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Em discurso na ONU, Lula fala de guerras, crise climática e reforma da instituição; Israel não aplaude brasileiro

Lula falou sobre vários e apresentou propostas para reforma do Conselho de Segurança; porém, não falou nada sobre situação na Venezuela.

Nesta terça (24/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou em Nova York, na abertura do debate de chefes de Estado e de governo da 79ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

O brasileiro foi o primeiro chefe de Estado a discursar no debate geral. Por tradição, cabe ao Brasil abrir os discursos no encontro anual dos líderes dos mais de 190 países da ONU.

Logo no começo da sua fala, Lula se dirigiu à delegação da Palestina, saudando o presidente Mahmoud Abbas, e expressou apoio à luta do povo por um território próprio. Ele disse:

“Dirijo-me em particular à delegação palestina, que integra pela primeira vez essa sessão de abertura, mesmo que ainda na condição de membro observador”.

O brasileiro também disse:

“Em Gaza e na Cisjordânia, assistimos a uma das maiores crises humanitárias da história recente, e que agora se expande perigosamente para o Líbano. O que começou como ação terrorista de fanáticos contra civis israelenses inocentes tornou-se punição coletiva de todo o povo palestino. São mais de 40 mil vítimas fatais, em sua maioria mulheres e crianças. O direito de defesa transformou-se no direito de vingança, que impede um acordo para a liberação de reféns e adia o cessar-fogo”.

A fala não foi aplaudida pela delegação de Israel.


Leia mais:

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Lula também falou do papel da ONU em liderar esforços contra a crise climática que atinge o mundo. Ele declarou:

“O planeta já não espera para cobrar da próxima geração, e está farto de acordos climáticos que não são cumpridos. Está cansado de metas de redução da emissão de carbono negligenciadas, do auxílio financeiro aos países pobres que nunca chega.

No Sul do Brasil, tivemos a maior enchente desde 1941. A Amazônia está atravessando a pior estiagem em 45 anos. Incêndios florestais se alastraram pelo país e já devoraram 5 milhões de hectares apenas no mês de agosto. O meu governo não terceiriza responsabilidades e nem abdica de sua soberania.

Já fizemos muito, mas sabemos que é preciso fazer muito mais. Além de enfrentar o desafio da crise climática, lutamos contra quem lucra com a degradação ambiental. Não transigiremos com ilícitos ambientais, com o garimpo ilegal e com o crime organizado”.

O presidente também falou sobre a defesa da democracia no Brasil, e se referiu ao que chamou de ‘falsos patriotas’:

“No Brasil, a defesa da democracia implica ação permanente ante investidas extremistas, messiânicas e totalitárias, que espalham o ódio, a intolerância e o ressentimento. Brasileiras e brasileiros continuarão a derrotar os que tentam solapar as instituições e colocá-las a serviço de interesses reacionários.

A democracia precisa responder às legítimas aspirações dos que não aceitam mais a fome, a desigualdade, o desemprego e a violência. No mundo globalizado não faz sentido recorrer a falsos patriotas e isolacionistas”.

E finalmente, ele também pediu por uma reforma na ONU, criticando a ausência do chamado “Sul Global” nas cadeiras permanentes do Conselho de Segurança – principal instância das Nações Unidas para lidar com conflitos armados e ameaças nucleares, entre outros temas. Ele disse:

“A exclusão da América Latina e da África de assentos permanentes no Conselho de Segurança é um eco inaceitável de práticas de dominação do passado colonial”.

Quanto a esse tema, Lula apresentou propostas “mais claras”, segundo suas palavras, para implantar essa reforma.

Porém, um tema importante ficou de fora do discurso do mandatário brasileiro, a situação da Venezuela. Segundo fontes ouvidas pelo site UOL, houve uma decisão política de não citar o impasse venezuelano. Momentos depois, o presidente americano Joe Biden criticou Nicolas Maduro ao subir ao palco após o brasileiro.

*Com informações do G1 e UOL.

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Nesta terça (24/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou em Nova York, na abertura do debate de chefes de Estado e de governo da 79ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

O brasileiro foi o primeiro chefe de Estado a discursar no debate geral. Por tradição, cabe ao Brasil abrir os discursos no encontro anual dos líderes dos mais de 190 países da ONU.

Logo no começo da sua fala, Lula se dirigiu à delegação da Palestina, saudando o presidente Mahmoud Abbas, e expressou apoio à luta do povo por um território próprio. Ele disse:

“Dirijo-me em particular à delegação palestina, que integra pela primeira vez essa sessão de abertura, mesmo que ainda na condição de membro observador”.

O brasileiro também disse:

“Em Gaza e na Cisjordânia, assistimos a uma das maiores crises humanitárias da história recente, e que agora se expande perigosamente para o Líbano. O que começou como ação terrorista de fanáticos contra civis israelenses inocentes tornou-se punição coletiva de todo o povo palestino. São mais de 40 mil vítimas fatais, em sua maioria mulheres e crianças. O direito de defesa transformou-se no direito de vingança, que impede um acordo para a liberação de reféns e adia o cessar-fogo”.

A fala não foi aplaudida pela delegação de Israel.


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“O planeta já não espera para cobrar da próxima geração, e está farto de acordos climáticos que não são cumpridos. Está cansado de metas de redução da emissão de carbono negligenciadas, do auxílio financeiro aos países pobres que nunca chega.

No Sul do Brasil, tivemos a maior enchente desde 1941. A Amazônia está atravessando a pior estiagem em 45 anos. Incêndios florestais se alastraram pelo país e já devoraram 5 milhões de hectares apenas no mês de agosto. O meu governo não terceiriza responsabilidades e nem abdica de sua soberania.

Já fizemos muito, mas sabemos que é preciso fazer muito mais. Além de enfrentar o desafio da crise climática, lutamos contra quem lucra com a degradação ambiental. Não transigiremos com ilícitos ambientais, com o garimpo ilegal e com o crime organizado”.

O presidente também falou sobre a defesa da democracia no Brasil, e se referiu ao que chamou de ‘falsos patriotas’:

“No Brasil, a defesa da democracia implica ação permanente ante investidas extremistas, messiânicas e totalitárias, que espalham o ódio, a intolerância e o ressentimento. Brasileiras e brasileiros continuarão a derrotar os que tentam solapar as instituições e colocá-las a serviço de interesses reacionários.

A democracia precisa responder às legítimas aspirações dos que não aceitam mais a fome, a desigualdade, o desemprego e a violência. No mundo globalizado não faz sentido recorrer a falsos patriotas e isolacionistas”.

E finalmente, ele também pediu por uma reforma na ONU, criticando a ausência do chamado “Sul Global” nas cadeiras permanentes do Conselho de Segurança – principal instância das Nações Unidas para lidar com conflitos armados e ameaças nucleares, entre outros temas. Ele disse:

“A exclusão da América Latina e da África de assentos permanentes no Conselho de Segurança é um eco inaceitável de práticas de dominação do passado colonial”.

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Porém, um tema importante ficou de fora do discurso do mandatário brasileiro, a situação da Venezuela. Segundo fontes ouvidas pelo site UOL, houve uma decisão política de não citar o impasse venezuelano. Momentos depois, o presidente americano Joe Biden criticou Nicolas Maduro ao subir ao palco após o brasileiro.

*Com informações do G1 e UOL.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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