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China retalia “tarifaço” de Trump com 34% de imposto sobre importações dos EUA; bolsas desabam

Resposta da China a protecionismo econômico dos EUA pode levar a guerra comercial global

A China informou nesta sexta-feira (4/4) que vai impor tarifas recíprocas de 34% sobre todas as importações dos Estados Unidos a partir de 10 de abril, cumprindo a promessa de contra-atacar depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou seu “tarifaço”, impondo taxas sobre vários produtos que seu país exporta a outros.

Na quarta-feira, Trump anunciou que os EUA estabeleceram tarifas de 34% sobre todas as importações de produtos chineses – medida que deve ocasionar mudar a relação entre os países e criar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

“Essa prática dos EUA não está de acordo com as regras do comércio internacional, prejudica seriamente os direitos e interesses legítimos da China e é uma prática típica de intimidação unilateral”, disse a Comissão de Tarifas do Conselho de Estado da China, em comunicado.


Leia mais:

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Bolsas em todo o mundo reagem

Os principais mercados financeiros amanheceram em baixa nesta sexta.

Na Europa, os principais índices despencam. O índice Euro Stoxx 50, que reúne ações de 50 das principais empresas da Europa, teve queda de 5,35%.

Na Ásia, os mercados fecharam em baixa.

Veja o desempenho das principais bolsas da União Europeia, por volta das 08h30:

  • o DAX, da Alemanha, caía 5,54%
  • o CAC 40, da França, caía 4,66%
  • o Itália 40, da Itália, caía 7,64%
  • o IBEX 35, da Espanha, caía 6,53%
  • o AEX, da Holanda, caía 4,14%

Veja o desempenho das principais bolsas asiáticas:

  • Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,52%
  • Nikkei 225, do Japão, caiu 2,80%
  • Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,86%
  • SET, da Tailândia, caiu 3,15%
  • Nifty 50, da Índia, caiu 1,49%

Guerra comercial entre EUA e China

Trump explicou que as tarifas cobradas sobre os produtos vindos de outros países serão equivalentes a pelo menos a metade das tarifas cobradas pelos mesmos países sobre os produtos importados dos EUA.

As regiões mais afetadas foram a Ásia e o Oriente Médio, com taxas que ultrapassam os 40% em alguns casos. A Europa também foi bastante impactada com as tarifas anunciadas pelo presidente, que classificou os comerciantes europeus como “muito duros”.

A China, segunda maior economia do mundo, terá seus produtos tarifados em 34%. Vietnã, Bangladesh e Tailândia, por exemplo, receberam taxas de 46%, 37% e 36%, respectivamente. Coreia do Sul e Japão terão tarifas de 25% e 24%.

O Brasil entrou no grupo que recebeu as tarifas mais suaves, de 10% sobre todas as importações.

Trump chamou o anúncio das tarifas recíprocas como “Dia da Libertação”. O objetivo do presidente é que essas taxas “libertem” os EUA de produtos estrangeiros.

Porém, as medidas do presidente americano não são consenso entre os economistas. Tarifas maiores sobre a grande maioria dos produtos que chegam aos EUA devem encarecer, além de produtos finais, uma série de insumos para a produção de bens e serviços no país.

Especialistas avaliam que esse encarecimento deve pressionar a inflação e diminuir o consumo, o que pode provocar uma desaceleração ou até recessão da atividade econômica da maior economia do mundo.

E as respostas de outros países, como a China, com ameaças ou anúncios de taxas sobre os EUA, também geram uma cautela ainda maior sobre os efeitos de uma guerra comercial. Se outros países também colocam tarifas, a inflação desses lugares também pode subir e a atividade econômica desacelerar.

*Com informações de CNN Brasil e G1

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A China informou nesta sexta-feira (4/4) que vai impor tarifas recíprocas de 34% sobre todas as importações dos Estados Unidos a partir de 10 de abril, cumprindo a promessa de contra-atacar depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou seu “tarifaço”, impondo taxas sobre vários produtos que seu país exporta a outros.

Na quarta-feira, Trump anunciou que os EUA estabeleceram tarifas de 34% sobre todas as importações de produtos chineses – medida que deve ocasionar mudar a relação entre os países e criar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

“Essa prática dos EUA não está de acordo com as regras do comércio internacional, prejudica seriamente os direitos e interesses legítimos da China e é uma prática típica de intimidação unilateral”, disse a Comissão de Tarifas do Conselho de Estado da China, em comunicado.


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Veja o desempenho das principais bolsas asiáticas:

  • Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,52%
  • Nikkei 225, do Japão, caiu 2,80%
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A China, segunda maior economia do mundo, terá seus produtos tarifados em 34%. Vietnã, Bangladesh e Tailândia, por exemplo, receberam taxas de 46%, 37% e 36%, respectivamente. Coreia do Sul e Japão terão tarifas de 25% e 24%.

O Brasil entrou no grupo que recebeu as tarifas mais suaves, de 10% sobre todas as importações.

Trump chamou o anúncio das tarifas recíprocas como “Dia da Libertação”. O objetivo do presidente é que essas taxas “libertem” os EUA de produtos estrangeiros.

Porém, as medidas do presidente americano não são consenso entre os economistas. Tarifas maiores sobre a grande maioria dos produtos que chegam aos EUA devem encarecer, além de produtos finais, uma série de insumos para a produção de bens e serviços no país.

Especialistas avaliam que esse encarecimento deve pressionar a inflação e diminuir o consumo, o que pode provocar uma desaceleração ou até recessão da atividade econômica da maior economia do mundo.

E as respostas de outros países, como a China, com ameaças ou anúncios de taxas sobre os EUA, também geram uma cautela ainda maior sobre os efeitos de uma guerra comercial. Se outros países também colocam tarifas, a inflação desses lugares também pode subir e a atividade econômica desacelerar.

*Com informações de CNN Brasil e G1

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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