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Espanha exige desculpas da Argentina após fala de Milei: Entenda a nova crise entre os países

Crise entre os países começou com declarações sobre suposto uso de drogas pelo presidente argentino Javier Milei.

Neste final de semana voltou a esquentar a crise entre a Argentina e a Espanha: o governo espanhol chamou para consultas, no domingo (19/5), sua embaixadora em Buenos Aires, María Jesús Alonso Jiménez, e exigiu “desculpas públicas” do presidente argentino Javier Milei. Nos últimos dias, Milei viajou à Espanha e chamou a primeira-dama do país, Begoña Gómez, de “corrupta”.

As declarações de Milei foram feitas em um evento do Vox, partido da extrema-direita espanhola, no domingo em uma viagem questionada na Argentina devido às atividades particulares e partidárias, sem encontros oficiais com autoridades espanholas.

No fim de semana, Milei disse o seguinte sobre a esposa do presidente espanhol, Pedro Sánchez:

“Não sabem que tipo de sociedade e de país o socialismo pode produzir, que tipo de pessoas podem chegar ao poder e que níveis de abuso pode gerar. Mesmo que ele tenha uma mulher corrupta, ele demora cinco dias a pensar nisso”.


Leia mais:

Na Argentina, homem é condenado a mais de 3 anos de prisão por jogar garrafa em Milei

Inflação na Argentina cai para 8,8% em abril, pela 4ª vez em 12 meses


O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, horas após a declaração do presidente argentino, reagiu, afirmando:

“A Espanha exige ao senhor Milei desculpas públicas e, caso não haja, tomaremos todas as medidas que consideramos oportunas para garantir nossa soberania e dignidade”.

Albares também afirmou:

“É inaceitável que um presidente em exercício em visita à Espanha insulte a Espanha e o primeiro-ministro da Espanha”.

Já nesta segunda (20), o porta-voz Manuel Adorni da Casa Rosada, a sede do governo argentino, se pronunciou publicamente, negando a crise. Para o governo argentino, a declaração de Milei foi uma reação aos insultos que integrantes do governo espanhol direcionaram ao presidente argentino — insinuando que o mesmo consome substâncias ilícitas e que é antidemocrático, entre outros.

Adorni declarou:

“Gostaríamos que fizessem uma reflexão e pedissem desculpas, mas nada tem a ver com questões diplomáticas e sim no âmbito pessoal […] Nossa posição é clara. Depois de vários insultos que recebeu o presidente, [os espanhóis] se sentiram ofendidos. Cada um tem sua opinião e é livre para questionar.

Tudo cai sobre uma reação menor do nosso presidente , mas se esquecem que isso foi um efeito de uma cascata de insultos que o governo espanhol direcionou ao nosso presidente. Somos uma Argentina cada vez mais livre, mais democrática e que nos respeitamos mais entre a gente mesmo”.

Ainda segundo Adorni, o presidente Milei não vai se comunicar com o presidente espanhol para pedir desculpas.

Os atritos entre Espanha e Argentina se iniciaram no começo de maio, quando o ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, sugeriu que o presidente argentino Javier Milei havia tomado “substâncias”. A presidência argentina logo respondeu no X, ex-Twitter, acusando Pedro Sánchez, presidente do governo da Espanha, de aplicar políticas que “levam pobreza e morte” ao seu povo.

*Com informações de CNN Brasil e UOL

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Neste final de semana voltou a esquentar a crise entre a Argentina e a Espanha: o governo espanhol chamou para consultas, no domingo (19/5), sua embaixadora em Buenos Aires, María Jesús Alonso Jiménez, e exigiu “desculpas públicas” do presidente argentino Javier Milei. Nos últimos dias, Milei viajou à Espanha e chamou a primeira-dama do país, Begoña Gómez, de “corrupta”.

As declarações de Milei foram feitas em um evento do Vox, partido da extrema-direita espanhola, no domingo em uma viagem questionada na Argentina devido às atividades particulares e partidárias, sem encontros oficiais com autoridades espanholas.

No fim de semana, Milei disse o seguinte sobre a esposa do presidente espanhol, Pedro Sánchez:

“Não sabem que tipo de sociedade e de país o socialismo pode produzir, que tipo de pessoas podem chegar ao poder e que níveis de abuso pode gerar. Mesmo que ele tenha uma mulher corrupta, ele demora cinco dias a pensar nisso”.


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O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, horas após a declaração do presidente argentino, reagiu, afirmando:

“A Espanha exige ao senhor Milei desculpas públicas e, caso não haja, tomaremos todas as medidas que consideramos oportunas para garantir nossa soberania e dignidade”.

Albares também afirmou:

“É inaceitável que um presidente em exercício em visita à Espanha insulte a Espanha e o primeiro-ministro da Espanha”.

Já nesta segunda (20), o porta-voz Manuel Adorni da Casa Rosada, a sede do governo argentino, se pronunciou publicamente, negando a crise. Para o governo argentino, a declaração de Milei foi uma reação aos insultos que integrantes do governo espanhol direcionaram ao presidente argentino — insinuando que o mesmo consome substâncias ilícitas e que é antidemocrático, entre outros.

Adorni declarou:

“Gostaríamos que fizessem uma reflexão e pedissem desculpas, mas nada tem a ver com questões diplomáticas e sim no âmbito pessoal […] Nossa posição é clara. Depois de vários insultos que recebeu o presidente, [os espanhóis] se sentiram ofendidos. Cada um tem sua opinião e é livre para questionar.

Tudo cai sobre uma reação menor do nosso presidente , mas se esquecem que isso foi um efeito de uma cascata de insultos que o governo espanhol direcionou ao nosso presidente. Somos uma Argentina cada vez mais livre, mais democrática e que nos respeitamos mais entre a gente mesmo”.

Ainda segundo Adorni, o presidente Milei não vai se comunicar com o presidente espanhol para pedir desculpas.

Os atritos entre Espanha e Argentina se iniciaram no começo de maio, quando o ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, sugeriu que o presidente argentino Javier Milei havia tomado “substâncias”. A presidência argentina logo respondeu no X, ex-Twitter, acusando Pedro Sánchez, presidente do governo da Espanha, de aplicar políticas que “levam pobreza e morte” ao seu povo.

*Com informações de CNN Brasil e UOL

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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