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Brasileira ferida no Líbano diz que deixou país por agressão do marido: “Levou meus filhos”

Fátima Boustani foi ferida em bombardeio no Líbano; ela tinha ido ao país para reaver seus filhos, levados do Brasil pelo pai.

Fátima Boustani, a brasileira que ficou ferida durante bombardeio no Líbano no dia 1º de junho, contou que precisou sair do Brasil após ter sido agredida pelo marido, que teria viajado com os filhos em seguida. Ela deu entrevista ao site UOL sobre o que passou.

Ela disse que foi agredida pelo marido em em setembro de 2023 em Marília (SP), quando o casal e os quatro filhos ainda moravam juntos no Brasil. Vizinhos encontraram Ahmed Aidibi enforcando a mulher no quarto dos dois. As testemunhas chamaram a polícia e o homem fugiu em seguida para Itapevi (SP), levando os passaportes da família, os registros de nacionalidade estrangeira e o celular de Fátima. Segundo ela, ele tentou matá-la.

Ahmed teria pedido ao irmão dele para buscar os filhos na casa. Uma semana depois, ele embarcou para o Líbano com as crianças. Segundo Fátima, ele a enganou para assinar um termo de autorização para viajar com os filhos.


Leia mais:

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Ahmed teria dito a Fátima que os papéis faziam parte dos trâmites para liberação da nacionalidade brasileira da esposa, que é natural do Líbano e tentava obter os documentos. O processo foi concluído e publicado no Diário Oficial da União em 30 de janeiro deste ano.

Entrevistado pelo UOL, Ahmed Aidibi negou as agressões. Ele afirmou que estava falando alto em “briga de casal” e que os vizinhos escutaram. Ele também disse que levou as crianças para o Líbano porque elas não se acostumaram com o idioma e com a escola no Brasil. Ele relatou que o irmão dele buscou os filhos em casa para levar ao aeroporto, e que a esposa iria depois. O homem não explicou por que ele mesmo não buscou os próprios filhos.

Fátima acabou viajando para o Líbano para reaver os filhos. Ela disse que as lembranças do bombardeio se intensificaram após o momento. Fátima afirmou:

“Estava na cozinha fazendo o almoço das crianças quando o fogão explodiu em cima de mim”.

Devido ao bombardeio, provocado pelas forças israelenses em confronto com o Hezbollah, a casa da mãe dela, onde estavam, ficou destruída. A filha de 12 anos foi ferida na perna e começou a gritar para ajudarem a mãe. Segundo os familiares, a adolescente não conseguia se levantar e estava receosa porque sabia que Fátima estava sozinha. Depois de seis minutos, a equipe de resgate chegou ao local.

Segundo Fátima, no dia em que teve alta do hospital imaginou que o marido tivesse ido buscá-la. ”Não quero ele aqui”, teria sido a primeira coisa que ela falou ao acordar. Ela disse:

“No hospital [após ataque no Líbano] tive alucinações com ele”.

Agora, ela diz esperar voltar ao Brasil após se recuperar. Fátima afirmou:

“Tenho muito medo de ficar aqui [no Líbano] após o ataque. Quero recomeçar e cuidar dos meus filhos aí”.

O irmão de Fátima, Hussein Boustani, que está cuidando dela, disse:

“Ela pede ajuda para que possa voltar ao Brasil com as crianças e ter um recomeço em paz, longe do ex-marido”.

Com informações de UOL.

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Fátima Boustani, a brasileira que ficou ferida durante bombardeio no Líbano no dia 1º de junho, contou que precisou sair do Brasil após ter sido agredida pelo marido, que teria viajado com os filhos em seguida. Ela deu entrevista ao site UOL sobre o que passou.

Ela disse que foi agredida pelo marido em em setembro de 2023 em Marília (SP), quando o casal e os quatro filhos ainda moravam juntos no Brasil. Vizinhos encontraram Ahmed Aidibi enforcando a mulher no quarto dos dois. As testemunhas chamaram a polícia e o homem fugiu em seguida para Itapevi (SP), levando os passaportes da família, os registros de nacionalidade estrangeira e o celular de Fátima. Segundo ela, ele tentou matá-la.

Ahmed teria pedido ao irmão dele para buscar os filhos na casa. Uma semana depois, ele embarcou para o Líbano com as crianças. Segundo Fátima, ele a enganou para assinar um termo de autorização para viajar com os filhos.


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Entrevistado pelo UOL, Ahmed Aidibi negou as agressões. Ele afirmou que estava falando alto em “briga de casal” e que os vizinhos escutaram. Ele também disse que levou as crianças para o Líbano porque elas não se acostumaram com o idioma e com a escola no Brasil. Ele relatou que o irmão dele buscou os filhos em casa para levar ao aeroporto, e que a esposa iria depois. O homem não explicou por que ele mesmo não buscou os próprios filhos.

Fátima acabou viajando para o Líbano para reaver os filhos. Ela disse que as lembranças do bombardeio se intensificaram após o momento. Fátima afirmou:

“Estava na cozinha fazendo o almoço das crianças quando o fogão explodiu em cima de mim”.

Devido ao bombardeio, provocado pelas forças israelenses em confronto com o Hezbollah, a casa da mãe dela, onde estavam, ficou destruída. A filha de 12 anos foi ferida na perna e começou a gritar para ajudarem a mãe. Segundo os familiares, a adolescente não conseguia se levantar e estava receosa porque sabia que Fátima estava sozinha. Depois de seis minutos, a equipe de resgate chegou ao local.

Segundo Fátima, no dia em que teve alta do hospital imaginou que o marido tivesse ido buscá-la. ”Não quero ele aqui”, teria sido a primeira coisa que ela falou ao acordar. Ela disse:

“No hospital [após ataque no Líbano] tive alucinações com ele”.

Agora, ela diz esperar voltar ao Brasil após se recuperar. Fátima afirmou:

“Tenho muito medo de ficar aqui [no Líbano] após o ataque. Quero recomeçar e cuidar dos meus filhos aí”.

O irmão de Fátima, Hussein Boustani, que está cuidando dela, disse:

“Ela pede ajuda para que possa voltar ao Brasil com as crianças e ter um recomeço em paz, longe do ex-marido”.

Com informações de UOL.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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