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Avó conhecida como “abelha rainha” liderava quadrilha familiar de drogas no Reino Unido e é condenada a 20 anos

Quando foi presa, Mason estava algemada no banheiro, ao lado de uma toalha da marca DKNY. Em paralelo à atuação criminosa, ainda planejava viagens com a irmã para destinos como Malta, Polônia e Cornualha.

Deborah Mason, de 65 anos, foi condenada a 20 anos de prisão por liderar uma quadrilha de tráfico de drogas composta por filhos, irmã, noras e amigos próximos. Conhecida entre os familiares como “abelha rainha” e apelidada de “gângster Debbs”, ela comandava uma operação milionária que movimentou centenas de quilos de cocaína por todo o Reino Unido.

O caso veio à tona após uma madrugada de abril de 2023, quando agentes disfarçados observaram Mason carregando caixas em um carro alugado próximo ao porto de Harwich, em Essex. A partir daquele momento, a polícia passou a monitorar seus passos por sete meses, descobrindo um esquema familiar estruturado para transportar e distribuir drogas em várias cidades do país.

Mason era responsável por organizar motoristas, coordenar entregas e recolhimentos de dinheiro em espécie, e manter contato com o fornecedor conhecido como “Bugsy”, com quem chegou a viajar para Dubai e Bahrein. Ela usava o aplicativo Signal para se comunicar com os demais membros da quadrilha, sempre com codinomes.

As investigações revelaram que a organização movimentou pelo menos 356 quilos de cocaína, com valor estimado de até 110 milhões de dólares nas ruas (cerca de R$ 615 milhões). A droga era coletada em portos como Harwich, Dover e Folkstone, embalada em sacolas de supermercado e distribuída para cidades como Londres, Manchester, Cardiff, Sheffield, Bradford, Southend, Leicester e Walsall.

A quadrilha era formada por seus três filhos e uma filha, além dos parceiros deles. Reggie Bright, de 24 anos, realizou ao menos 12 viagens transportando 90 quilos de cocaína. A filha mais velha, Demi Bright, foi apontada como tendo papel importante na operação. As outras filhas, Roseanne Mason e Lillie Bright, também participaram ativamente, sendo responsáveis por diversas entregas. Lillie chegou a envolver sua companheira, que será julgada após o nascimento do filho.

A polícia destacou que o grupo atuava com disciplina e organização. Mason chegava a ligar para os motoristas de madrugada para garantir que estivessem prontos, monitorando tudo durante o dia. A promotoria afirmou que não havia indícios de coerção, todos os envolvidos participavam buscando lucro.

Apesar disso, os advogados de defesa tentaram argumentar que os filhos e demais envolvidos eram “descartáveis” dentro do esquema. Mas para o juiz Philip Shorrock, Mason exercia um “papel de comando” e deveria ter dado exemplo à família, e não envolvido todos em uma rede criminosa.


Leia mais:

Mulher é presa com mais de R$ 100 mil em droga dentro de mala em Coari

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Foto: Policía Metropolitana / BBC News Brasil

Além da atividade ilegal, a líder da quadrilha mantinha um estilo de vida luxuoso: comprava acessórios de grife, como uma coleira Gucci para seu gato Ghost e uma placa de ouro com o nome do animal. Mesmo com toda essa ostentação, ainda recebia benefícios sociais que somavam R$ 360 mil.

Quando foi presa, Mason estava algemada no banheiro, ao lado de uma toalha da marca DKNY. Em paralelo à atuação criminosa, ainda planejava viagens com a irmã para destinos como Malta, Polônia e Cornualha.

Para a promotora Charlotte Hole, o lucro era a principal motivação de Deborah Mason, que não apenas chefiava a logística da quadrilha, mas também se beneficiava do dinheiro movimentado por todos.

“O grupo foi atraído de forma egoísta pelos ganhos do tráfico para sustentar estilos de vida luxuosos”, declarou o detetive Jack Kraushaar, da Polícia Metropolitana.

Agora, Mason e os demais membros da família cumprem penas que variam entre 10 e 20 anos. Uma história que confirma: essa não era uma família comum.

*Com informações Terra.

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Deborah Mason, de 65 anos, foi condenada a 20 anos de prisão por liderar uma quadrilha de tráfico de drogas composta por filhos, irmã, noras e amigos próximos. Conhecida entre os familiares como “abelha rainha” e apelidada de “gângster Debbs”, ela comandava uma operação milionária que movimentou centenas de quilos de cocaína por todo o Reino Unido.

O caso veio à tona após uma madrugada de abril de 2023, quando agentes disfarçados observaram Mason carregando caixas em um carro alugado próximo ao porto de Harwich, em Essex. A partir daquele momento, a polícia passou a monitorar seus passos por sete meses, descobrindo um esquema familiar estruturado para transportar e distribuir drogas em várias cidades do país.

Mason era responsável por organizar motoristas, coordenar entregas e recolhimentos de dinheiro em espécie, e manter contato com o fornecedor conhecido como “Bugsy”, com quem chegou a viajar para Dubai e Bahrein. Ela usava o aplicativo Signal para se comunicar com os demais membros da quadrilha, sempre com codinomes.

As investigações revelaram que a organização movimentou pelo menos 356 quilos de cocaína, com valor estimado de até 110 milhões de dólares nas ruas (cerca de R$ 615 milhões). A droga era coletada em portos como Harwich, Dover e Folkstone, embalada em sacolas de supermercado e distribuída para cidades como Londres, Manchester, Cardiff, Sheffield, Bradford, Southend, Leicester e Walsall.

A quadrilha era formada por seus três filhos e uma filha, além dos parceiros deles. Reggie Bright, de 24 anos, realizou ao menos 12 viagens transportando 90 quilos de cocaína. A filha mais velha, Demi Bright, foi apontada como tendo papel importante na operação. As outras filhas, Roseanne Mason e Lillie Bright, também participaram ativamente, sendo responsáveis por diversas entregas. Lillie chegou a envolver sua companheira, que será julgada após o nascimento do filho.

A polícia destacou que o grupo atuava com disciplina e organização. Mason chegava a ligar para os motoristas de madrugada para garantir que estivessem prontos, monitorando tudo durante o dia. A promotoria afirmou que não havia indícios de coerção, todos os envolvidos participavam buscando lucro.

Apesar disso, os advogados de defesa tentaram argumentar que os filhos e demais envolvidos eram “descartáveis” dentro do esquema. Mas para o juiz Philip Shorrock, Mason exercia um “papel de comando” e deveria ter dado exemplo à família, e não envolvido todos em uma rede criminosa.


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