Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Estados Unidos acusam Brasil de “sufocar” economia americana em comunicado

Trump justificou a decisão alegando que as medidas são necessárias para garantir um comércio mais equilibrado

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nesta quinta-feira (3/4) um comunicado no qual menciona o Brasil entre os países que estariam restringindo o acesso ao mercado americano, justificando a imposição de novas tarifas comerciais pelo governo de Donald Trump. A nota, publicada em português e atribuída à Casa Branca, foi divulgada um dia após o anúncio das tarifas sobre produtos importados.

O governo norte-americano determinou uma tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, mesma alíquota aplicada ao Reino Unido. Já a Europa e a China foram alvos de tarifas mais altas, de 20% e 34%, respectivamente. O comunicado da embaixada argumenta que países como Argentina, Brasil, Equador e Vietnã impõem barreiras à importação de bens remanufaturados, dificultando o acesso dos exportadores americanos ao mercado e prejudicando iniciativas sustentáveis.

Trump justificou a decisão alegando que as medidas são necessárias para garantir um comércio mais equilibrado, proteger empregos nos Estados Unidos e reduzir o déficit comercial do país. Segundo a Casa Branca, as tarifas visam corrigir “disparidades tarifárias injustas” e confrontar barreiras impostas por outros países.

“Certos países, como Argentina, Brasil, Equador e Vietnã, restringem ou proíbem a importação de bens remanufaturados, restringindo o acesso ao mercado para exportadores dos EUA, ao mesmo tempo em que sufocam os esforços para promover a sustentabilidade, desencorajando o comércio de produtos quase novos e com uso eficiente de recursos”, afirma o comunicado.


Leia mais

Mercado financeiro fecha estável em dia de anúncio do “tarifaço” de Trump

EUA inclui Brasil em relatório anual de barreiras comerciais e classifica país de protecionista


Em resposta, o governo brasileiro contestou a narrativa dos Estados Unidos, afirmando que a relação comercial entre os dois países é favorável para os norte-americanos. De acordo com dados do Itamaraty, os EUA registraram um superávit comercial de aproximadamente US$ 7 bilhões com o Brasil em 2024 apenas no comércio de bens. Quando considerados bens e serviços, o superávit chega a US$ 28,6 bilhões, tornando o Brasil o terceiro maior contribuinte para o saldo positivo dos EUA no comércio exterior.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o tema durante um evento em Brasília, reforçando que o Brasil responderá a qualquer medida protecionista. Ele citou a recente aprovação da Lei da Reciprocidade pelo Congresso, que autoriza o governo brasileiro a adotar contramedidas caso barreiras comerciais sejam impostas contra produtos nacionais. “Somos um país que não tolera ameaça à democracia, que não abre mão de sua soberania e que exige reciprocidade no tratamento comercial”, afirmou Lula.

Em um comunicado conjunto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio classificaram as novas tarifas como uma violação dos compromissos assumidos pelos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo brasileiro alertou para possíveis impactos negativos no comércio bilateral, uma vez que os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

O Brasil sinalizou que buscará, em consulta com o setor privado, medidas para defender seus interesses junto ao governo norte-americano. Além disso, o país avalia a possibilidade de acionar a OMC para contestar a decisão, enquanto mantém aberto o diálogo diplomático com os Estados Unidos para tentar reverter as tarifas impostas.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nesta quinta-feira (3/4) um comunicado no qual menciona o Brasil entre os países que estariam restringindo o acesso ao mercado americano, justificando a imposição de novas tarifas comerciais pelo governo de Donald Trump. A nota, publicada em português e atribuída à Casa Branca, foi divulgada um dia após o anúncio das tarifas sobre produtos importados.

O governo norte-americano determinou uma tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, mesma alíquota aplicada ao Reino Unido. Já a Europa e a China foram alvos de tarifas mais altas, de 20% e 34%, respectivamente. O comunicado da embaixada argumenta que países como Argentina, Brasil, Equador e Vietnã impõem barreiras à importação de bens remanufaturados, dificultando o acesso dos exportadores americanos ao mercado e prejudicando iniciativas sustentáveis.

Trump justificou a decisão alegando que as medidas são necessárias para garantir um comércio mais equilibrado, proteger empregos nos Estados Unidos e reduzir o déficit comercial do país. Segundo a Casa Branca, as tarifas visam corrigir “disparidades tarifárias injustas” e confrontar barreiras impostas por outros países.

