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Estados Unidos recua na acusação de que Maduro seria líder do Cartel de Los Soles

O governo dos Estados Unidos retirou, em uma versão atualizada da acusação judicial contra Nicolás Maduro, a afirmação de que o ex-presidente da Venezuela comandaria o chamado Cartel de Los Soles. O recuo também altera a forma como o suposto grupo criminoso é descrito no processo conduzido pelo Departamento de Justiça americano, segundo análise publicada pelo jornal The New York Times.

A mudança ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Caracas ao longo de 2025, que culminou, no último sábado (3/1), em uma operação militar na capital venezuelana para prender Maduro e a esposa, Cilia Flores. Até então, autoridades americanas sustentavam que o Cartel de Los Soles era uma organização de tráfico de drogas liderada diretamente pelo líder venezuelano.

Na nova acusação, divulgada no mesmo dia da prisão, o Departamento de Justiça abandona a caracterização de Maduro como chefe de uma “organização terrorista narcotraficante”. O texto passa a afirmar que ele teria participado, protegido e mantido uma estrutura de corrupção ligada ao tráfico de drogas, da qual teria se beneficiado financeiramente.

O documento também reduz o protagonismo do Cartel de Los Soles, mencionado apenas duas vezes e descrito como um termo genérico para práticas de narcotráfico envolvendo setores da elite venezuelana. Segundo a acusação, os lucros dessas atividades ilegais teriam sido distribuídos entre autoridades civis, militares e de inteligência, dentro de um sistema de clientelismo associado às cúpulas do poder no país.


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Especialistas em crime organizado já questionavam a existência do cartel como uma organização estruturada, apontando a ausência de hierarquia definida e caracterizando-o como uma rede descentralizada formada por diferentes atores políticos e militares. Essa interpretação é citada na análise do caso.

Mesmo com a alteração na linguagem, Maduro foi formalmente acusado de narcoterrorismo em audiência realizada em Nova York, na segunda-feira. Ele se declarou inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. O ex-presidente responderá a quatro acusações na Justiça dos EUA: conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para a posse dessas armas com fins ligados ao narcotráfico.

Pesquisadores como Jeremy McDermott, do centro InSight Crime, afirmam que o Cartel de Los Soles não opera como cartéis tradicionais da América Latina, mas como uma rede que facilita o tráfico e distribui benefícios a aliados políticos e militares. Segundo essa análise, embora Maduro não seja apontado como líder direto, há indícios de que ele estaria entre os principais beneficiários desse modelo de governança criminosa.

*Com informações do G1.

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O governo dos Estados Unidos retirou, em uma versão atualizada da acusação judicial contra Nicolás Maduro, a afirmação de que o ex-presidente da Venezuela comandaria o chamado Cartel de Los Soles. O recuo também altera a forma como o suposto grupo criminoso é descrito no processo conduzido pelo Departamento de Justiça americano, segundo análise publicada pelo jornal The New York Times.

A mudança ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Caracas ao longo de 2025, que culminou, no último sábado (3/1), em uma operação militar na capital venezuelana para prender Maduro e a esposa, Cilia Flores. Até então, autoridades americanas sustentavam que o Cartel de Los Soles era uma organização de tráfico de drogas liderada diretamente pelo líder venezuelano.

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O documento também reduz o protagonismo do Cartel de Los Soles, mencionado apenas duas vezes e descrito como um termo genérico para práticas de narcotráfico envolvendo setores da elite venezuelana. Segundo a acusação, os lucros dessas atividades ilegais teriam sido distribuídos entre autoridades civis, militares e de inteligência, dentro de um sistema de clientelismo associado às cúpulas do poder no país.


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*Com informações do G1.

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