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Deputado italiano relata horror em Gaza: “amputam perna com arame farpado”

A guerra entre Israel e o Hamas já dura 174 dias. Quase seis meses depois, o que se vê na região é horror, segundo o deputado italiano Angelo Bonelli em entrevista ao portal Congresso em Foco.

Segundo Bonelli, ao menos 1.500 caminhões de ajuda humanitária chegaram a ficar retidos por Israel na barreira de acesso à cidade de Rafah, na Faixa de Gaza, com o Egito, “em uma fila interminável” de caixas enviadas por diversos países. Com isso, a situação para crianças e pessoas feridas se agravou, segundo ele.

“Existem crianças morrendo de fome e falta de água, com os caminhões com farinha e água parados”, disse Bonelli. “Eu conversei com muitos doutores, cirurgiões e eles me falaram que não têm anestésico para fazer cirurgias. Amputações de pernas são feitas com arame farpado. Não tem nada, não tem medicamentos, instrumentos sanitários, anestésicos. É uma situação indescritível”.


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Bonelli fez parte de uma comitiva de 14 deputados italianos que esteve, no início de março, na região. Segundo ele, mesmo itens básicos para atendimento médico foram parados na fronteira de Gaza.

Entre os caminhões de ajuda humanitária barrados, estão 30 caixas com filtros de água e freezers enviadas pelo Brasil como ajuda humanitária às vítimas dos bombardeios na Faixa de Gaza.

“Fui na tenda da Cruz Vermelha no lado egípcio onde ficam as cargas humanitárias rejeitadas. Nesta tenda tem muitas caixas do Brasil”, disse Bonelli. O parlamentar italiano fala português fluentemente, resultado do período em que morou em Santarém (PA).

Brasil e Israel vivem uma crise diplomática desde que o presidente Lula (PT) acusou Israel de promover um genocídio, e o governo de Benjamin Netanyahu, em resposta, chamou o embaixador brasileiro em Tel-Aviv e declarou o petista “persona non grata“.

De acordo com o Itamaraty, Israel dá justificativas técnicas para não entregar os kits, entre elas o fato de que a energia solar que mantém os filtros em funcionamento representa um risco para a segurança israelense. O argumento é que as pequenas placas poderiam ser utilizadas pelo Hamas.

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A guerra entre Israel e o Hamas já dura 174 dias. Quase seis meses depois, o que se vê na região é horror, segundo o deputado italiano Angelo Bonelli em entrevista ao portal Congresso em Foco.

Segundo Bonelli, ao menos 1.500 caminhões de ajuda humanitária chegaram a ficar retidos por Israel na barreira de acesso à cidade de Rafah, na Faixa de Gaza, com o Egito, “em uma fila interminável” de caixas enviadas por diversos países. Com isso, a situação para crianças e pessoas feridas se agravou, segundo ele.

“Existem crianças morrendo de fome e falta de água, com os caminhões com farinha e água parados”, disse Bonelli. “Eu conversei com muitos doutores, cirurgiões e eles me falaram que não têm anestésico para fazer cirurgias. Amputações de pernas são feitas com arame farpado. Não tem nada, não tem medicamentos, instrumentos sanitários, anestésicos. É uma situação indescritível”.


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