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China realiza desfile político e posiciona XI Jinping como líder de uma nova ordem global

A China exibiu nesta quarta-feira (3/9), diante da Cidade Proibida, em Pequim, uma das maiores demonstrações de força militar dos últimos anos. O desfile, acompanhado por líderes estrangeiros e aliados, foi usado pelo presidente Xi Jinping como um gesto político para reforçar a pretensão de Pequim de ocupar posição central na reconfiguração da ordem global.

O evento reuniu blindados, drones com inteligência artificial, caças e mísseis hipersônicos, em uma clara mensagem de que o país não pretende mais se limitar à influência econômica. “A humanidade se depara novamente com escolhas cruciais: paz ou guerra, diálogo ou confronto, cooperação ou rivalidade”, disse Xi, em discurso que evitou citar diretamente os Estados Unidos, mas soou como contraponto à política de isolamento defendida por Donald Trump.

Entre os convidados de honra estavam o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que não visitava a capital chinesa desde 2019. A presença de Kim teve caráter simbólico: foi sua primeira participação em um encontro multilateral desde que assumiu o poder em 2011. A cena reforçou a percepção de que regimes alvo de sanções ocidentais encontram apoio estratégico em Pequim.

A Rússia, enfraquecida pela guerra na Ucrânia, e a Coreia do Norte, ainda dependente da China mesmo após estreitar laços militares com Moscou, ilustram esse movimento. O objetivo comum não é ideológico, mas político: conter a influência norte-americana, reconhecendo o protagonismo chinês.


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Imagens de Xi, Putin e Kim lado a lado, com mísseis intercontinentais ao fundo, ganharam repercussão internacional. Trump ironizou a cena em suas redes, acusando os três de conspirarem contra os EUA. O Kremlin buscou minimizar, mas a simbologia do encontro prevaleceu.

O cenário internacional favorece a estratégia de Xi. Ao insistir no lema “América em primeiro lugar”, Trump tem isolado Washington, abrindo espaço para a China se oferecer como alternativa pragmática, sem condicionar parcerias a exigências democráticas.

Dias antes do desfile, Xi já havia se reunido com Putin e o premiê indiano Narendra Modi, na cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai. A presença do líder indiano — rival histórico da China e chefe da maior democracia do mundo — reforçou a ideia de que até a Índia pode buscar maior aproximação com Pequim diante da escalada de tarifas e sanções impostas pelos EUA.

A mensagem final do desfile foi inequívoca: enquanto os Estados Unidos reforçam seu isolamento, a China se projeta como novo eixo de poder global.

*Com informações da CNN Brasil.

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A China exibiu nesta quarta-feira (3/9), diante da Cidade Proibida, em Pequim, uma das maiores demonstrações de força militar dos últimos anos. O desfile, acompanhado por líderes estrangeiros e aliados, foi usado pelo presidente Xi Jinping como um gesto político para reforçar a pretensão de Pequim de ocupar posição central na reconfiguração da ordem global.

O evento reuniu blindados, drones com inteligência artificial, caças e mísseis hipersônicos, em uma clara mensagem de que o país não pretende mais se limitar à influência econômica. “A humanidade se depara novamente com escolhas cruciais: paz ou guerra, diálogo ou confronto, cooperação ou rivalidade”, disse Xi, em discurso que evitou citar diretamente os Estados Unidos, mas soou como contraponto à política de isolamento defendida por Donald Trump.

Entre os convidados de honra estavam o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que não visitava a capital chinesa desde 2019. A presença de Kim teve caráter simbólico: foi sua primeira participação em um encontro multilateral desde que assumiu o poder em 2011. A cena reforçou a percepção de que regimes alvo de sanções ocidentais encontram apoio estratégico em Pequim.

A Rússia, enfraquecida pela guerra na Ucrânia, e a Coreia do Norte, ainda dependente da China mesmo após estreitar laços militares com Moscou, ilustram esse movimento. O objetivo comum não é ideológico, mas político: conter a influência norte-americana, reconhecendo o protagonismo chinês.


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