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EUA interrompe envio de bombas para Israel, temendo invasão de Rafah

Washington seria fortemente contra invasão israelense em Rafah, mas tanques e operações já começaram; cidade é enclave palestino.

Os Estados Unidos interromperam na semana passada o envio de bombas a Israel depois que o país não apresentou resposta às “preocupações” de Washington sobre seus planos de invadir Rafah, no sul de Gaza: A informação teria sido revelada por funcionário de alto escalão americano e publicada pela agência americana Associated Press e pela rede de TV CNN.

O funcionário do governo Biden, sob condição de anonimato, disse:

“Na semana passada, detivemos um envio de armas: 1.800 bombas de 907 kg e 1.700 bombas de 226 kg. Não tomamos uma decisão definitiva sobre como proceder com o envio”.

Nos últimos tempos, a cidade litorânea de Rafah se tornou um enclave palestino, para onde fugiu cerca de 1 milhão de pessoas devido aos bombardeios israelenses em Gaza. O governo Biden tomou a decisão no momento em que parecia que Israel estava prestes a iniciar uma grande operação terrestre em Rafah, à qual Washington expressou sua firme oposição.


Leia mais:

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Na segunda (6/05), as forças armadas de Israel ordenaram às pessoas da região leste de Rafah que deixassem suas casas, o que indicaria o prenúncio de invasão. Já na terça (7), Israel tomou conta da passagem da fronteira de Rafah, entre Gaza e o Egito, e avançou com tanques.

As Forças de Defesa de Israel disseram nesta quarta (8) que conduziram missões de “contraterrorismo” em áreas do leste de Rafah, matando membros do Hamas e danificando bases usadas pelo grupo. Essas operações ocorrem sob forte pressão internacional, devido ao temor de que as ações de guerra acabem matando a população refugiada da área.

Israel assume controle da fronteira justo quando o grupo palestino Hamas havia anunciado a mediadores no Catar e no Egito que aceitava um acordo de cessar-fogo. No entanto, algumas horas depois, autoridades israelenses afirmaram que rejeitaram a proposta, pois esse acordo “não atendia às suas exigências”.

Israel afirma que Rafah, no extremo sul de Gaza, é o último bastião do Hamas e, portanto, o último front de batalha para completar sua guerra contra o grupo terrorista.

Ainda nesta quarta, Israel anunciou a abertura da passagem de Kerem Shalom para entrada de ajuda humanitária em Gaza. Após a liberação, caminhões de ajuda do Egito trazendo comida, água, medicamentos e outros insumos e equipamentos doados pela comunidade internacional estão chegado à região. Já sobre a passagem de Rafah, o exército israelense ainda não divulgou nenhuma informação.

*com informações do G1.

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Os Estados Unidos interromperam na semana passada o envio de bombas a Israel depois que o país não apresentou resposta às “preocupações” de Washington sobre seus planos de invadir Rafah, no sul de Gaza: A informação teria sido revelada por funcionário de alto escalão americano e publicada pela agência americana Associated Press e pela rede de TV CNN.

O funcionário do governo Biden, sob condição de anonimato, disse:

“Na semana passada, detivemos um envio de armas: 1.800 bombas de 907 kg e 1.700 bombas de 226 kg. Não tomamos uma decisão definitiva sobre como proceder com o envio”.

Nos últimos tempos, a cidade litorânea de Rafah se tornou um enclave palestino, para onde fugiu cerca de 1 milhão de pessoas devido aos bombardeios israelenses em Gaza. O governo Biden tomou a decisão no momento em que parecia que Israel estava prestes a iniciar uma grande operação terrestre em Rafah, à qual Washington expressou sua firme oposição.


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Israel afirma que Rafah, no extremo sul de Gaza, é o último bastião do Hamas e, portanto, o último front de batalha para completar sua guerra contra o grupo terrorista.

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*com informações do G1.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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