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Eleições na Argentina: Resultado deve ser anunciado somente na segunda (23)

Com o voto presidencial em processo impresso, a Argentina deverá conhecer seus representantes somente nesta segunda-feira (23). Neste domingo (22), das 8h às 18h (horário de Buenos Aires), serão eleitos não só o novo presidente e seu vice, mas também deputados, senadores e servidores do Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Os principais candidatos pela presidência são pelo favorito a ganhar ou compor o segundo turno: o economista Javier Milei, de extrema-direita. Sergio Massa e Patricia Bullrich travam disputa acirrada contra o adversário.

Nas eleições primárias, Milei venceu com 30,06%, e revelou admiração pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que endossou a candidatura de Milei. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), compôs um comitiva de políticos brasileiros que estão na Argentina para acompanhar as eleições.

Leia também:

Eleições na Argentina: Políticos brasileiros viajam para acompanhar o pleito no domingo (22)

Para o Brasil, historicamente, o pleito tem relevância. Os dois países são próximos, tendo em vista que os presidentes Alberto Fernández e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantêm relação amigável.

Perfil dos principais candidatos:

  • Javier Milei

Milei, 52 anos, é economista e deputado. Surpreendeu nas primárias, e se tornou o favorito na corrida eleitoral. A chapa tem como candidata a vice-presidente Victoria Villarruel.

O deputado ficou conhecido como pelas  falas diretas e polêmicas, consideradas extremistas, e também  pelo conservadorismo em temas sociais e liberais na economia.

Milei chamou o presidente Lula de “presidiário comunista” e prometeu não fazer comércio com países “socialistas”. Prometeu também, se eleito, romper com o Mercosul e “dinamitar”, ou seja, fechar o Banco Central da Argentina.

  • Sergio Massa

Massa, 51, é advogado e atual ministro da Fazenda, tem como vice-presidente Agustín Rossi. Massa pretendia concorrer à Presidência em 2019, mas desistiu para apoiar Alberto Fernández na campanha.

Sua meta é incluir e defender os direitos humanos e equilibrar a economia argentina por meio de refinanciamentos com países como Brasil, China e Rússia.

O ministro e candidato é constantemente responsabilizado, inclusive por outros candidatos, pela crise vivida na Argentina.

  • Patricia Bullrich

Patricia, 67, é cientista política e entrou na militância ainda adolescente, seu vice-presidente da chapa é Luis Petri.

Apesar se de identificar com a direita, a candidata não entregou um plano de governo bem definido. a proposta mais divulgada é o bimonetarismo, ou seja, o uso do dólar livremente na Argentina para incentivar investimentos sem necessidade de troca cambial.

Ao longo da campanha, ela também se declarou a favor da redução da maioridade penal e contra a descriminalização das drogas.

Décimos para um segundo turno

As pesquisas eleitorais apontam para a necessidade de um segundo turno. Milei, Massa e Bullrich estão acirrados na corrida, e a posição entre eles varia décimos nos levantamentos.

A vitória em primeiro turno na Argentina ocorre quando o candidato obtém mais de 45% dos votos, ou quando chega a 40%, com mais de 10% de vantagem sobre o concorrente no segundo lugar.

Caso isso não aconteça, é convocado mais um turno eleitoral, marcado para 19 de novembro.

*Com informações Metrópoles

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Com o voto presidencial em processo impresso, a Argentina deverá conhecer seus representantes somente nesta segunda-feira (23). Neste domingo (22), das 8h às 18h (horário de Buenos Aires), serão eleitos não só o novo presidente e seu vice, mas também deputados, senadores e servidores do Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Os principais candidatos pela presidência são pelo favorito a ganhar ou compor o segundo turno: o economista Javier Milei, de extrema-direita. Sergio Massa e Patricia Bullrich travam disputa acirrada contra o adversário.

Nas eleições primárias, Milei venceu com 30,06%, e revelou admiração pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que endossou a candidatura de Milei. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), compôs um comitiva de políticos brasileiros que estão na Argentina para acompanhar as eleições.

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Para o Brasil, historicamente, o pleito tem relevância. Os dois países são próximos, tendo em vista que os presidentes Alberto Fernández e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantêm relação amigável.

Perfil dos principais candidatos:

  • Javier Milei

Milei, 52 anos, é economista e deputado. Surpreendeu nas primárias, e se tornou o favorito na corrida eleitoral. A chapa tem como candidata a vice-presidente Victoria Villarruel.

O deputado ficou conhecido como pelas  falas diretas e polêmicas, consideradas extremistas, e também  pelo conservadorismo em temas sociais e liberais na economia.

Milei chamou o presidente Lula de “presidiário comunista” e prometeu não fazer comércio com países “socialistas”. Prometeu também, se eleito, romper com o Mercosul e “dinamitar”, ou seja, fechar o Banco Central da Argentina.

  • Sergio Massa

Massa, 51, é advogado e atual ministro da Fazenda, tem como vice-presidente Agustín Rossi. Massa pretendia concorrer à Presidência em 2019, mas desistiu para apoiar Alberto Fernández na campanha.

Sua meta é incluir e defender os direitos humanos e equilibrar a economia argentina por meio de refinanciamentos com países como Brasil, China e Rússia.

O ministro e candidato é constantemente responsabilizado, inclusive por outros candidatos, pela crise vivida na Argentina.

  • Patricia Bullrich

Patricia, 67, é cientista política e entrou na militância ainda adolescente, seu vice-presidente da chapa é Luis Petri.

Apesar se de identificar com a direita, a candidata não entregou um plano de governo bem definido. a proposta mais divulgada é o bimonetarismo, ou seja, o uso do dólar livremente na Argentina para incentivar investimentos sem necessidade de troca cambial.

Ao longo da campanha, ela também se declarou a favor da redução da maioridade penal e contra a descriminalização das drogas.

Décimos para um segundo turno

As pesquisas eleitorais apontam para a necessidade de um segundo turno. Milei, Massa e Bullrich estão acirrados na corrida, e a posição entre eles varia décimos nos levantamentos.

A vitória em primeiro turno na Argentina ocorre quando o candidato obtém mais de 45% dos votos, ou quando chega a 40%, com mais de 10% de vantagem sobre o concorrente no segundo lugar.

Caso isso não aconteça, é convocado mais um turno eleitoral, marcado para 19 de novembro.

*Com informações Metrópoles

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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