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O tempo voou? Entenda a sensação de que o ano “passou voando” e como isso impacta na saúde mental

Você piscou e já é dezembro: Muitas pessoas nessa época ficam com a sensação de que “o ano passou voando”. Como se pode explicar esse fenômeno, se o ano segue com 365 dias, as horas com 60 minutos?

Isso acontece porque temos percepções diferentes entre o tempo cronológico e aquele que a gente ‘sente passar’, e é esse que parece passar mais rápido.

A questão é tão frequente que pesquisadores já se mobilizaram tentando entender. O pesquisador e engenheiro mecânico Adrian Bejan, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriu em um estudo que isso pode ter relação com o envelhecimento. Segundo esse pesquisador, conforme envelhece, o ser humano experimenta cada vez mais a sensação de ter menos poder de processamento cerebral, o que causa a sensação de que tudo ficou mais rápido.

No entanto, isso não é um consenso. O estilo de vida que vivemos, segundo outra linha de pensamento, também tem a ver com essa percepção.

Escutar áudios na velocidade 2x. Assistir vídeos em que as informações são passadas no menor espaço de tempo possível. Ver filmes ou vídeos longos de forma acelerada. Você incorre em alguns desses comportamentos?

A psicóloga que estuda a relação com o trabalho, Ana Aversi, explica que há um apelo para colocar cada vez mais atividades em uma janela curta de tempo e diminuindo o ócio.

Segundo especialistas, tentar acelerar a vida ou colocar compromissos demais na agenda faz com que se tenha a impressão de que o tempo está rápido demais, mas, na verdade, é apenas distração demais para se concentrar no presente.


Leia mais:

Natal com o pai ou com a mãe? Como famílias separadas definem as festas de fim de ano

‘Dezembrite’ existe? Entenda por que o fim de ano mexe tanto com o emocional


O efeito disso na saúde mental

Segundo Aversi, se os dias não são suficientes para a lista de coisas que se quer fazer ou se tem sempre a sensação de que o tempo ‘voou’, isso pode ser um alerta para a sua saúde mental.

Depressão, burnout, ansiedade entre outros transtornos têm relação, também, com o estilo de vida. Um padrão acelerado, de cobrança por produtividade e de dependência pelos resultados que se espera ter com tanto esforço, podem ser gatilhos para essas doenças.

Diz a psicóloga:

“É um apelo para a produtividade que faz com que as pessoas tentem encaixar cada vez mais coisas na rotina, mas que fica impossível de conciliar. Essa necessidade de produzir o tempo todo ou de viver em um processo acelerado, faz com que a gente fique em estado de alerta o tempo todo e o nosso cérebro não foi criado para viver esse stress de forma contínua. Isso tem consequências”.

Se você se reconheceu nos comportamentos descritos ao longo desta reportagem e se também está no time de quem sente que ano passou voando, a especialista recomenda uma pausa: Ao invés de traçar metas para o ano que vem, reflita:

  • Você passa muitas horas ou boa parte do seu tempo livre nas redes sociais?
  • Por que você precisa escutar áudios em 2x ou acelerar vídeos?
  • Você tem percebido que não está conseguindo dar conta das tarefas da sua lista diária?
  • Você já se pegou rolando o feed enquanto assistia a um filme, por exemplo?
  • Na sua lista de metas, você é realmente uma prioridade?

Estabeleça o que realmente é prioridade para você.

*Com informações de G1

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Você piscou e já é dezembro: Muitas pessoas nessa época ficam com a sensação de que “o ano passou voando”. Como se pode explicar esse fenômeno, se o ano segue com 365 dias, as horas com 60 minutos?

Isso acontece porque temos percepções diferentes entre o tempo cronológico e aquele que a gente ‘sente passar’, e é esse que parece passar mais rápido.

A questão é tão frequente que pesquisadores já se mobilizaram tentando entender. O pesquisador e engenheiro mecânico Adrian Bejan, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriu em um estudo que isso pode ter relação com o envelhecimento. Segundo esse pesquisador, conforme envelhece, o ser humano experimenta cada vez mais a sensação de ter menos poder de processamento cerebral, o que causa a sensação de que tudo ficou mais rápido.

No entanto, isso não é um consenso. O estilo de vida que vivemos, segundo outra linha de pensamento, também tem a ver com essa percepção.

Escutar áudios na velocidade 2x. Assistir vídeos em que as informações são passadas no menor espaço de tempo possível. Ver filmes ou vídeos longos de forma acelerada. Você incorre em alguns desses comportamentos?

A psicóloga que estuda a relação com o trabalho, Ana Aversi, explica que há um apelo para colocar cada vez mais atividades em uma janela curta de tempo e diminuindo o ócio.

Segundo especialistas, tentar acelerar a vida ou colocar compromissos demais na agenda faz com que se tenha a impressão de que o tempo está rápido demais, mas, na verdade, é apenas distração demais para se concentrar no presente.


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Depressão, burnout, ansiedade entre outros transtornos têm relação, também, com o estilo de vida. Um padrão acelerado, de cobrança por produtividade e de dependência pelos resultados que se espera ter com tanto esforço, podem ser gatilhos para essas doenças.

Diz a psicóloga:

“É um apelo para a produtividade que faz com que as pessoas tentem encaixar cada vez mais coisas na rotina, mas que fica impossível de conciliar. Essa necessidade de produzir o tempo todo ou de viver em um processo acelerado, faz com que a gente fique em estado de alerta o tempo todo e o nosso cérebro não foi criado para viver esse stress de forma contínua. Isso tem consequências”.

Se você se reconheceu nos comportamentos descritos ao longo desta reportagem e se também está no time de quem sente que ano passou voando, a especialista recomenda uma pausa: Ao invés de traçar metas para o ano que vem, reflita:

  • Você passa muitas horas ou boa parte do seu tempo livre nas redes sociais?
  • Por que você precisa escutar áudios em 2x ou acelerar vídeos?
  • Você tem percebido que não está conseguindo dar conta das tarefas da sua lista diária?
  • Você já se pegou rolando o feed enquanto assistia a um filme, por exemplo?
  • Na sua lista de metas, você é realmente uma prioridade?

Estabeleça o que realmente é prioridade para você.

*Com informações de G1

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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