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“Apocalipse da IA”: Chefões das Big Techs investem em bunkers com medo do futuro da Inteligência Artificial

Enquanto as gigantes de tecnologia apostam bilhões em inteligência artificial, armazenamento em nuvem e redes neurais, cresce de forma silenciosa outro ramo de negócios no Vale do Silício: a construção de bunkers de luxo. O motivo é um só — o medo de que a própria IA saia do controle e coloque a sobrevivência humana em risco.

Bilionários como Sam Altman (CEO da OpenAI), Larry Page (Google), Peter Thiel (PayPal e Palantir) e até Elon Musk já planejam rotas de fuga para um possível cenário de colapso. Para eles, a ameaça vai de vírus sintéticos a uma IA “desonesta” que poderia atacar a humanidade.

Planos de fuga milionários

Em 2016, Altman revelou em entrevista à New Yorker que mantinha um arsenal de emergência com armas, ouro, antibióticos, máscaras de gás e comida em sua casa em Big Sur, na Califórnia, além de um plano alternativo para fugir à Nova Zelândia. Larry Page e Peter Thiel também adquiriram propriedades no país para servir como refúgio em caso de catástrofe.

Já Elon Musk vê no projeto de colonização de Marte a solução de longo prazo para garantir a sobrevivência da espécie. O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também classificou a IA como um “risco existencial” que pode causar a morte de “muitas, muitas pessoas”.

Não são só bilionários

A preocupação não atinge apenas os grandes nomes do setor. “Henry”, um jovem pesquisador de IA que atua em um laboratório de segurança no Vale do Silício, afirmou ao Business Insider que doa parte do salário para ONGs ligadas à proteção em IA e constrói seus próprios abrigos biológicos caseiros. Segundo ele, por menos de US$ 10 mil é possível montar um bioshelter com filtros HEPA, água e três anos de comida.

Apesar disso, a prática vem carregada de estigma. Esses preparativos de sobrevivência são associados à cultura dos “preppers”, termo pejorativo usado para descrever aqueles que se preparam obsessivamente para o fim do mundo.


Leia mais

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Mercado bilionário em expansão

O medo, no entanto, virou oportunidade de negócio. O mercado global de bunkers, avaliado em US$ 137 milhões em 2024, deve alcançar US$ 175 milhões até 2030, segundo projeções do setor.

Empresas como a Atlas Survival Shelters e a Rising S relatam aumento nas encomendas, muitas delas vindas justamente de executivos de tecnologia. Os preços variam de abrigos básicos a construções luxuosas de até US$ 9,6 milhões. O modelo mais sofisticado, batizado de “The Aristocrat”, pode incluir pistas de boliche, piscinas, banheiras de hidromassagem, pole dance e entradas biométricas.

Até mesmo bunkers da Guerra Fria têm sido reformados pela empresa Vivos, que transforma antigos silos de mísseis em condomínios subterrâneos descritos como “resorts Club Med em miniatura”.

O paradoxo

Apesar dos planos, muitos especialistas consideram que tais medidas seriam insuficientes em caso de falha catastrófica da inteligência artificial. O próprio Altman admitiu que, se a IA realmente “der errado”, nem ouro, nem armas, nem bunkers poderão salvar seus criadores.

*Com informações de Estadão.

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Enquanto as gigantes de tecnologia apostam bilhões em inteligência artificial, armazenamento em nuvem e redes neurais, cresce de forma silenciosa outro ramo de negócios no Vale do Silício: a construção de bunkers de luxo. O motivo é um só — o medo de que a própria IA saia do controle e coloque a sobrevivência humana em risco.

Bilionários como Sam Altman (CEO da OpenAI), Larry Page (Google), Peter Thiel (PayPal e Palantir) e até Elon Musk já planejam rotas de fuga para um possível cenário de colapso. Para eles, a ameaça vai de vírus sintéticos a uma IA “desonesta” que poderia atacar a humanidade.

Planos de fuga milionários

Em 2016, Altman revelou em entrevista à New Yorker que mantinha um arsenal de emergência com armas, ouro, antibióticos, máscaras de gás e comida em sua casa em Big Sur, na Califórnia, além de um plano alternativo para fugir à Nova Zelândia. Larry Page e Peter Thiel também adquiriram propriedades no país para servir como refúgio em caso de catástrofe.

Já Elon Musk vê no projeto de colonização de Marte a solução de longo prazo para garantir a sobrevivência da espécie. O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também classificou a IA como um “risco existencial” que pode causar a morte de “muitas, muitas pessoas”.

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Apesar disso, a prática vem carregada de estigma. Esses preparativos de sobrevivência são associados à cultura dos “preppers”, termo pejorativo usado para descrever aqueles que se preparam obsessivamente para o fim do mundo.


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Até mesmo bunkers da Guerra Fria têm sido reformados pela empresa Vivos, que transforma antigos silos de mísseis em condomínios subterrâneos descritos como “resorts Club Med em miniatura”.

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*Com informações de Estadão.

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