“Certos países, como Argentina, Brasil, Equador e Vietnã, restringem ou proíbem a importação de bens remanufaturados, restringindo o acesso ao mercado para exportadores dos EUA, ao mesmo tempo em que sufocam os esforços para promover a sustentabilidade, desencorajando o comércio de produtos quase novos e com uso eficiente de recursos”, afirma o comunicado.


Leia mais

Mercado financeiro fecha estável em dia de anúncio do “tarifaço” de Trump

EUA inclui Brasil em relatório anual de barreiras comerciais e classifica país de protecionista


Em resposta, o governo brasileiro contestou a narrativa dos Estados Unidos, afirmando que a relação comercial entre os dois países é favorável para os norte-americanos. De acordo com dados do Itamaraty, os EUA registraram um superávit comercial de aproximadamente US$ 7 bilhões com o Brasil em 2024 apenas no comércio de bens. Quando considerados bens e serviços, o superávit chega a US$ 28,6 bilhões, tornando o Brasil o terceiro maior contribuinte para o saldo positivo dos EUA no comércio exterior.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o tema durante um evento em Brasília, reforçando que o Brasil responderá a qualquer medida protecionista. Ele citou a recente aprovação da Lei da Reciprocidade pelo Congresso, que autoriza o governo brasileiro a adotar contramedidas caso barreiras comerciais sejam impostas contra produtos nacionais. “Somos um país que não tolera ameaça à democracia, que não abre mão de sua soberania e que exige reciprocidade no tratamento comercial”, afirmou Lula.

Em um comunicado conjunto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio classificaram as novas tarifas como uma violação dos compromissos assumidos pelos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo brasileiro alertou para possíveis impactos negativos no comércio bilateral, uma vez que os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

O Brasil sinalizou que buscará, em consulta com o setor privado, medidas para defender seus interesses junto ao governo norte-americano. Além disso, o país avalia a possibilidade de acionar a OMC para contestar a decisão, enquanto mantém aberto o diálogo diplomático com os Estados Unidos para tentar reverter as tarifas impostas.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Parlamento do Líbano aprova abolição da pena de morte

O Parlamento do Líbano aprovou nesta terça-feira (11/8) uma lei que extingue a pena de morte para todos os crimes. Com a medida, o...

Bashar al-Assad é condenado à morte por crimes contra a humanidade

O ex-presidente da Síria Bashar al-Assad foi condenado à pena de morte nesta terça-feira (11) por um tribunal sírio, em julgamento realizado à revelia,...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Número de mortes chega a 132 após terremoto na Colômbia

O número de mortos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10/8) subiu para 132, segundo a Asocapitales, associação que...

Deputado dos EUA compara Lula a Maduro em montagem

O deputado republicano Carlos Gimenez publicou na rede social X uma montagem do presidente Lula (PT) no lugar do venezuelano Nicolás Maduro, no dia...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Trump reduz lista de vacinas recomendadas a crianças nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10/8) uma ordem executiva que restringe a 11 doenças a lista de imunizações recomendadas...

Após terremoto na Colômbia, Lula oferece apoio do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta segunda-feira (10), por meio de nota oficial, preocupação e solidariedade ao povo colombiano após um...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Parlamento do Líbano aprova abolição da pena de morte

O Parlamento do Líbano aprovou nesta terça-feira (11/8) uma lei que extingue a pena de morte para todos os crimes. Com a medida, o...

Bashar al-Assad é condenado à morte por crimes contra a humanidade

O ex-presidente da Síria Bashar al-Assad foi condenado à pena de morte nesta terça-feira (11) por um tribunal sírio, em julgamento realizado à revelia,...

Número de mortes chega a 132 após terremoto na Colômbia

O número de mortos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10/8) subiu para 132, segundo a Asocapitales, associação que...

Deputado dos EUA compara Lula a Maduro em montagem

O deputado republicano Carlos Gimenez publicou na rede social X uma montagem do presidente Lula (PT) no lugar do venezuelano Nicolás Maduro, no dia...

Trump reduz lista de vacinas recomendadas a crianças nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10/8) uma ordem executiva que restringe a 11 doenças a lista de imunizações recomendadas...

Após terremoto na Colômbia, Lula oferece apoio do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta segunda-feira (10), por meio de nota oficial, preocupação e solidariedade ao povo colombiano após um...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]