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EUA: Meta desativa software que detecta fake news nas redes 3 meses antes de eleições decisivas

A Meta desativou CrowdTangle, um software que detecta fake news (notícias falsas). A empresa planeja substituí-la por uma nova ferramenta que pesquisadores dizem não ter a mesma funcionalidade. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º/4).

Durante anos, e especialmente nos ciclos eleitorais anteriores, o CrowdTangle permitiu a seus utilizadores acompanhar em tempo real a propagação de teorias da conspiração, incitação à violência ou campanhas de manipulação conduzidas a partir de países estrangeiros.


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Segundo especialistas, a retirada da ferramenta faz parte da tendência atual das grandes plataformas digitais de reduzir a transparência. Uma orientação preocupante, porque períodos eleitorais favorecem a divulgação de informações falsas que prejudicam o processo democrático.

Num ano em que eleições serão realizadas em dezenas de países onde vive quase metade da população mundial, “remover o acesso ao CrowdTangle limitará significativamente a monitorização independente dos danos” causados ​​pela desinformação, afirmou Melanie Smith, diretora de investigação do Institute for Strategic Dialogue. “Este é um sério retrocesso em termos de transparência nas redes sociais.”

Nova ferramenta contestada

A Meta está se preparando para substituir o CrowdTangle por uma nova biblioteca de conteúdo, contestada por muitos especialistas, incluindo o ex-CEO do CrowdTangle, Brandon Silverman.

De acordo com ele, o novo programa ainda está em desenvolvimento. “É uma tecnologia totalmente nova que a Meta ainda precisa construir para proteger a integridade das eleições”, alega.

A Meta comprou o CrowdTangle em 2016. O grupo reconhece que durante as eleições de 2019 na Louisiana, a ferramenta ajudou as autoridades a identificar informações falsas, como horários imprecisos dos locais de votação.

Durante as eleições presidenciais de 2020, o Facebook ofereceu a ferramenta aos fiscais eleitorais dos EUA em todos os estados para ajudá-los a “identificar rapidamente a desinformação, a interferência e a supressão de eleitores”. CrowdTangle também oferece painéis públicos para rastrear o que os principais candidatos postam em suas páginas oficiais e de campanha.

A Mozilla Foundation, uma organização global sem fins lucrativos, solicitou em carta aberta à Meta que o serviço fosse mantido pelo menos até janeiro de 2025.

“O abandono do CrowdTangle enquanto a biblioteca de conteúdos está desprovida de grande parte das funcionalidades básicas do CrowdTangle mina o princípio fundamental da transparência”, e constitui uma “ameaça direta” à integridade das eleições, indica a carta assinada por dezenas de observadores e pesquisadores.

*Com informações RFI

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A Meta desativou CrowdTangle, um software que detecta fake news (notícias falsas). A empresa planeja substituí-la por uma nova ferramenta que pesquisadores dizem não ter a mesma funcionalidade. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º/4).

Durante anos, e especialmente nos ciclos eleitorais anteriores, o CrowdTangle permitiu a seus utilizadores acompanhar em tempo real a propagação de teorias da conspiração, incitação à violência ou campanhas de manipulação conduzidas a partir de países estrangeiros.


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Num ano em que eleições serão realizadas em dezenas de países onde vive quase metade da população mundial, “remover o acesso ao CrowdTangle limitará significativamente a monitorização independente dos danos” causados ​​pela desinformação, afirmou Melanie Smith, diretora de investigação do Institute for Strategic Dialogue. “Este é um sério retrocesso em termos de transparência nas redes sociais.”

Nova ferramenta contestada

A Meta está se preparando para substituir o CrowdTangle por uma nova biblioteca de conteúdo, contestada por muitos especialistas, incluindo o ex-CEO do CrowdTangle, Brandon Silverman.

De acordo com ele, o novo programa ainda está em desenvolvimento. “É uma tecnologia totalmente nova que a Meta ainda precisa construir para proteger a integridade das eleições”, alega.

A Meta comprou o CrowdTangle em 2016. O grupo reconhece que durante as eleições de 2019 na Louisiana, a ferramenta ajudou as autoridades a identificar informações falsas, como horários imprecisos dos locais de votação.

Durante as eleições presidenciais de 2020, o Facebook ofereceu a ferramenta aos fiscais eleitorais dos EUA em todos os estados para ajudá-los a “identificar rapidamente a desinformação, a interferência e a supressão de eleitores”. CrowdTangle também oferece painéis públicos para rastrear o que os principais candidatos postam em suas páginas oficiais e de campanha.

A Mozilla Foundation, uma organização global sem fins lucrativos, solicitou em carta aberta à Meta que o serviço fosse mantido pelo menos até janeiro de 2025.

“O abandono do CrowdTangle enquanto a biblioteca de conteúdos está desprovida de grande parte das funcionalidades básicas do CrowdTangle mina o princípio fundamental da transparência”, e constitui uma “ameaça direta” à integridade das eleições, indica a carta assinada por dezenas de observadores e pesquisadores.

*Com informações RFI

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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