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Médico alerta para 2 milhões de mortos por Covid na China nos próximos meses

Médico especialista em Covid diz que incineradores de funerárias na China estão com fila de espera, tamanho o número de mortos.

O epidemiologista chinês Eric Feigl-Ding, da ONU, fez postagens no Twitter alertando para um cenário alarmante na China referente à nova eclosão de Covid-19 no país. Segundo ele, o fim das restrições sanitárias impostas pelo governo chinês está provocando lotação nos hospitais e “explosão nos serviços funerários”.

Feigl-Ding disse que tem acesso a informações de hospitais e funerárias chinesas, e que elas estariam usando refrigeradores para conservar os corpos que estariam na flia para cremação. Ele disse:

“A maior funerária de Pequim está com todos os incineradores funcionando, mas não atende a demanda, resultando em atraso de 20 dias”.


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Alguns fatores estariam contribuindo para o alastramento da doença no país, além do fim da política “Covid zero” que as autoridades exerciam. A China vacinou 89% da população com duas doses, mas apenas 57% receberam o reforço, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Além disso, a população idosa teria resistência à vacina, e o país teria sido imunizado com a primeira geração de vacinas, que não oferecem imunidade à variante ômicron.

Feigl-Ding pintou um cenário assustador:

“Não estou exagerando: serão até 2 milhões de mortos na China nos próximos meses (…) se não houver intervenção”.

Feigl-Ding é chefe da Força-Tarefa Covid no Instituto de Sistemas Complexos de New England, co-fundador da Rede Mundial de Saúde e membro de um comitê de especialistas sobre Covid da ONU.

Autoridades da OMS temem o surgimento de novas variantes no país, e os impactos na economia global.

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O epidemiologista chinês Eric Feigl-Ding, da ONU, fez postagens no Twitter alertando para um cenário alarmante na China referente à nova eclosão de Covid-19 no país. Segundo ele, o fim das restrições sanitárias impostas pelo governo chinês está provocando lotação nos hospitais e “explosão nos serviços funerários”.

Feigl-Ding disse que tem acesso a informações de hospitais e funerárias chinesas, e que elas estariam usando refrigeradores para conservar os corpos que estariam na flia para cremação. Ele disse:

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Feigl-Ding pintou um cenário assustador:

“Não estou exagerando: serão até 2 milhões de mortos na China nos próximos meses (…) se não houver intervenção”.

Feigl-Ding é chefe da Força-Tarefa Covid no Instituto de Sistemas Complexos de New England, co-fundador da Rede Mundial de Saúde e membro de um comitê de especialistas sobre Covid da ONU.

Autoridades da OMS temem o surgimento de novas variantes no país, e os impactos na economia global.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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