A decisão do Brasil de permitir que Sergey Vladimirovich Cherkasov, apontado pelos Estados Unidos como um suposto espião russo, deixe o país e retorne à Rússia gerou reação do governo de Donald Trump.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (8/7), o Departamento de Estado americano afirmou estar “profundamente preocupado” com a medida e disse que a decisão pode prejudicar a parceria entre Brasil e Estados Unidos no combate a interferências estrangeiras.
“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a decisão do Brasil de permitir que um indivíduo com vínculos conhecidos com a inteligência russa deixe o país”, afirmou o Departamento de Estado. “Essa decisão enfraquece nosso compromisso conjunto de combater interferências estrangeiras e proteger a integridade de nossas instituições democráticas.”
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Cherkasov está preso desde 2022 em Brasília e cumpre pena de cinco anos por falsidade ideológica. Segundo a Polícia Federal e o FBI, ele teria vivido por 12 anos usando uma identidade falsa brasileira para atuar no exterior como agente de inteligência russo.
A decisão brasileira determina a expulsão do russo, mas a saída dele ainda depende de etapas judiciais. A defesa deve levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para avaliar a execução da medida.
O caso envolve uma disputa diplomática entre Brasil, Rússia e Estados Unidos. Moscou e Washington já fizeram pedidos para definir o destino de Cherkasov, com versões diferentes sobre a identidade e a atuação do acusado.
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