para trás, ombros projetados para frente, tórax pouco desenvolvido, postura encurvada, abdômen flácido e projetado.

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Segundo a Academia Brasileira de Odontologia, o tratamento deve começar o quanto antes e, geralmente, envolve uma equipe multidisciplinar. Dentistas especializados em ortopedia funcional dos maxilares atuam em conjunto com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, osteopatas e médicos otorrinolaringologistas.

A orientação é clara: quanto mais precoce for o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de corrigir as alterações e evitar complicações futuras no desenvolvimento facial, bucal e postural.

 

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