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Faixa de Gaza está em crise humanitária com os cortes de energia e água

Palestinos fizeram filas em frente a padarias e mercados na tentativa de estocar comida a Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (12), em meio à escassez de suprimento vitais e a um corte quase total de energia elétrica.

O governo em Israel ordenou um “cerco total” à região, após a ofensiva do Hamas no último sábado (7), interrompendo todo o fornecimento de comida, água, combustível e energia para o enclave, espremido entre Israel, Egito e o Mar Mediterrâneo. Dois terços da eletricidade consumida em Gaza dependiam de fornecimento israelense.

Com o corte, o território passou a depender exclusivamente de uma termelétrica local, que também ficou sem combustível na quarta-feira (11), segundo autoridades palestinas. Há o temor de que o corte total de energia afete duramente os hospitais locais, já superlotados de feridos dos ataques aéreos.

Falando à rede Al Jazeera, o repórter Nedal Samir Hamdouna, baseado em Gaza, disse que as condições no enclave sitiado “se assemelham a um inferno”. “Não tenho palavras para descrever como é terrível a situação aqui”, disse.


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Crise humanitária

Os intensos ataques aéreos também deixam a infraestrutura crítica para a sobrevivência dos residentes, diante a situação, nesta quinta (12), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou que o pouco combustível que ainda resta em Gaza para operar geradores deve acabar em algumas horas, afetando inclusive o funcionamento de hospitais.

“À medida que Gaza perde energia, os hospitais perdem energia, colocando em risco os recém-nascidos em incubadoras e pacientes idosos que recebem oxigênio. A diálise renal é interrompida e os raios X não podem ser feitos”, disse Fabrizio Carboni, diretor regional do CICV. “Sem eletricidade, os hospitais correm o risco de se transformar em necrotérios.”

“Os abrigos estão superlotados e têm disponibilidade limitada de alimentos, itens não alimentares e água potável”, diz o comunicado da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) alertando para a crise hídrica na região.

“Uma crise hídrica está iminente nos abrigos de emergência da UNRWA e ao longo da Faixa de Gaza devido à infraestrutura danificada, falta de eletricidade necessária para operar bombas e usinas de dessalinização e fornecimento limitado de água no mercado local”, continua o texto. “O abastecimento de água não pode ser restabelecido devido ao bloqueio total da Faixa de Gaza pelas autoridades israelenses.”

Escritório da ONU

Em apenas seis dias, a guerra entre Hamas e Israel já deixou mais de 2,5 mil mortos de ambos os lados.

Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, 338.934 habitantes da Faixa de Gaza, que tem população de pouco mais de 2 milhões, estão em deslocamento. Cerca de 30% se deslocaram só nas últimas 24 horas.

Muitos se abrigam em escolas administradas por uma agência de ajuda humanitária das Nações Unidas, sendo 13 brasileiros que aguardam retorno ao Brasil. Duas delas foram atingidas por ataques aéreos israelenses. Entre os alojados em escolas estão 13 brasileiros que aguardam retorno ao Brasil.

Ajuda Humanitária

O representante palestino na ONU, Riyad H. Mansour, fez um apelo pelo envio de ajuda humanitária aos palestinos no enclave, a fim de que se evite uma “catástrofe iminente”.

“Continuaremos o contato com todos, incluindo o Conselho de Segurança, para que a comunidade internacional assuma sua responsabilidade, entre em cena e ponha fim a este ataque contra nosso povo. Mas mais importante, isso requer – é claro – o envio de assistência humanitária aos 2,3 milhões de palestinos que vivem na Faixa de Gaza. Tem que haver uma intervenção humanitária para evitar uma catástrofe iminente”, disse Mansour.

*Com informações Metrópoles

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Palestinos fizeram filas em frente a padarias e mercados na tentativa de estocar comida a Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (12), em meio à escassez de suprimento vitais e a um corte quase total de energia elétrica.

O governo em Israel ordenou um “cerco total” à região, após a ofensiva do Hamas no último sábado (7), interrompendo todo o fornecimento de comida, água, combustível e energia para o enclave, espremido entre Israel, Egito e o Mar Mediterrâneo. Dois terços da eletricidade consumida em Gaza dependiam de fornecimento israelense.

Com o corte, o território passou a depender exclusivamente de uma termelétrica local, que também ficou sem combustível na quarta-feira (11), segundo autoridades palestinas. Há o temor de que o corte total de energia afete duramente os hospitais locais, já superlotados de feridos dos ataques aéreos.

Falando à rede Al Jazeera, o repórter Nedal Samir Hamdouna, baseado em Gaza, disse que as condições no enclave sitiado “se assemelham a um inferno”. “Não tenho palavras para descrever como é terrível a situação aqui”, disse.


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“À medida que Gaza perde energia, os hospitais perdem energia, colocando em risco os recém-nascidos em incubadoras e pacientes idosos que recebem oxigênio. A diálise renal é interrompida e os raios X não podem ser feitos”, disse Fabrizio Carboni, diretor regional do CICV. “Sem eletricidade, os hospitais correm o risco de se transformar em necrotérios.”

“Os abrigos estão superlotados e têm disponibilidade limitada de alimentos, itens não alimentares e água potável”, diz o comunicado da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) alertando para a crise hídrica na região.

“Uma crise hídrica está iminente nos abrigos de emergência da UNRWA e ao longo da Faixa de Gaza devido à infraestrutura danificada, falta de eletricidade necessária para operar bombas e usinas de dessalinização e fornecimento limitado de água no mercado local”, continua o texto. “O abastecimento de água não pode ser restabelecido devido ao bloqueio total da Faixa de Gaza pelas autoridades israelenses.”

Escritório da ONU

Em apenas seis dias, a guerra entre Hamas e Israel já deixou mais de 2,5 mil mortos de ambos os lados.

Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, 338.934 habitantes da Faixa de Gaza, que tem população de pouco mais de 2 milhões, estão em deslocamento. Cerca de 30% se deslocaram só nas últimas 24 horas.

Muitos se abrigam em escolas administradas por uma agência de ajuda humanitária das Nações Unidas, sendo 13 brasileiros que aguardam retorno ao Brasil. Duas delas foram atingidas por ataques aéreos israelenses. Entre os alojados em escolas estão 13 brasileiros que aguardam retorno ao Brasil.

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“Continuaremos o contato com todos, incluindo o Conselho de Segurança, para que a comunidade internacional assuma sua responsabilidade, entre em cena e ponha fim a este ataque contra nosso povo. Mas mais importante, isso requer – é claro – o envio de assistência humanitária aos 2,3 milhões de palestinos que vivem na Faixa de Gaza. Tem que haver uma intervenção humanitária para evitar uma catástrofe iminente”, disse Mansour.

*Com informações Metrópoles

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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