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Caso Epstein: Novos e-mails liberados pela Justiça mostram que esquema de tráfico de jovens mirou o Brasil

A liberação de mais de 3 milhões de documentos reunidos pela Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein revela milhares de referências ao Brasil e aponta indícios de que o financista tentou aliciar e traficar jovens brasileiras para os EUA. Epstein, condenado por crimes sexuais e acusado de liderar uma rede internacional de exploração de menores, morreu em 2019 enquanto estava preso, em circunstâncias classificadas oficialmente como suicídio.

O acervo reúne e-mails, depoimentos, fotos e vídeos das investigações conduzidas pelas autoridades americanas. No total, há mais de 6 mil menções ao Brasil nos arquivos analisados por veículos de imprensa. Parte do material indica que Epstein demonstrou interesse em comprar agências de modelos brasileiras e patrocinar concursos de beleza como forma de ter acesso a jovens mulheres.

Mensagens trocadas entre Epstein e Ramsey Elkholy, apontado como recrutador do empresário, citam explicitamente o Brasil como um mercado estratégico. Em um e-mail de 2016, Elkholy sugere a aquisição de agências de modelos e a realização de concursos de beleza no país, afirmando que isso facilitaria o “acesso a garotas”. Epstein chegou a pedir que fossem apresentados dados financeiros das empresas e solicitou a assinatura de acordos de confidencialidade. A agência Ford Models, citada em uma das conversas, nega qualquer negociação ou vínculo com o financista.

Outros e-mails mencionam o envio de jovens brasileiras para encontros com Epstein nos Estados Unidos. Em uma das mensagens, de 2010, Elkholy encaminha fotos de uma mulher brasileira e afirma que a levaria a Nova York. Em outra troca, de 2014, volta a citar a possibilidade de apresentar uma brasileira ao empresário.


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Os documentos também reforçam relatos de vítimas. A brasileira Marina Lacerda, hoje com 37 anos, afirma ter sido traficada e abusada por Epstein em 2002, quando vivia em Nova York. Segundo ela, o esquema envolvia o aliciamento de mulheres jovens, inicialmente contratadas para prestar serviços como massagens, que depois eram exploradas sexualmente.

Depoimentos colhidos pelas autoridades americanas indicam que ao menos quatro brasileiras teriam sido levadas ilegalmente aos Estados Unidos pela rede de Epstein, duas delas menores de idade. Elas teriam participado de eventos na mansão do empresário em Nova York. De acordo com uma testemunha, o transporte das jovens contou com o apoio do francês Jean-Luc Brunel, ex-agente de modelos e aliado de Epstein, que morreu em uma prisão na França em 2022.

Segundo Marina Lacerda, o número de brasileiras vítimas do esquema pode chegar a cerca de 50, a maioria imigrantes vivendo nos Estados Unidos. A divulgação dos documentos reacende o debate sobre a extensão internacional da rede de Epstein e o papel de intermediários no recrutamento de jovens, incluindo no Brasil.

*Com informações do Estadão.

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A liberação de mais de 3 milhões de documentos reunidos pela Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein revela milhares de referências ao Brasil e aponta indícios de que o financista tentou aliciar e traficar jovens brasileiras para os EUA. Epstein, condenado por crimes sexuais e acusado de liderar uma rede internacional de exploração de menores, morreu em 2019 enquanto estava preso, em circunstâncias classificadas oficialmente como suicídio.

O acervo reúne e-mails, depoimentos, fotos e vídeos das investigações conduzidas pelas autoridades americanas. No total, há mais de 6 mil menções ao Brasil nos arquivos analisados por veículos de imprensa. Parte do material indica que Epstein demonstrou interesse em comprar agências de modelos brasileiras e patrocinar concursos de beleza como forma de ter acesso a jovens mulheres.

Mensagens trocadas entre Epstein e Ramsey Elkholy, apontado como recrutador do empresário, citam explicitamente o Brasil como um mercado estratégico. Em um e-mail de 2016, Elkholy sugere a aquisição de agências de modelos e a realização de concursos de beleza no país, afirmando que isso facilitaria o “acesso a garotas”. Epstein chegou a pedir que fossem apresentados dados financeiros das empresas e solicitou a assinatura de acordos de confidencialidade. A agência Ford Models, citada em uma das conversas, nega qualquer negociação ou vínculo com o financista.

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Segundo Marina Lacerda, o número de brasileiras vítimas do esquema pode chegar a cerca de 50, a maioria imigrantes vivendo nos Estados Unidos. A divulgação dos documentos reacende o debate sobre a extensão internacional da rede de Epstein e o papel de intermediários no recrutamento de jovens, incluindo no Brasil.

*Com informações do Estadão.

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