A eleição presidencial em Portugal será decidida em segundo turno, algo que não acontecia na política do país em quatro décadas. A votação acirrada aconteceu no domingo (18/1).
Com todos os votos apurados, o socialista António José Seguro liderou a disputa com 31,13% dos votos, garantindo vaga no segundo turno.
E o candidato da extrema-direita, André Ventura, ficou em segundo lugar, com 23,49%, e também avança para a rodada final.
João Cotrim Figueiredo, do centro-direita, ficou em terceiro com 15,99%, ficando de fora da disputa.
Ventura afirmou estar pronto para enfrentar o desafio final e criticou o adversário, ao falar com a imprensa após a confirmação do segundo turno:
“E este candidato socialista defende tudo ao contrário do que nós defendemos. Quer mais impostos para distribuir mais subsídios, quer continuar a sufocar as empresas com mais burocracia, quer mais imigração descontrolada, quer mais descontrole na nossa Justiça, coisa que não queremos”.
Por sua vez, Seguro ressaltou a vitória do primeiro turno como um reforço da democracia:
“Hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia, e voltaremos a ganhar no dia 8 de fevereiro. Convido todos os democratas e progressistas a se unirem na luta contra o ódio e a discriminação”.
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Cerca de 11 milhões de portugueses foram às urnas para escolher o próximo presidente da República. A eleição ocorreu menos de um ano após as últimas legislativas, que renovaram o Parlamento e definiram o primeiro-ministro. O pleito é considerado um dos mais fragmentados da história recente do país.
Portugal adota um modelo de governo semipresidencialista. O presidente da República é o chefe de Estado e exerce funções majoritariamente cerimoniais. O comando do governo cabe ao primeiro-ministro, que lidera o Executivo.
Em momentos de crise política, no entanto, o presidente passa a ter maior relevância institucional. Ele comanda as Forças Armadas e pode dissolver o Parlamento. Também tem poder para destituir o governo e convocar novas eleições.
O atual presidente é Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, e ocupante do cargo há quase uma década. Ele ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas.
O segundo turno está marcado para 8 de fevereiro.
*Com informações de G1