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Itália ameaça proibir a produção de carne em laboratório

A Itália anunciou, nesta quarta-feira (19), que deseja proibir a produção de carne em laboratório. Durante a apresentação do projeto de lei ao Senado Italiano, o ministro da Agricultura e Soberania Alimentar, Francesco Lollobrigida, afirmou que a produção de carne em laboratório penaliza os pequenos produtores, causa danos ao meio ambiente, uniformiza os hábitos alimentares e pode prejudicar a saúde.

Ainda não há estudos suficientes para saber se a carne feita em laboratório é 100% segura. Em 2020, Singapura foi o primeiro país a autorizar o consumo humano de carne cultivada. A prática foi autorizada pela Food and Drug Administration nos Estados Unidos em novembro de 2022.

Na União Europeia (UE), a questão da carne fabricada não é alvo de estudos, mas a Autoridade de Alimentos e Segurança da UE afirma que se trata de uma “solução promissora” para alcançar as metas ambientais. A UE já concedeu milhões de euros em fundos de investigação a empresas como a BioTech Foods, a Nutreco e a Mosa Meat.

Impacto

A carne cultivada em laboratório ainda não está nas prateleiras dos supermercados, nem nos cardápios dos restaurantes. De qualquer modo, os italianos não parecem recetivos à ideia. Segundo uma sondagem recente, 84% dos inquiridos garantem que nunca vão experimentar bifes feitos em laboratório.

Mas os agricultores locais estão preocupados e juntaram-se à Organização Mundial dos Agricultores para lançar uma petição global contra a carne cultivada, descrita como “alimento Frankenstein”. A petição é apoiada por numerosas autoridades locais, principalmente nas regiões produtoras de carne. E obteve o apoio de clérigos, preocupados com “a saúde dos fiéis”.

Leia mais:

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Barco naufraga na costa da Itália: mais de 50 pessoas morreram

No entanto, todos esses esforços poderão ser deitados por terra. Se a UE aprovar os alimentos cultivados em laboratório, o projeto de lei italiano não será suficiente para mantê-los “longe da mesa dos italianos”, como prometeu o ministro da Agricultura da Itália. A lei italiana poderá proibir as empresas italianas de produzir carne em laboratório, mas não poderá impedir que empresas estrangeiras exportem esse tipo de produtos para a Itália.

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A Itália anunciou, nesta quarta-feira (19), que deseja proibir a produção de carne em laboratório. Durante a apresentação do projeto de lei ao Senado Italiano, o ministro da Agricultura e Soberania Alimentar, Francesco Lollobrigida, afirmou que a produção de carne em laboratório penaliza os pequenos produtores, causa danos ao meio ambiente, uniformiza os hábitos alimentares e pode prejudicar a saúde.

Ainda não há estudos suficientes para saber se a carne feita em laboratório é 100% segura. Em 2020, Singapura foi o primeiro país a autorizar o consumo humano de carne cultivada. A prática foi autorizada pela Food and Drug Administration nos Estados Unidos em novembro de 2022.

Na União Europeia (UE), a questão da carne fabricada não é alvo de estudos, mas a Autoridade de Alimentos e Segurança da UE afirma que se trata de uma “solução promissora” para alcançar as metas ambientais. A UE já concedeu milhões de euros em fundos de investigação a empresas como a BioTech Foods, a Nutreco e a Mosa Meat.

Impacto

A carne cultivada em laboratório ainda não está nas prateleiras dos supermercados, nem nos cardápios dos restaurantes. De qualquer modo, os italianos não parecem recetivos à ideia. Segundo uma sondagem recente, 84% dos inquiridos garantem que nunca vão experimentar bifes feitos em laboratório.

Mas os agricultores locais estão preocupados e juntaram-se à Organização Mundial dos Agricultores para lançar uma petição global contra a carne cultivada, descrita como “alimento Frankenstein”. A petição é apoiada por numerosas autoridades locais, principalmente nas regiões produtoras de carne. E obteve o apoio de clérigos, preocupados com “a saúde dos fiéis”.

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No entanto, todos esses esforços poderão ser deitados por terra. Se a UE aprovar os alimentos cultivados em laboratório, o projeto de lei italiano não será suficiente para mantê-los “longe da mesa dos italianos”, como prometeu o ministro da Agricultura da Itália. A lei italiana poderá proibir as empresas italianas de produzir carne em laboratório, mas não poderá impedir que empresas estrangeiras exportem esse tipo de produtos para a Itália.

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