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Transtorno bipolar é mais comum do que parece; entenda a condição

O transtorno bipolar é mais uma das muitas condições mentais que geram desencontro de informações. Embora possa parecer uma condição rara, ele afeta de 1% a 4% da população mundial, o que já permite considerá-lo relativamente comum. Mas você sabe do que se trata essa condição?

O transtorno bipolar é caracterizado por oscilações intensas de humor, alternando entre episódios de depressão e fases de euforia. A doença possui dois principais tipos: o tipo 1, mais raro, com quadros de mania acentuada, e o tipo 2, mais comum, marcado por períodos prolongados de depressão e episódios mais leves de euforia.

A reportagem da Rede Onda Digital conversou com a doutora Julia Dalpissol, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental, que respondeu às dúvidas mais comuns sobre a condição. Segundo a especialista, o transtorno bipolar é uma condição com a qual a pessoa pode nascer, tendo maior predisposição a desenvolvê-la ao longo da vida.

“Não existe uma causa única para o transtorno; ele é considerado multifatorial. Ainda assim, fatores ambientais têm um papel importante no desencadeamento dos episódios, como estresse intenso, eventos marcantes, alterações no sono, uso de substâncias e até mudanças significativas na rotina”, explica Dalpissol.

Algumas pesquisas também indicam que o transtorno pode se desenvolver entre os 16 e os 25 anos, embora haja casos em que a doença se manifesta em crianças ou em pessoas mais velhas.

(Doutora Julia Dalpissol, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental – Divulgação)

Um dos enganos mais comuns é a associação do transtorno bipolar com o transtorno de dupla personalidade. A especialista, no entanto, esclarece que se tratam de condições diferentes.

“No transtorno bipolar, o que ocorre são oscilações de humor que podem variar entre episódios de depressão e episódios de mania ou hipomania, que envolvem euforia, irritabilidade, aumento de energia e, muitas vezes, impulsividade.”

Já o transtorno de dupla personalidade, também chamado de transtorno dissociativo de identidade, caracteriza-se pela presença de duas ou mais identidades, sem necessariamente envolver mudanças de humor.


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“O transtorno dissociativo de identidade envolve a presença de duas ou mais identidades distintas que se alternam no controle do comportamento. Essa diferenciação é importante porque são diagnósticos, causas e tratamentos distintos”, ressalta a doutora.

O transtorno bipolar é marcado por episódios de mania e hipomania que, segundo Julia Dalpissol, são fases caracterizadas por variações extremas de humor e energia, podendo levar a diferentes comportamentos.

“A mania é uma elevação mais intensa. A pessoa pode apresentar aumento significativo de energia, sensação de euforia ou irritabilidade, fala acelerada, pensamentos acelerados, diminuição da necessidade de sono e maior impulsividade, como gastos excessivos, decisões precipitadas ou comportamentos de risco.”

Em casos mais críticos, ainda podem ocorrer episódios psicóticos, como ideias grandiosas ou desconexão com a realidade.

“Já na hipomania, os sintomas são semelhantes, porém mais leves e com menor impacto funcional. A pessoa pode se sentir mais produtiva, mais sociável, com mais energia e menos necessidade de sono, mas sem um prejuízo tão evidente no dia a dia.”

(Foto: Freepik)

Apesar de ainda causar preocupação, especialmente entre familiares de pessoas com transtorno bipolar, Julia Dalpissol afirma que é possível ter qualidade de vida.

“Com diagnóstico adequado e acompanhamento contínuo, que geralmente envolve tratamento psiquiátrico e psicoterapia, a pessoa consegue aprender a reconhecer sinais precoces de oscilação, regular melhor a rotina e desenvolver estratégias de cuidado”, afirma a especialista.

Também é possível identificar sinais iniciais de um possível transtorno bipolar, como diminuição da necessidade de sono, fala acelerada, aumento de energia, sensação de grandiosidade, maior envolvimento em atividades de risco (como gastos excessivos ou decisões impulsivas) e irritabilidade. Além disso, podem ocorrer alterações de apetite, perda de interesse em atividades antes prazerosas e mudanças no padrão de sono.

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O transtorno bipolar é mais uma das muitas condições mentais que geram desencontro de informações. Embora possa parecer uma condição rara, ele afeta de 1% a 4% da população mundial, o que já permite considerá-lo relativamente comum. Mas você sabe do que se trata essa condição?

O transtorno bipolar é caracterizado por oscilações intensas de humor, alternando entre episódios de depressão e fases de euforia. A doença possui dois principais tipos: o tipo 1, mais raro, com quadros de mania acentuada, e o tipo 2, mais comum, marcado por períodos prolongados de depressão e episódios mais leves de euforia.

A reportagem da Rede Onda Digital conversou com a doutora Julia Dalpissol, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental, que respondeu às dúvidas mais comuns sobre a condição. Segundo a especialista, o transtorno bipolar é uma condição com a qual a pessoa pode nascer, tendo maior predisposição a desenvolvê-la ao longo da vida.

“Não existe uma causa única para o transtorno; ele é considerado multifatorial. Ainda assim, fatores ambientais têm um papel importante no desencadeamento dos episódios, como estresse intenso, eventos marcantes, alterações no sono, uso de substâncias e até mudanças significativas na rotina”, explica Dalpissol.

Algumas pesquisas também indicam que o transtorno pode se desenvolver entre os 16 e os 25 anos, embora haja casos em que a doença se manifesta em crianças ou em pessoas mais velhas.

(Doutora Julia Dalpissol, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental – Divulgação)

Um dos enganos mais comuns é a associação do transtorno bipolar com o transtorno de dupla personalidade. A especialista, no entanto, esclarece que se tratam de condições diferentes.

“No transtorno bipolar, o que ocorre são oscilações de humor que podem variar entre episódios de depressão e episódios de mania ou hipomania, que envolvem euforia, irritabilidade, aumento de energia e, muitas vezes, impulsividade.”

Já o transtorno de dupla personalidade, também chamado de transtorno dissociativo de identidade, caracteriza-se pela presença de duas ou mais identidades, sem necessariamente envolver mudanças de humor.


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“A mania é uma elevação mais intensa. A pessoa pode apresentar aumento significativo de energia, sensação de euforia ou irritabilidade, fala acelerada, pensamentos acelerados, diminuição da necessidade de sono e maior impulsividade, como gastos excessivos, decisões precipitadas ou comportamentos de risco.”

Em casos mais críticos, ainda podem ocorrer episódios psicóticos, como ideias grandiosas ou desconexão com a realidade.

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