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Bill e Hilary Clinton pedem que seus depoimentos sobre o caso Epstein sejam feitos em público

O ex-presidente americano Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, pediram nessa sexta-feira (6/2) que os seus depoimentos ao Congresso dos Estados Unidos sobre seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein seja feitos em público. A medida seria para evitar que os republicanos, o partido do presidente Donald Trump, politizem o tema.

O casal foi intimado a depor a portas fechadas perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga as conexões do falecido financista com figuras de poder. Hillary Clinton prestará depoimento em 26 de fevereiro, e seu marido, no dia seguinte, informou o Comitê de Supervisão em um comunicado.

Na rede social X, Bill Clinton disse que realizar o depoimento a portas fechadas seria como ser julgado em um “tribunal irregular”. “Chega de jogos; vamos fazê-lo do jeito certo: em uma audiência pública”, ele escreveu.

Hillary Clinton afirmou, por sua vez, que ambos já haviam contado ao Comitê de Supervisão, liderado pelos republicanos, o que sabem. “Se querem essa briga… vamos fazê-la em público”, disse ela.

O Departamento de Justiça divulgou na semana passada o último lote dos chamados arquivos Epstein: mais de três milhões de documentos, fotos e vídeos relacionados à sua investigação sobre o criminoso sexual.

Donald Trump também foi associado de Epstein e não foi chamado a depor.


Leia mais:

Caso Epstein: Novos e-mails liberados pela Justiça mostram que esquema de tráfico de jovens mirou o Brasil

Ex-príncipe Andrew deixa palácio real após novas revelações do seu envolvimento no caso Epstein


Quem foi Jeffrey Epstein?

O financista e empresário bilionário Jeffrey Epstein foi acusado de abusar sexualmente de centenas de meninas menores de idade entre os anos 1990 e 2000. Ele, que tinha conexões em altos níveis da política e do show business americanos, oferecia dinheiro às vítimas e também as instruía a recrutar outras meninas para os abusos. A sua companheira, Ghislaine Maxwell, também participava do esquema sexual, recrutando garotas.

No ano 2000, ele lançou uma fundação homônima com sede nas Ilhas Virgens, nos EUA. O local teria sido montado para receber os clientes e as vítimas do magnata. Celebridades e políticos teriam feito parte do esquema.

Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, após se declarar culpado em um acordo polêmico que lhe garantiu uma pena leve.

Em 2019, novas investigações federais levaram a uma outra prisão. Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto do mesmo ano. A morte foi registrada como suicídio, mas gerou teorias da conspiração que duram até hoje. O caso deu origem à minissérie documental “Jeffrey Epstein: Poder e Perversão”, da Netflix.

*Com informações de UOL

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O ex-presidente americano Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, pediram nessa sexta-feira (6/2) que os seus depoimentos ao Congresso dos Estados Unidos sobre seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein seja feitos em público. A medida seria para evitar que os republicanos, o partido do presidente Donald Trump, politizem o tema.

O casal foi intimado a depor a portas fechadas perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga as conexões do falecido financista com figuras de poder. Hillary Clinton prestará depoimento em 26 de fevereiro, e seu marido, no dia seguinte, informou o Comitê de Supervisão em um comunicado.

Na rede social X, Bill Clinton disse que realizar o depoimento a portas fechadas seria como ser julgado em um “tribunal irregular”. “Chega de jogos; vamos fazê-lo do jeito certo: em uma audiência pública”, ele escreveu.

Hillary Clinton afirmou, por sua vez, que ambos já haviam contado ao Comitê de Supervisão, liderado pelos republicanos, o que sabem. “Se querem essa briga… vamos fazê-la em público”, disse ela.

O Departamento de Justiça divulgou na semana passada o último lote dos chamados arquivos Epstein: mais de três milhões de documentos, fotos e vídeos relacionados à sua investigação sobre o criminoso sexual.

Donald Trump também foi associado de Epstein e não foi chamado a depor.


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Quem foi Jeffrey Epstein?

O financista e empresário bilionário Jeffrey Epstein foi acusado de abusar sexualmente de centenas de meninas menores de idade entre os anos 1990 e 2000. Ele, que tinha conexões em altos níveis da política e do show business americanos, oferecia dinheiro às vítimas e também as instruía a recrutar outras meninas para os abusos. A sua companheira, Ghislaine Maxwell, também participava do esquema sexual, recrutando garotas.

No ano 2000, ele lançou uma fundação homônima com sede nas Ilhas Virgens, nos EUA. O local teria sido montado para receber os clientes e as vítimas do magnata. Celebridades e políticos teriam feito parte do esquema.

Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, após se declarar culpado em um acordo polêmico que lhe garantiu uma pena leve.

Em 2019, novas investigações federais levaram a uma outra prisão. Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto do mesmo ano. A morte foi registrada como suicídio, mas gerou teorias da conspiração que duram até hoje. O caso deu origem à minissérie documental “Jeffrey Epstein: Poder e Perversão”, da Netflix.

*Com informações de UOL

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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