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Conheça Javier Milei, o candidato à presidência da Argentina que chamou Lula de “comunista furioso”

O candidato à presidência da Argentina, Javier Milei, que lançou propostas como: queimar o Banco Central “vai acabar com a inflação”; a venda de órgãos pode ser “mais um mercado”; os políticos “devem ser chutados na bunda”, tornou-se o favorito para a eleição presidencial que ocorrerá em 22 de outubro.

Em sua rede social, nesta terça-feira (3), o candidato argentino chamou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “comunista furioso”, e o acusou de agir contra sua candidatura ao ajudar a Argentina a liberar créditos, favorecendo seu rival Sergio Massa, que é ministro de Economia do atual governo.


Saiba Mais:

No mês das eleições da Argentina, Lula “garante” empréstimo ao país


Quem é Javier Milei

Milei nasceu em 22 de outubro de 1970, em Buenos Aires, já foi goleiro do Chacarita Juniors nas categorias de base, formou-se em Economia pela Universidade de Belgrano, obteve dois mestrados na área e é reconhecido como histriônico, desalinhado, mas ao mesmo tempo muito cuidadoso com a imagem, e impôs desde a primeira vez que pisou em uma televisão, em 2016, uma fúria anti-establishment em um debate político.

Seu jeito de se expressar atraiu um público frustrado de uma sociedade cansada da política: de apresentador de talk show a candidato presidencial, Milei foi o mais votado nas eleições primárias em 13 de agosto, com quase 32% dos votos, e utiliza seu grito de guerra contra todos: “A casta está com medo”.

Além de sua carreira acadêmica, na qual lecionou por mais de 20 anos, ele também trabalhou como consultor para grandes grupos financeiros, como o HSBC, e para figuras proeminentes no meio empresarial, como Eduardo Eurnekian, um dos homens mais ricos da Argentina e principal nome da Corporación Americana Internacional.

História

Javier Milei cresceu em um lar violento. Filho de um motorista de ônibus que acabou sendo empresário do transporte e de dona de casa, ele costumava repetir: “para mim eles estão mortos”, sobre seus pais em 2018, no auge de sua carreira como apresentador de talk show de televisão.

O político não falava com Norberto e Alicia há uma década, devido os espancamentos e abusos verbais. Inibido em casa, sustentado apenas pela avó materna e Karina, sua irmã caçula, ficou famoso por ser revoltado na escola.

Seu biógrafo não autorizado, o jornalista Juan Luis González, revelou que na escola católica onde cursou o ensino médio, na escola Cardenal Copello em Villa Devoto, um subúrbio de classe média alta de Buenos Aires, o chamavam de El Loco pelos desabafos que, décadas depois, o levaram a ser o economista preferido da televisão.

O parlamentar também cantou em uma banda que fazia cover dos Rolling Stones e onde ele não se lembra de namoradas ou amigos.

Mesmo não vencendo as eleições presidenciais, Milei, segundo o site, vingou a solidão que reinou em sua juventude com protestos populares. Durante o encerramento de sua campanha, cerca de 10 mil pessoas aplaudiram o candidato, que fez carreira política ameaçando “dar uma surra” em políticos e discursando contra “a casta”.

Desde que entrou para o Congresso, o ano e meio em que estava sentado entre os deputados, não promoveu nenhum projeto e tem sorteado cada um de seus salários entre seus seguidores. Seus fiéis aplaudem os dois gestos.

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O candidato à presidência da Argentina, Javier Milei, que lançou propostas como: queimar o Banco Central “vai acabar com a inflação”; a venda de órgãos pode ser “mais um mercado”; os políticos “devem ser chutados na bunda”, tornou-se o favorito para a eleição presidencial que ocorrerá em 22 de outubro.

Em sua rede social, nesta terça-feira (3), o candidato argentino chamou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “comunista furioso”, e o acusou de agir contra sua candidatura ao ajudar a Argentina a liberar créditos, favorecendo seu rival Sergio Massa, que é ministro de Economia do atual governo.


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Milei nasceu em 22 de outubro de 1970, em Buenos Aires, já foi goleiro do Chacarita Juniors nas categorias de base, formou-se em Economia pela Universidade de Belgrano, obteve dois mestrados na área e é reconhecido como histriônico, desalinhado, mas ao mesmo tempo muito cuidadoso com a imagem, e impôs desde a primeira vez que pisou em uma televisão, em 2016, uma fúria anti-establishment em um debate político.

Seu jeito de se expressar atraiu um público frustrado de uma sociedade cansada da política: de apresentador de talk show a candidato presidencial, Milei foi o mais votado nas eleições primárias em 13 de agosto, com quase 32% dos votos, e utiliza seu grito de guerra contra todos: “A casta está com medo”.

Além de sua carreira acadêmica, na qual lecionou por mais de 20 anos, ele também trabalhou como consultor para grandes grupos financeiros, como o HSBC, e para figuras proeminentes no meio empresarial, como Eduardo Eurnekian, um dos homens mais ricos da Argentina e principal nome da Corporación Americana Internacional.

História

Javier Milei cresceu em um lar violento. Filho de um motorista de ônibus que acabou sendo empresário do transporte e de dona de casa, ele costumava repetir: “para mim eles estão mortos”, sobre seus pais em 2018, no auge de sua carreira como apresentador de talk show de televisão.

O político não falava com Norberto e Alicia há uma década, devido os espancamentos e abusos verbais. Inibido em casa, sustentado apenas pela avó materna e Karina, sua irmã caçula, ficou famoso por ser revoltado na escola.

Seu biógrafo não autorizado, o jornalista Juan Luis González, revelou que na escola católica onde cursou o ensino médio, na escola Cardenal Copello em Villa Devoto, um subúrbio de classe média alta de Buenos Aires, o chamavam de El Loco pelos desabafos que, décadas depois, o levaram a ser o economista preferido da televisão.

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Mesmo não vencendo as eleições presidenciais, Milei, segundo o site, vingou a solidão que reinou em sua juventude com protestos populares. Durante o encerramento de sua campanha, cerca de 10 mil pessoas aplaudiram o candidato, que fez carreira política ameaçando “dar uma surra” em políticos e discursando contra “a casta”.

Desde que entrou para o Congresso, o ano e meio em que estava sentado entre os deputados, não promoveu nenhum projeto e tem sorteado cada um de seus salários entre seus seguidores. Seus fiéis aplaudem os dois gestos.

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